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Mônaco: muito além do Principado

Andar pelas ruas de Mônaco é se deparar constantemente com luxuosas propriedades do grupo Monte-Carlo Société des Bains de Mer (SBM). A famosa Place du Casino, por exemplo, está rodeada por alguns dos mais importantes empreendimentos da companhia: os centenários Casino de Monte-Carlo, Hôtel de Paris e Café de Paris. Um pouco mais abaixo está o Buddha-Bar, e ali perto, na curva Fairmont, a mais lenta da Fórmula 1 (é no principado que ocorre a mais charmosa das corridas do circuito mundial, o GP de Mônaco), fica o cassino Sun. Tudo de propriedade do SBM.

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Ao todo, o grupo monegasco criado há 150 anos controla no principado 33 sofisticados restaurantes, quatro hotéis de alto prestígio, e cinco cassinos. E agora se prepara para uma nova tentativa de colocar o pé para fora do território controlado pela família Grimaldi.

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Saiba mais sobre o tradicional grupo monegasco Monte-Carlo Société des Bains de Mer na galeria de fotos:

  • O SBM já havia operado por três anos um pequeno beach club em Abu Dhabi, mas em 2014 desistiu do empreendimento por questões relacionadas ao seu parceiro local. Agora, o plano é abrir franquias (ou licenciamentos) de estabelecimentos como o Café de Paris, o nightclub Jimmy’z e o Buddha-Bar. Também faz parte da estratégia uma expansão no segmento de cassinos, além de conseguir contratos de gerenciamento de hotéis renomados ao redor do mundo.

  • Os planos internacionais voltaram a ganhar força em julho do ano passado, quando o Galaxy Entertainment Group, operador de hotéis e cassinos em Macau, na China, comprou 5% das ações do SBM. Na ocasião, o LVMH — Moët Hennessy Louis Vuitton, maior conglomerado de marcas de luxo do mundo —, levou outros 5% de participação. Os dois novos parceiros, extremamente estratégicos para o SBM, também garantiram vaga no conselho de administração. Após as transações, o governo de Mônaco, sócio-majoritário do SBM, ficou com uma fatia de 60%, e o restante das ações flutua no mercado. “O Galaxy tem uma ótima posição na China, e pode nos dar a exposição que precisamos no país. A estratégia da companhia é expandir o negócio de cassino no mercado chinês, sempre em busca do topo do luxo”, afirma Luca Allegri, COO do SBM. Em fevereiro do ano passado, o SBM realizou aumento de capital de 219,9 milhões de euros. Cinco meses depois, o Galaxy investiu 42,3 milhões de euros na sua participação de 5%. O valor da fatia comprada pelo LVMH não foi revelado.

  • Luca Allegri afirma que a prioridade no plano de expansão é o gerenciamento de propriedades, como hotéis luxuosos e tradicionais que combinem com as marcas do grupo. Nesse segmento, só haverá necessidade de fazer algum desembolso quando a companhia tiver que pagar pelo direito de operar um empreendimento. “Mas há situações em que um proprietário ou operador de um ativo deseja vender o direito de operação. Então poderíamos comprá-lo.”

  • Com o LVMH, o maior ganho é de exposição de marca. Em março deste ano, o Hôtel de Paris inaugurou uma suíte pop-up em parceria com a Dom Pérignon, champanhe de propriedade da empresa sócia. Quem se hospedava nela tinha direito a uma seleção de garrafas da marca e menu concebido pelo estrelado chef Alain Ducasse, que comanda o restaurante Le Louis XV, dentro do Hôtel de Paris.

    Durante o período em que a suíte ficou disponível (até 31 de maio), Mônaco recebeu diversos eventos que atraíram público internacional, como a 62ª edição do tradicional Baile da Rosa, o torneio de tênis Monte-Carlo Rolex Masters, a corrida Historic Grand Prix, com carros antigos de competição, e o Grande Prêmio de Fórmula 1 de Mônaco. “O LVMH é líder mundial na indústria de luxo. O grupo tem diversas grifes, como Louis Vuiton e Dior, e realiza eventos incríveis. Eles vão usar Mônaco como plataforma para mostrar seus produtos para o mundo. Vamos trabalhar juntos em eventos especiais para promover as duas marcas”, diz.

  • O executivo afirma que ainda não foi decidido quando e qual será a primeira inauguração do grupo fora de Mônaco. “Depende da oportunidade. Nós podereremos ter uma operação de cassino em Londres, operação de hotel em Paris ou Roma. Também poderemos licenciar o Café de Paris na Ásia”, diz. Ele admite que há possibilidade de inaugurar um empreendimento com a bandeira Hôtel de Paris ou Hermitage em outra localidade, mas nunca por meio de franquia ou licenciamento, formatos que não permitiriam à companhia ter o controle total sobre os empreendimentos. “O Hôtel de Paris é único, então teria que ser um local muito especial. Dessa forma, há mais chances de inaugurarmos um hotel Hermitage do que um Hôtel de Paris”, afirma Allegri, que também acumula a função de diretor-geral do Hôtel de Paris.

  • O Monte-Carlo Bay, com quatro estrelas, é o único hotel que está entre as possibilidades de licenciamento. Fácil de entender: inaugurado em 2005, após cinco anos de construção, ele não carrega a tradição do Hôtel de Paris, considerado o carro-chefe do grupo SBM.

    Fundado em 1864, atualmente o Hôtel de Paris, cinco estrelas, passa por uma reforma completa, com custo estimado em 250 milhões de euros, que será concluída em setembro de 2018. O grupo também constrói, ao lado do hotel, um complexo residencial de luxo.

O SBM já havia operado por três anos um pequeno beach club em Abu Dhabi, mas em 2014 desistiu do empreendimento por questões relacionadas ao seu parceiro local. Agora, o plano é abrir franquias (ou licenciamentos) de estabelecimentos como o Café de Paris, o nightclub Jimmy’z e o Buddha-Bar. Também faz parte da estratégia uma expansão no segmento de cassinos, além de conseguir contratos de gerenciamento de hotéis renomados ao redor do mundo.

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