3 temas que devem estar na cabeça dos líderes em 2018

Nessa mesma época, há um ano, estávamos começando a processar o resultado das eleições norte-americanas e do Brexit. 2017 também consumiu boa parte das energias dos profissionais que tentavam reimaginar a experiência dos consumidores e, consequentemente, os dados gerados por eles.

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Neste ano, as informações estão no centro das atenções, seguidas por outros dois importantes temas: a cadeia de suprimentos e o blockchain. Aprender a lidar com esses três conceitos – e tudo que gira ao redor deles – pode ser a grande diferença entre o sucesso e o fracasso.

Veja, na galeria de fotos a seguir, 3 temas que devem estar na cabeça dos líderes em 2018:

  • 1) Dados

    Este será o ano dos dados. Um ângulo óbvio é o regulatório, com o Regulamento de Proteção de Dados Gerais (GDPR), que chegará com força em maio. O GDPR introduz novos requisitos e desafios para funções legais e de conformidade. Isso exigirá grandes recursos: muitas empresas não se sentem prontas e estão preocupadas com sua capacidade de relatar dados e fornecer a transparência adequada. Elas têm razão de sentir medo. Muitas reconhecem que não têm certeza sobre ter uma visão única do cliente. Como, então, elas podem garantir a privacidade dele? Mas a abordagem de novos regulamentos de privacidade de dados com sucesso não é um enigma intelectual. Teoricamente, todos sabemos – ou podemos descobrir – o que fazer, quais as tecnologias instalar, quais conselheiros contratar, a quais habilidades se dedicar. É loucamente complexo e demorado. Isso retarda tudo e desvia recursos preciosos de outras áreas, mas existe um caminho a seguir.

    O compartilhamento de dados inteligentes e a criação de valor comercial a partir deles são outra história. As empresas têm se concentrado em mudar seus modelos comerciais de venda de produtos para serviços de venda. Por exemplo: se um fabricante de um produto tiver dados sobre o uso dele por parte de seus clientes, pode aconselhar sobre a manutenção, reduzindo assim o tempo de inatividade. Uma vez que o fabricante tem informações sobre o desempenho daquilo que ele fabrica, o conteúdo disponível para compartilhar e usar para melhorar o negócio é bastante vasto. Isso significa capacidade de adicionar as informações aos serviços em andamento. O truque é descobrir quais dados e quais serviços o cliente achará útil.

  • 2) Cadeia de suprimentos

    Neste ano, a cadeia de suprimentos fica em segundo lugar, mas não porque os executivos passem muito tempo pensando sobre ela. Na verdade, é o contrário: os empresários não a enxergam como parte de sua estratégia. A gestão da cadeia de suprimentos é como uma criança órfã – fica, geralmente, no fim da lista de prioridades em termos de investimentos ou foco, pois ainda é pensada como algo puramente logístico ou relacionado a transporte. Além de não ser adequadamente integrada com outras funções. Em muitas companhias a cadeia de suprimentos é deixada em silo, o que é um paradoxo, considerando que ela deve ser um conector. Isso precisa mudar. Ela se chama cadeia por uma razão.

    Velocidade, transparência, experiência do consumidor, modelos de negócios em plataforma, diminuição das fronteiras entre os mundos físico e digital, compartilhamento de dados – essas são as questões com as quais as empresas estão lidando. Se elas conseguem ou não se enquadrar à ampla definição da cadeia de suprimentos é outra história. Essa cadeia não deve se restringir apenas à eficiência ou logística, mas deve conectar as redes da empresa para criação de valor e inovação.

  • 3) Blockchain

    Esta tecnologia ganha o terceiro lugar nessa lista, apesar de não ser mais importante do que a Internet das Coisas, a inteligência artificial ou a nuvem. O blockchain é diferente no sentido de que faz mais do que fornecer uma capacidade tecnológica, pois tem o potencial de mudar nosso pensamento sobre como as empresas de plataforma centralizada precisam ser.

    As aplicações das tecnologias digitais até agora levaram à concentração. Por exemplo: três empresas fornecem mais de 60% dos serviços da nuvem no mundo, a Amazon responde por mais de 40% das vendas de comércio eletrônico nos Estados Unidos e o Google recebe 41% das receitas digitais geradas em território norte-americano. Essas plataformas exercem um controle significativo sobre seus participantes, razão pela qual pensamos nelas como centralizadas.

    O blockchain é um registro aberto e distribuído em que qualquer pessoa pode anotar uma transação de qualquer valor sem a necessidade de um intermediário. A verificação é feita por outros usuários, conhecidos como mineiros, que são pagos pela atividade. A tecnologia faz parte do domínio público, ou seja, ninguém a possui ou controla. Funciona mais como uma cooperativa do que como um monopólio.

1) Dados

Este será o ano dos dados. Um ângulo óbvio é o regulatório, com o Regulamento de Proteção de Dados Gerais (GDPR), que chegará com força em maio. O GDPR introduz novos requisitos e desafios para funções legais e de conformidade. Isso exigirá grandes recursos: muitas empresas não se sentem prontas e estão preocupadas com sua capacidade de relatar dados e fornecer a transparência adequada. Elas têm razão de sentir medo. Muitas reconhecem que não têm certeza sobre ter uma visão única do cliente. Como, então, elas podem garantir a privacidade dele? Mas a abordagem de novos regulamentos de privacidade de dados com sucesso não é um enigma intelectual. Teoricamente, todos sabemos – ou podemos descobrir – o que fazer, quais as tecnologias instalar, quais conselheiros contratar, a quais habilidades se dedicar. É loucamente complexo e demorado. Isso retarda tudo e desvia recursos preciosos de outras áreas, mas existe um caminho a seguir.

O compartilhamento de dados inteligentes e a criação de valor comercial a partir deles são outra história. As empresas têm se concentrado em mudar seus modelos comerciais de venda de produtos para serviços de venda. Por exemplo: se um fabricante de um produto tiver dados sobre o uso dele por parte de seus clientes, pode aconselhar sobre a manutenção, reduzindo assim o tempo de inatividade. Uma vez que o fabricante tem informações sobre o desempenho daquilo que ele fabrica, o conteúdo disponível para compartilhar e usar para melhorar o negócio é bastante vasto. Isso significa capacidade de adicionar as informações aos serviços em andamento. O truque é descobrir quais dados e quais serviços o cliente achará útil.

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