Por que caminhar é essencial para a saúde do cérebro

Andar é uma das melhores coisas que se pode fazer pelo cérebro (iStock)

Um simples exercício pode deixar o seu cérebro mais eficiente em 2018. A atividade, já comprovada cientificamente, não toma mais tempo do que um episódio de seriado. E mais: é uma ótima desculpa para sair de casa. O ato de caminhar é o estímulo cerebral que precisamos.

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Apesar de já existir diversos estudos científicos que garantem que andar é uma das melhores coisas que se pode fazer pelo cérebro, uma nova pesquisa afirma que caminhar 3,2 km por dia pode preservar funções cognitivas de cérebros em envelhecimento.

Pesquisadores recrutaram participantes com mais de 60 anos e os dividiram em dois grupos. O grupo de baixa atividade física deu quatro mil passos ou menos por dia, enquanto o grupo de alta atividade física andou mais. Em um ritmo médio, quatro mil passos são o equivalente a 3,2 km. O movimento de ambos os grupos foi rastreado com acelerômetros por sete dias.

Todos os integrantes passaram por ressonâncias magnéticas para avaliar o volume e a espessura do hipocampo de seus cérebros, o centro de memória do órgão. Estudos anteriores mostraram que uma maior espessura do hipocampo está relacionada à consolidação mais efetiva da memória, ou seja, o processo que nos possibilita formar e guardar lembranças ao longo do tempo.

“A densidade cerebral, uma medida mais sensível do que o volume, pode identificar mudanças sutis no cérebro antes e prever independentemente a cognição”, disse o pesquisador principal, Prabha Siddarth, do Instituto Semel de Neurociência e Comportamento Humano da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

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Os idosos também foram submetidos a testes neuropsicológicos para examinar a memória e outras habilidades cognitivas, como acuidade mental, velocidade de processamento de informação e concentração.

O resultado mostrou que aqueles que caminharam mais de 4 mil passos por dia tinham hipocampo mais espesso do que quem andou menos. Outras áreas do cérebro associadas ao hipocampo também eram mais grossas nesse primeiro grupo.

Os participantes que praticaram mais a atividade tiveram, ainda, melhores notas nos testes relacionados à atenção e velocidade de processamento cognitivo, mas os estudiosos não identificaram uma grande diferença entre os dois grupos no quesito memória. Apesar do resultado não ser 100% conclusivo, devemos ficar atentos.

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