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Oito restaurantes em Hong Kong e Macau mantém suas estrelas Michelin

Michael Ellis do Guia Michelin com alguns dos vencedores deste ano (Reprodução / Forbes)

Michael Ellis do Guia Michelin com alguns dos vencedores deste ano (Reprodução / Forbes)

O décimo aniversário do Guia Michelin em Hong Kong e Macau confirmou que os destinos asiáticos se mantêm como potências culinárias – são, no total, 81 endereços estrelados.

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Para surpresa de muita gente, entretanto, não houve mudança na quantidade de estabelecimentos com duas e três estrelas, ou seja, todos os eleitos em 2017 mantiveram seu status.

Ao falar sobre o assunto, Michael Ellis, diretor internacional encarregado dos Guias Michelin, disse: “A indústria de restaurantes é cíclica, assim como a vida. É normal que haja uma pausa no cenário. Provavelmente há mais investimento na indústria hoteleira de Macau do que em qualquer outro lugar do mundo, e o número de restaurantes estrelados em Hong Kong e Macau triplicou em dez anos.”

Bo Innovation, L’Atelier, de Joël Robuchon, Lung King Heen, 8 ½ Otto e Mezzo-Bombana, Sushi Shikon e T’ang Court, em Hong Kong, assim como Robuchon au Dôme e The Eight, em Macau, mantiveram a distinção das três estrelas obtida por não mais do que uma centena de estabelecimentos ao redor do mundo.

Getty

Os restaurantes do chef francês Joel Robuchon mantém as três estrelas (Getty)

O direito de se gabar foi para o The Grand Lisboa Hotel, em Macau, que permanece como o único estabelecimento do mundo a possuir dois restaurantes com três estrelas no mesmo local, totalizando incríveis sete estrelas Michelin para o Robuchon au Dôme, The Eight e a churrascaria de uma estrela The Kitchen.

Em um cenário familiar, Vicky Lau, do restaurante Tate, de Hong Kong, foi a única chef mulher a ser honrada entre os 81 estabelecimentos estrelados.

Morpheus: Cidade dos Sonhos, em Macau (Reprodução / Forbes)

Nova experiência culinária

O chef francês Alain Ducasse foi outro vencedor: o seu restaurante de frutos do mar Rech, no The Intercontinental Hotel, Hong Kong, recebeu uma primeira estrela. Ducasse também anunciou o lançamento de uma experiência culinária totalmente nova no resort Morpheus, em Macau, planejado para inaugurar em 2018. O empreendimento incluirá dois novos restaurantes, o Alain Ducasse at Morpheus, com a haute cuisine contemporânea francesa que é a marca do chef, e o Voyages by Alain Ducasse, um novo conceito que oferece a versão do chef da culinária asiática, inspirada por três décadas de viagens à região.

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O famoso superstar da gastronomia francesa Robuchon estabilizou seu sucesso marcante na região com restaurantes de três estrelas em Hong Kong e em Macau que mantiveram o status anterior.

Dois restaurantes cantoneses receberam uma estrela – o Yee Tung Heen e o Ying Jee Club – ambos especializados no frango salgado crocante. Em uma notável mudança de eventos, Ying Jee Club recebeu a honraria apesar de estar funcionando por apenas 12 semanas, surpreendendo a indústria.

A primeira filial de Hong Kong do Imperial Treasure ganhou sua primeira estrela graças à sala de jantar com vista panorâmica para o porto da cidade. O The Ocean, do chef Olivier Bellin, que oferece frutos do mar como lagosta, ouriço-do-mar e vieiras, foi outro contemplado.

Richard Ekkebus, chef da Landmark Mandarin (Reprodução / Forbes)

Richard Ekkebus de Amber, da Landmark Mandarin, em Hong Kong, conquistou duas estrelas mais uma vez pelos notáveis dez anos de funcionamento. Quando perguntaram a Ellis por que Ekkebus nunca ganhou uma terceira estrela, ele explicou: “Ele é um chef tremendamente talentoso, um chef duas estrelas extremamente forte, mas nossos inspetores devem ser unânimes na decisão de conceder três estrelas, nós só não chegamos lá ainda. Todos os restaurantes duas estrelas são candidatos a se tornarem três estrelas, ele certamente se destaca pela criatividade, habilidades técnicas e execução. Ele é um chef de quem as pessoas gostam e respeitam.”

 

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