Carreira

8 dicas da cozinha para aplicar nos negócios

Ser um bom chef ou dono de restaurante não se resume a cozinhar bem. Ser um bom CEO ou empreendedor não se resume a conhecer profundamente a área do negócio. Há algumas habilidades que são fundamentais para exercer qualquer tipo de liderança.

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O chef Ivan Achcar, cozinheiro de formação e coordenador do curso de restaurateur da escola Roberto Miranda Educação Corporativa, sabe bem disso. O curso é voltado a profissionais que criam e gerenciam seu próprio restaurante, dominando todos os aspectos do negócio. Em resumo: não basta gostar de cozinhar para comandar um restaurante.

Veja, na galeria de fotos, 8 dicas de cozinha Ivan Achcar que podem também ser aplicadas nos negócios:

  • Saber ouvir
    O líder de um negócio tem de perceber que precisa estar aberto a aprender todos os dias. A interlocução, segundo Ivan, é muito importante. “Eu comandei equipes de até 60 pessoas e, às vezes, você precisa ouvir o que alguém de um setor totalmente diferente tem a dizer – você precisa saber escutar, traduzir aquilo para o ‘negociês’ e aplicar se a pessoa tiver razão.” O empresário, assim como o chef de cozinha, precisa se livrar da arrogância que ter o poder de tomar as decisões pode trazer.

  • Pré-preparo
    O pré-preparo é um dos fundamentos da cozinha. É nesse momento que um chef pega os ingredientes brutos e os leva a um estágio intermediário. Ou seja, é preciso pensar criteriosamente nos produtos que estão sendo desenvolvidos. Isso requer planejamento. “No caso de uma cozinha, planejar pode ser cortar a cebola em cubos, o salsão e a couve em tiras… Isso porque o chef conhece o seu cardápio e sabe que vai precisar de cada um desses itens”, explica. No caso dos negócios, a relação é a mesma. Um líder tem de saber do que vai precisar para realizar determinada tarefa e fazer o planejamento desses elementos.

  • “Mise en place”
    “Há um outro fundamento da cozinha, chamado ‘mise en place’, que, para mim, é fundamental na vida de todo mundo. ‘Mise en place’ significa colocar as coisas em seu devido lugar”, diz Ivan. Ou seja, é uma etapa posterior ao planejamento: a organização. A utilidade desse processo fica evidente na cozinha, em que o tempo de reação é muito curto – um chef tem, no máximo, 7 minutos entre receber um pedido e entregá-lo, período de tempo que envolve muitos procedimentos e processos. Se não estiver tudo no lugar, torna-se uma missão impossível. Nos negócios, ainda que talvez de maneira menos evidente, o “mise en place” também é fundamental. Se um líder não organizar sua empresa e suas ideias antes de colocar tudo em prática, não funciona.

  • Formação da equipe
    “Antes de qualquer coisa, um chef precisa construir uma brigada, um conjunto de pessoas que, como no exército, trabalha marchando, ou seja, em sincronia.” Essa sincronia, segundo Ivan, é fundamental para qualquer trabalho. Por isso, o chef e o líder precisam ter a capacidade de construir suas brigadas com as pessoas certas, nas posições ideais e trabalhando em harmonia.

  • Capricho
    A finalização de um prato pode parecer banal – mas é exatamente o contrário. A decoração ativa um elemento importante, que é a visão. Ela reflete o capricho, que, segundo Ivan, é o elemento que impede profissionais e trabalhos de serem medíocres. É fundamental, então, ter esmero e fazer as coisas da melhor maneira possível. “Capricho é você chegar a um restaurante e poder passar a mão embaixo da mesa porque ela estará limpa”, explica.

  • Perseverança
    Para cozinhar é preciso amor. Pode parecer uma afirmação antiga, mas Ivan defende que ela não perdeu sua atualidade – e que não é tão óbvia assim. “Uma forma de explicar é perguntar a alguém: se eu te desse uma cebola, você a descascaria? E duas? E 300? Há profissionais nas cozinhas que descascam 300 cebolas todos os dias. Isso é amor”, exemplifica o chef. Traduzindo: não existe negócio e não existe chef sem perseverança e vontade de se destacar.

  • Equilíbrio
    “Um exemplo de equilíbrio na cozinha é o tempero. Temperar é equilibrar. Se eu colocar sal demais na comida, ela fica incomível. Se colocar de menos, fica insossa”, explica o chef. Assim também é a vida dos negócios: é preciso ter equilíbrio.

  • Marketing
    Outro ponto importante, segundo Ivan, é o marketing, que deve ser sempre baseado em escutar as demandas dos clientes. “Em um restaurante, é entender, por exemplo, que mesmo havendo o cardápio fixo, às vezes você precisa ter o menu do dia, porque um dia é diferente do outro. Ou seja, na quarta-feira eu posso servir uma feijoada, mas a sexta-feira pede um prato leve.”

Saber ouvir
O líder de um negócio tem de perceber que precisa estar aberto a aprender todos os dias. A interlocução, segundo Ivan, é muito importante. “Eu comandei equipes de até 60 pessoas e, às vezes, você precisa ouvir o que alguém de um setor totalmente diferente tem a dizer – você precisa saber escutar, traduzir aquilo para o ‘negociês’ e aplicar se a pessoa tiver razão.” O empresário, assim como o chef de cozinha, precisa se livrar da arrogância que ter o poder de tomar as decisões pode trazer.

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