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Rolex atravessa o século pautada pela busca da perfeição e da inovação

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Em 2017, o Sea-Dweller ganhou versão comemorativa de 50 anos (Divulgação)

Criada pelo alemão Hans Wilsdorf em 1908, a Rolex nasceu apenas nove anos antes de FORBES USA. Desde então, assim como a publicação que você lê, a marca busca incessantemente a precisão e a inovação. Exemplos se acumulam ao longo do tempo. Já em 1914, um relógio de pulso Rolex foi o primeiro do mundo a obter o certificado de precisão “classe A” do Kew Observatory, distinção até então reservada apenas a cronômetros da Marinha. O feito mudou para sempre a história da relojoaria – ali ficava comprovado que era possível existir um relógio de pulso tão confiável e preciso como eram os já tradicionais relógios de bolso.

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IMPERMEÁVEL

Para um relógio de pulso ser de fato preciso e confiável, ele precisava ser também impermeável, à prova d’água e de qualquer micropartícula que pudesse comprometer seu mecanismo. Em 1926, os esforços de Wilsdorf para desenvolver um relógio com essas características culminaram na invenção do Rolex Oyster, primeiro relógio de pulso impermeável no mundo. A caixa, equipada com um engenhoso sistema patenteado de rosqueamento da luneta, do fundo e da coroa, era, afinal, hermeticamente fechada. No ano seguinte, para comprovar as qualidades do novo relógio para o mundo todo, ele convenceu a nadadora inglesa Mercedes Gleitze, que estava prestes a atravessar o Canal da Mancha a nado, a usar o Oyster durante a prova. Após mais de dez horas de travessia, o relógio alcançou a outra margem em perfeito estado. Para comemorar o resultado da experiência, foi publicado um anúncio de página inteira na capa do jornal “Daily Mail”.

O evento marcou a estreia dos “embaixadores” – personalidades excepcionais em suas áreas, que emprestam credibilidade e glamour à marca.

OS CLÁSSICOS

  • Datejust

    Em 1945, a Rolex lançou o Oyster Perpetual Datejust, primeiro cronômetro de pulso automático e impermeável a indicar a data em uma abertura no mostrador. Equipado com a pulseira Jubileu, criada especialmente para o lançamento, o Datejust se distinguia dos demais pela luneta canelada.

  • Explorer

    Em 1953, sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay, membros de uma expedição britânica chefiada por sir John Hunt, usavam um Oyster quando foram os primeiros do mundo a chegar ao pico do Everest. A partir dessa experiência, a Rolex ouviu dos próprios exploradores o que eles precisavam em um relógio para acompanhar esse tipo de expedição. No mesmo ano, foi lançado o Explorer, que passou a ter mostrador preto para que o reflexo da neve não atrapalhasse a visualização das horas.

  • GMT-Master

    O Oyster Perpetual GMT-Master foi lançado em 1955 para atender a uma necessidade específica de pilotos aéreos que precisavam de um instrumento capaz de indicar a hora em diversos pontos do planeta. Para isso, foi equipado com um ponteiro suplementar de 24 horas e uma luneta giratória graduada de 24 horas. Esse modelo tornou-se o relógio oficial de várias companhias aéreas, entre elas a Pan Am.

  • Day-Date

    O “relógio dos presidentes” foi lançado em 1956; era o primeiro relógio de pulso a indicar o dia da semana por extenso em uma abertura no mostrador, além do dia do mês. Disponível em platina ou ouro 18 quilates, ele é equipado, desde o lançamento, com lente de aumento Cyclops, que facilita a leitura. Essa inovação, que hoje figura entre os símbolos inconfundíveis da Rolex, foi depois integrada a todos os modelos Oyster com indicação da data.

  • Milgauss

    O ano de 1956 também marcou o lançamento do Oyster Perpetual Milgauss, projetado para resistir a campos magnéticos. O modelo ganhou destaque principalmente ao ser usado por cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), em Genebra.

  • DeepSea

    Em 1960, na Ilha de Guam (Oceano Pacífico), o batiscafo Trieste, pilotado pelo oceanógrafo suíço Jacques Piccard e o tenente da marinha norte-americana Don Walsh, mergulhou até a Fossa das Marianas, atingindo o ponto mais profundo dos oceanos, a 10.916 metros abaixo da superfície do mar. Fixado na parte externa do Trieste, um Oyster experimental, o Deep Sea Special, foi submetido à pressão colossal de mais de 1 tonelada por centímetro quadrado, voltando à superfície em perfeito estado de funcionamento. O feito foi repetido em 2012 com o DeepSea Challenge em um submarino comandado pelo cineasta James Cameron (Titanic).

  • Cosmograph Daytona

    Em 1963, a marca lançou o Oyster Perpetual Cosmograph Daytona, nascido para as corridas. Ele ganhou seus títulos de nobreza nos circuitos mundo afora por sua confiabilidade e seu desempenho. Um dos cronógrafos mais famosos do mundo, traz a luneta gravada com uma escala taquimétrica que faz dele o instrumento perfeito para medir velocidades médias de até 400 unidades de distância (milhas ou quilômetros) por hora. A luneta Cerachrom monobloco de cerâmica de alta tecnologia resiste a arranhões, corrosão e efeitos dos raios UV.

  • Sea-Dweller

    De 1967, impermeável até 610 metros (2 mil pés). Para atender a uma necessidade manifestada por profissionais de mergulho em águas profundas, a caixa era equipada com uma válvula de hélio patenteada que, durante as longas fases de descompressão em câmara hiperbárica, possibilitava a saída do hélio, preservando o relógio. Este ano, ao completar 50 anos, ele ganhou uma versão comemorativa, com o nome Sea-Dweller gravado em vermelho no mostrador.

Datejust

Em 1945, a Rolex lançou o Oyster Perpetual Datejust, primeiro cronômetro de pulso automático e impermeável a indicar a data em uma abertura no mostrador. Equipado com a pulseira Jubileu, criada especialmente para o lançamento, o Datejust se distinguia dos demais pela luneta canelada.

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