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15 previsões certeiras feitas por Bill Gates em 1999

Em 1999, Bill Gates escreveu um livro chamado “A Empresa na Velocidade do Pensamento”. A obra trazia 15 previsões que, na época, devem ter soado absurdas, por serem extremamente futuristas.

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No entanto, quase duas décadas depois, a realidade é que as previsões do bilionário revelaram-se estranhamente precisas. Gates previu, por exemplo, que “as pessoas iriam carregar pequenos dispositivos, que permitiriam que elas estivessem em contato constantemente e fizessem negócios de qualquer lugar”. Hoje, os smartphones sequer podem ser considerados novidade.

Veja, na galeria de fotos, 15 previsões feitas por Gates há quase 20 anos – e quão perto elas estão de se tornarem realidade:

  • Sites de comparação de preço

    Previsão: “Serviços automáticos de comparação de preços serão desenvolvidos, permitindo que as pessoas consultem os valores em muitos websites ao mesmo tempo, tornando tarefa simples encontrar o produto mais barato em qualquer que seja o segmento.”

    Realidade: É muito fácil buscar por um produto no Google ou na Amazon e consultar diferentes preços. Sites como o norte-americano NexTag e o brasileiro Buscapé são feitos especificamente para prestar o serviço.

  • Dispositivos móveis

    Previsão: “As pessoas vão carregar pequenos dispositivos que as permitirão estar em contato constantemente e fazer negócios de onde quer que estejam. Elas serão capazes de ler notícias, consultar os voos que reservaram, obter informações sobre mercados financeiros ou, basicamente, fazer qualquer outra coisa por meio destes dispositivos.”

    Realidade: Smartphones, e agora smartwatches, fazem tudo isso e muito mais.

  • Pagamentos e financiamentos instantâneos online e serviços de saúde melhores por meio da internet
    Previsão: “As pessoas vão pagar suas contas, administrar suas finanças e comunicar-se com seus médicos por meio da internet.”
    Realidade: A tecnologia não foi capaz de alterar os serviços de saúde do mesmo jeito que a Uber alterou o transporte, mas há sites que tornam muito mais fácil encontrar médicos e agendar consultas. Há ainda startups que estão tentando mudar a estrutura de um consultório médico ao oferecer planos mensais para serviços online ou orientados por dados. É possível também conseguir empréstimos online por meio de sites como o Geru e realizar pagamentos muito facilmente por meio de ferramentas como o PayPal.

  • Assistentes pessoais e a internet das coisas

    Previsão: “Companheiros pessoais vão conectar e sincronizar todos os seus dispositivos de uma maneira inteligente, estejam eles em casa ou no escritório, e permitirão que eles troquem dados. O dispositivo vai checar seus emails ou notificações e apresentar a informação de que você precisa. Quando você for ao supermercado, poderá informar quais receitas você quer preparar e ele vai gerar uma lista dos ingredientes que você precisa comprar. Ele vai informar todos os dispositivos que você usa sobre suas compras e horários, permitindo que eles se ajustem automaticamente ao que você estiver fazendo.”

    Realidade: O Google Now, um assistente inteligente presente nos dispositivos móveis, está começando a seguir nesta direção. Ao mesmo tempo, dispositivos inteligentes, como o Nest, coletam dados de sua rotina diária e ajustam automaticamente a temperatura da casa. Há, ainda, uma onda de ferramentas controladas por voz, como o Echo, da Amazon, e o Google Home.

  • Monitoramento residencial online

    Previsão: “Vídeos constantes de sua casa, que informarão quando alguém visitar enquanto você não estiver por lá, se tornarão comuns.”

    Realidade: A Google já comprou a Dropcam, fabricante de câmeras de vigilância residenciais, por US$ 555 milhões em 2014. Mas este foi apenas o começo. A Ring produz uma câmera inteligente para campainhas que permite que você veja quem está na porta. Há, ainda, câmeras como a PetCube, que permitem controlar um laser para brincar com os animais de estimação enquanto você não estiver em casa.

  • Redes sociais

    Previsão: “Websites privados para seus amigos e sua família se tornarão comuns, permitindo que você converse e planeje eventos.”

    Realidade: Dois bilhões de pessoas já usam o Facebook para ver o que seus amigos estão fazendo e planejar eventos. Há também o Snapchat, o Instagram, o WhatsApp e o Messenger, além de uma explosão de redes sociais menores que mais do que satisfazem a previsão inicial.

  • Ofertas promocionais automatizadas

    Previsão: “Um software saberá quando você reservou uma viagem e usará a informação para sugerir atividades no destino. Além disso, vai sugerir descontos, ofertas e preços mais baratos para todas as coisas que você quiser fazer.”

    Realidade: Websites de viagem, como o Expedia e o Kayak, oferecem propostas com base nos dados de compras anteriores. O setor de publicidade do Google e do Facebook oferece anúncios promocionais baseados na localização e nos interesses do usuário.

  • Sites de discussão esportiva ao vivo

    Previsão: “Enquanto estiver assistindo a competições esportivas na televisão, serviços vão permitir discussões sobre o que está acontecendo ao vivo e entradas em apostas.”

    Realidade: Muitas redes sociais permitem isso, com o Twitter na liderança (chegando até a transmitir alguns jogos ao vivo). É possível, também, deixar comentários em tempo real em sites de esporte, como no da ESPN.

  • Publicidade inteligente

    Previsão: “Dispositivos terão publicidade inteligente. Eles vão conhecer suas tendências de compras e exibir propagandas adaptadas as suas preferências.”

    Realidade: Basta olhar para as propagandas que você vê no Facebook ou no Google: a maior parte dos serviços de publicidade online tem essa ferramenta, em que anunciantes podem mirar em usuários com base no histórico de cliques, interesses pessoais e padrões de compra.

  • Links para websites durante programas ao vivo na televisão
    Previsão: “A transmissão televisiva vai incluir links para websites relevantes e conteúdo que complementará o que você estiver assistindo.”
    Realidade: Quase todo comercial nos dias de hoje tem uma chamada para entrar em um site, seguir a marca no Twitter ou até escanear um QR code para adicioná-la no Snapchat. É mais do que raro ver uma transmissão que não esteja conectada de alguma maneira a um website.

  • Quadros de discussão online

    Previsão: “Residentes de cidades e países serão capazes de ter discussões online sobre assuntos que os afetam, como política local, planejamento urbano ou segurança.”

    Realidade: A maioria dos sites de notícias tem seções de comentários onde as pessoas podem ter discussões em tempo real, ao mesmo tempo em que muitos deles têm fóruns em que elas fazem e respondem perguntas. O Twitter e o Facebook tiveram papéis importantes nas revoluções políticas na Líbia, no Egito e na Tunísia, assim como no movimento Black Lives Matter, nos Estados Unidos.

  • Websites baseados em interesses

    Previsão: “Comunidades online não serão influenciadas por localização, mas por interesses.”

    Realidade: Todos os tipos de sites de notícia e comunidades online se concentram em tópicos específicos. Muitos portais de notícia se estendem em verticais, oferecendo cobertura mais aprofundada de um determinado tópico.

  • Gestão automatizada de projetos

    Previsão: “Gerentes de projeto que querem montar uma equipe serão capazes de fazer isso online, por meio de ferramentas automatizadas que ajudarão a descrever o projeto e receberão recomendações dos envolvidos.”

    Realidade: Inúmeros softwares empresariais estão revolucionando a maneira como recrutamos, formamos equipes e designamos as tarefas.

  • Recrutamento online

    Previsão: “Da mesma maneira, as pessoas que estiverem buscando por emprego poderão encontrar oportunidades online ao declarar seus interesses, necessidades e habilidades.”

    Realidade Recrutadores podem fazer buscas com base em habilidades específicas. Websites como o LinkedIn permitem que usuários disponibilizem seus currículos e encontrem empregos com base em interesses e necessidades individuais.

  • Software de comunidades de negócio

    Previsão: “Empresas poderão fazer propostas para trabalhos diversos, de projetos de construção a campanhas publicitárias. Isso será eficiente tanto para grandes empresas, que querem terceirizar trabalhos, quanto para negócios em busca de novos clientes e para aqueles que não têm um fornecedor fixo para o serviço em questão.”

    Realidade: Muitos softwares empresariais são focados no aspecto social, permitindo que usuários encontrem outros negócios e comecem uma conversa capaz de levar a projetos maiores diretamente por meio dos apps. Houve também um salto no Gig Economy, que é o mercado baseado no uso de profissionais freelancers, e muitos websites conectam grandes negócios e o trabalho que eles querem terceirizar a autônomos.

Sites de comparação de preço

Previsão: “Serviços automáticos de comparação de preços serão desenvolvidos, permitindo que as pessoas consultem os valores em muitos websites ao mesmo tempo, tornando tarefa simples encontrar o produto mais barato em qualquer que seja o segmento.”

Realidade: É muito fácil buscar por um produto no Google ou na Amazon e consultar diferentes preços. Sites como o norte-americano NexTag e o brasileiro Buscapé são feitos especificamente para prestar o serviço.

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