5 tendências de mídias sociais para os negócios em 2018

O Facebook relatou, no terceiro trimestre, os maiores ganhos desde o seu surgimento. A publicidade veiculada pela plataforma em smartphones está tão popular que quase não há espaço para mais anúncios, mesmo com o valor alto cobrado. Enquanto isso, a rede social atingiu a marca de 2 milhões de usuários, ou seja, cerca de um terço da população mundial.

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Por trás de números como esses, estão cada vez mais de negócios. Os empreendedores perceberam que as mídias sociais são a forma mais efetiva de alcançar o público. Adolescentes, por exemplo, passam até nove horas por dia nessas plataformas. O apetite insaciável dos usuários por vídeos fáceis de ser produzidos e por postagens constantes levam companhias a gastar cada vez mais dinheiro em publicidade digital em vez de investir em veículos tradicionais, como a televisão.

Veja, na galeria de fotos a seguir, 5 tendências de mídias sociais que prometem sacudir os negócios neste ano:

  • 1) Fim da publicidade não-monetizada
    Por muitos anos, o alcance orgânico no Facebook (porcentagem de publicações que não pagam para atingir mais pessoas) tem diminuído e já chegou a 2%. Agora, ao que parece, aplicativo irá acabar de vez com essa forma de propaganda não-monetizada. Recentemente, a rede estabeleceu uma nova forma, ainda em teste, de “explorar o feed”, um tipo de fluxo apenas para atualizações de empresas.

    Esses desenvolvimentos são um forte sinal de o que Facebook se tornou uma plataforma paga para companhias, a exemplo dos canais tradicionais de propaganda, como a televisão, o rádio e os veículos impressos. Em 2018, tudo leva a crer que atingir a audiência no feed de notícias será custoso.

  • 2) Mais vídeos
    Não é preciso uma bola de cristal para adivinhar que os vídeos são o futuro, não só em mídias sociais, mas na internet em geral. A empresa de comunicação Cisco Systems estima que este ano será batida a marca de mais de 80% do fluxo de informações na internet em vídeo. As “lives” (ao vivo) e anúncios audiovisuais começaram a dominar nossos feeds no Facebook e no Snapchat e também já surgem no Instagram, no Twitter e até no LinkedIn. Cerca de metade das empresas já o implementam, enquanto 26% planejam iniciar a prática neste ano.

    Há apenas um problema: na competição para ganhar mais visualizações e cliques, as companhias perdem o foco principal. O mais importante é quem assiste os vídeos e se é um possível consumidor, não apenas quantas pessoas assistem. Vídeos virais não significam nada se o público-alvo desejado não for atingido.

  • 3) O retorno dos códigos QR
    No ano passado, a Apple colocou uma característica inesperada no novo iOS 11: um leitor de códigos QR. Você deve se lembrar desses códigos de barra elaborados que, por exemplo, abrem sites ao serem escaneados. Eles eram para ser o próximo sucesso tecnológico nos anos 2000. Agora, tudo o que se deve fazer é apontar a câmera do iPhone para o código, e ele já é automaticamente ativado.

    Grandes companhias como Snapchat, Facebook e Spotify ainda forçam a sua própria tecnologia de códigos para os usuários. No entanto, se considerarmos que o QR ainda é uma das formas mais fáceis de conectar o mundo real ao virtual, não se surpreenda ao vê-lo em todo lugar neste ano, especialmente agora que 700 milhões de usuários de iPhone têm um scanner no bolso.

  • 4) Inteligência Artificial no marketing
    Muitas das tarefas básicas nas mídias digitais, como planejar o horário adequado para postar ou encontrar um conteúdo viral para compartilhar, já foram automatizadas. Neste ano, espere ver inteligência artificial e ferramentas semelhantes terem um papel ainda maior no envio de mensagens. A tecnologia emergente vai permitir testar simultaneamente centenas de variações de anúncios nas redes sociais. Em vez de adivinhar quais imagens e textos conseguirão mais cliques, os usuários poderão usar ferramentas que aumentem automaticamente a distribuição das melhores publicações.

    Isso é parte de uma grande transformação que envolve o ciclo de criação, distribuição e otimização, radicalmente comprimido pelas mídias digitais. Os últimos lançamentos de inteligência artificial usam algoritmos ainda mais complexos e tomam decisões maiores sobre o que deve ser material de marketing ou não. Neste ano, essas ferramentas devem permitir que as companhias engajem uma grande audiência, com mais mensagens personalizadas.

  • 5) A ascensão da “nuvem”
    A compra do LinkedIn pela Microsoft desencadeou uma corrida silenciosa entre os grandes vendedores de software para integrar e aprimorar os recursos das mídias sociais. A Microsoft já está na frente com a integração das grandes listas de empregos do LinkedIn no Outlook e no Dynamics 365, o que significa que as empresas podem acessar instantaneamente dados sociais sobre clientes para personalizar emails e mensagens.

    Para se destacarem, a Adobe, a Salesforce, a IBM e a Oracle embarcaram em uma onda de compras e integrações para melhorar suas nuvens de marketing com recursos de redes sociais. Por trás dessas melhorias está o entendimentos de que as redes fornecem às empresas uma fonte rica e em tempo real de informações sobre o cliente, exatamente as informações necessárias para alimentar sistemas de inteligência artificial. Neste ano, os usuários empresariais serão os grandes beneficiários dessa guerra de softwares, pois as plataformas de marketing irão encontrar maneiras melhores de aumentar a produtividade e produzir conteúdo dentro das mídias digitais.

1) Fim da publicidade não-monetizada
Por muitos anos, o alcance orgânico no Facebook (porcentagem de publicações que não pagam para atingir mais pessoas) tem diminuído e já chegou a 2%. Agora, ao que parece, aplicativo irá acabar de vez com essa forma de propaganda não-monetizada. Recentemente, a rede estabeleceu uma nova forma, ainda em teste, de “explorar o feed”, um tipo de fluxo apenas para atualizações de empresas.

Esses desenvolvimentos são um forte sinal de o que Facebook se tornou uma plataforma paga para companhias, a exemplo dos canais tradicionais de propaganda, como a televisão, o rádio e os veículos impressos. Em 2018, tudo leva a crer que atingir a audiência no feed de notícias será custoso.

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