Como aproveitar a Copa do Mundo como um czar

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Catedral de São Basílio, localizada na Praça Vermelha, Moscou

A Rússia é um país único. O gigante de 17 milhões de quilômetros quadrados é o lar de 144 milhões habitantes. Seu passado imperial, que perdurou de 1546 a 1917 (quando foi derrubado pela Revolução de Fevereiro), deixou heranças de uma história literalmente rica. É impossível falar dela sem relembrar seus czares e a emblemática dinastia Romanov, que sobrevivem na arquitetura, nos monumentos, nos costumes e na cultura.

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A Rússia tornou-se o destino do momento pela proximidade da Copa do Mundo de futebol, um dos eventos de maior visibilidade do planeta. E há mesmo muito o que ver lá – além da bola rolando. FORBES Brasil contou com a colaboração da FORBES Rússia para trazer o melhor do turismo, da gastronomia e da hotelaria de quatro cidades por onde a seleção brasileira vai passar: Moscou, São Petersburgo, Sóchi (base da delegação) e Rostov-on-Don (onde o Brasil estreia). Se no passado a nobreza frequentava banquetes, concertos, balés, grandes festas e óperas em esplendorosos palácios, como seria hoje o roteiro digno de um czar?

Veja, na galeria de fotos abaixo, algumas sugestões:

  • Moscou

    A capital russa é uma metrópole vibrante, onde o peso de sua história convive com ares de modernidade. É também onde a cultura russa se faz mais presente. Antes de se concentrar nos destinos mais exclusivos, um tour pelos pontos consagrados é obrigatório.

    A começar da Praça Vermelha, que concentra atrações como o mausoléu de Lênin e os muros do Kremlin – onde estão enterrados heróis e autoridades russas. A colorida catedral ortodoxa de São Basílio é um dos ícones da arquitetura russa, e pode ser visitada todos os dias. O Museu Histórico tem em seu acervo relíquias pré-históricas e obras de arte que pertenceram aos Romanov. Ainda na praça, a Galeria Glavny, ou GUM Department Store, concentra a maioria das grifes internacionais. Bem perto dali está o próprio Kremlin (que em russo significa “fortaleza”), onde ficam cinco palácios, quatro catedrais e uma muralha com 20 torres, numa área de 28 hectares. A fortaleza abriga a residência oficial do presidente (Vladimir Putin), o Grande Palácio do Kremlin. É possível visitar o complexo, mas recomenda-se checar os horários e as informações básicas no site oficial.

    O Teatro Bolshoi, na Praça do Teatro, é um edifício histórico que abriga uma das melhores escolas de balé clássico do mundo e é palco de apresentações de balé e ópera. O sistema metroviário de Moscou também deve ser visitado sem pressa – é considerado o mais bonito do mundo. Foi inaugurado em 1935 como trunfo da campanha soviética. Na época tinha 13 estações. Hoje são mais de 200, sendo 44 delas patrimônios históricos. Muito mais que meras estações, são salões monumentais, com lustres e mosaicos deslumbrantes.

  • Moscou
    Onde ficar

    O hotel St. Regis Nikolskaya (foto) fica no centro da cidade, perto dos principais pontos turísticos. O edifício, de estilo clássico, foi construído em 1870. Todos os seus 220 quartos oferecem serviço de mordomo particular já incluso no valor da diária. As suítes Presidencial e Royal têm 160 metros quadrados cada uma, são repletas de detalhes dourados e mármore e hospedam até três pessoas.

    O cinco-estrelas Ritz-Carlton Moscow fica perto da Praça Vermelha. Seus quartos e suítes têm vista para o centro. Dentro da propriedade há um spa da suíça La Prairie, que oferece tratamentos de ponta. O restaurante Novikov Restaurant & Bar, original de Londres, serve pratos minimalistas, com influência da culinária pan-asiática (influenciada pela Índia, Japão, Tailândia e China).

    No caso do hotel Baltschug Kempinski, só a vista para a Catedral de São Basílio já compensa a estadia. O prédio, original de 1898, foi transformado no hotel Kempinski em 1992, após investimento de US$ 86 milhões. Logo na entrada, próximo ao lobby, há uma surpreendente barbearia – a inglesa Truefitt & Hill, fundada em 1805.

    A rede Four Seasons é mundialmente conhecida por seus spas incríveis, e na propriedade de Moscou não é diferente: o Amnis, no 15º andar, tem piscina climatizada em ambiente envidraçado, muito bonito e altamente relaxante. Ao todo são 180 quartos, com alguns especiais: as cinco Grand Premier Suites estão estrategicamente localizadas nos cantos do prédio, entre o 6º e o 10º andar, e garantem a melhor visão da cidade.

  • Moscou
    Onde comer

    Recentemente o White Rabbit (foto) passou a figurar na lista 50 Best Restaurants: pratos tradicionais como os blinis (minipanquecas típicas), salmão defumado, peixe hering no sal e pirozhki (um tipo de pão pequeno recheado com carne ou vegetais) são obrigatórios em uma visita à Rússia. Mas as opções gastronômicas vão muito além.

    Beleza e luxo espalham-se pela capital russa, até nas estações do metrô O Ruski, inaugurado em 2017, fica no 85º andar do arranha-céu OKO. No menu, pratos clássicos e drinques com vodca. O Beluga serve pratos russos e funciona também como brasserie de caviar – são 24 variedades que podem ser provadas em sequência de degustação ou nos pratos. Uma boa experiência é tomar um café da manhã no Dr. Zhivago e provar clássicos como o Guriev porridge – mingau feito de semolina, leite, nozes e frutas secas.

    O já citado White Rabbit é comandado pelo chef Vladimir Mukhin – que tem um episódio da série Chef’s Table dedicado a ele. O restaurante foi inspirado no clássico Alice no País das Maravilhas, com muitos detalhes rococós e coelhos na decoração. O menu mistura ingredientes clássicos da Rússia com técnicas contemporâneas e de outras cozinhas. A localização também é ótima, no rooftop de um shopping próximo à famosa via Garden Ring.

    O Café Pushkin, perto da Praça Pushkin (considerada o “coração” de Moscou), foi inspirado na música francesa Natalie, do cantor Gilbert Bécaud. Aberto em 1999 em uma mansão barroca, tem na decoração seu ponto mais surpreendente. Já o mais inovador da lista é o Twins Garden, próximo ao Museu de Arte Moderna de Moscou, que segue a linha culinária “farm to table” e utiliza vegetais, frutas e ervas vindos de sua própria fazenda, localizada na região de Kaluga.

  • Moscou
    Onde comprar

    A loja de departamentos TsUM, bem próxima ao Teatro Bolshoi, tem grifes internacionais e locais – como a Ulyana Sergeenko, marca russa que, apesar de jovem (sete anos de existência), já faz parte da prestigiada Semana de Alta Costura de Paris.

    A KM20 é uma loja mais minimalista e conceitual, peça-chave na nova cena fashion do país – que ganhou força principalmente após 2007. Sua nova loja, aberta em 2017, fica no popular distrito de compras Stoleshnikov. Se o clima permitir, a rua Tretyakovsky Proyezd agrega as gigantes dos automóveis como Bentley, Ferrari e Maserati, além de diversas grifes de roupas e acessórios.

  • São Petersburgo

    A segunda maior cidade da Rússia é o resultado do sonho do czar Pedro I, que a fundou em 1703 com o objetivo de torná-la uma vitrine para a Europa – o que explica sua arquitetura planejada, sofisticada e um tanto europeizada.

    A cultura pulsa em São Petersburgo: são mais de 200 museus e 150 palácios espalhados por esta bela cidade. Uma visita quase clichê é ao Museu Hermitage, um dos maiores do mundo e que tem em seu complexo dez prédios. O grande destaque é o Palácio de Inverno (foto), um construção de estilo rococó verde-clara e branca, com 1.786 portas, 1.945 janelas e 460 aposentos.

    O Jardim de Alexandre, paralelo ao Rio Neva, foi projetado por Luigi Rusca em 1805 – a visita é altamente recomendada, exceto no inverno (as baixíssimas temperaturas comprometem o conforto).
    Outras duas visitas indicadas para os mais interessados em história: ao Museu da Prisão Kresty (que abrigou Trostsky, em 1905) e ao Cemitério Volkovskoe, onde figuras relevantes do período soviético estão enterradas.

    Um conselho para quem tiver flexibilidade nas datas é visitar São Petersburgo no período em que ocorre o fenômeno das Noites Brancas – cerca de 80 noites claras, entre maio e julho, que marcam a chegada do verão.

  • São Petersburgo
    Onde ficar

    Bem no centro antigo da cidade está o Hotel Lotte (foto), aberto no segundo semestre de 2017 e que já entrou na prestigiosa lista The Leading Hotels of the World. Seus 150 quartos são clássicos e aconchegantes. Dentro da propriedade fica o restaurante japonês MEGUmi, que, além do salão, conta com três salas privadas – que podem ser reservadas para noites especiais. Para relaxar, o Mandara Spa oferece tratamentos com técnicas originais da cultura balinesa.

  • São Petersburgo
    Onde ficar

    O cinco-estrelas Belmond Grand Hotel está localizado na Avenida Nevsky, uma das vias mais famosas da cidade. As suítes históricas contam com serviço de mordomo particular e decoração sofisticada. Cada uma delas recebeu nomes de figuras importantes – como a Suíte Fabergé (foto), uma homenagem ao joalheiro Carl Fabergé, e a suíte Romanov, decorada com móveis antigos originais e retratos de czares.

    O Astoria, inaugurado em 1912, fica próximo ao Museu Hermitage e ao Teatro Mariinsky. A propriedade tem 169 quartos. No passado, recebeu hóspedes como a dançarina Isadora Duncan e os escritores Mikhail Bulgakov e o poeta Sergei Yesemin. Em 1995, seu interior luxuoso foi utilizado em cenas do filme “007 Contra Goldeneye”.

    O edifício que abriga a unidade do Four Seasons na cidade data do início do século 19, quando era propriedade do princípe A.Y. Lobanov-Rostovsky e da princesa Cleopatra Lobanova-Rostovskaya. Após algumas reformas e restaurações, tornou-se o primeiro hotel da rede na Rússia, aberto em 2012.

  • São Petersburgo
    Onde comer

    O restaurante Terrassa (foto) criou um menu democrático, com opções das culinárias japonesa, italiana, americana, tailandesa, chinesa e francesa. Sua localização, no rooftop de um dos edifícios mais altos do centro da cidade, proporciona uma vista privilegiada de São Petersburgo. Em datas comemorativas, promove imperdíveis jantares especiais.

    O Probka – que também tem unidades em Berlim e Moscou – é focado em pratos italianos: massas artesanais, pizzas e risotos são as estrelas do menu. O ambiente é moderno e descontraído. O Cococo reinterpreta clássicos russos alinhados com a sazonalidade de produtos frescos e abre para café da manhã, almoço e jantar. Lá é possível provar a tradicional bebida kissel, feita a partir de frutas vermelhas misturadas com alguma fécula (batata, milho ou aveia). Fica perto do Parque Alexandre.

    Pode-se dizer que o Blok é uma casa de carnes russa. Seu menu oferece cortes como T-bone e até picanha, servida com molho de cebola e uísque bourbon. Carnes dry-aged – técnica de maturação a seco que amacia e deixa a carne mais saborosa – também figuram entre as opções do cardápio.

    O China Gramota serve pratos da culinária de Cantão, no sul da China, ideais para dividir em grupos. O ambiente elegantemente contemporâneo descolado fica no último andar de um prédio próximo ao Palácio de Mármore e à Praça do Palácio. Outra opção asiática é o DUO Asia, que tem cozinha comandada pelo premiado chef Dmitry Blinov. O restaurante fica na Rubinshteina Street, uma rua repleta de restaurantes e bares.

  • São Petersburgo
    Onde comprar

    A DLT, mais antiga loja de departamentos de São Petersburgo, com seus 110 anos de existência, está localizada a cinco minutos do Museu Hermitage e das atrações principais do centro. A loja oferece alguns serviços interessantes para os clientes, como personal shopper, vendedores fluentes em inglês e espaço recreativo para crianças. A arquitetura da loja, por si só, vale a visita. Já a Babochka, fundada em 1988 como uma pequena boutique, comporta hoje mais de 50 marcas, com curadoria focada no público jovem. Está próxima ao Belmond Grand Hotel Europe, na Avenida Nevsky.

  • Rostov-on-Don

    Pelo menos durante a Copa do Mundo, Rostov deverá receber muitos brasileiros – é nessa cidade portuária que a seleção faz seu primeiro jogo, em 17 de junho, contra a Suíça. Fundada em 1749, e com 1,1 milhão de habitantes, Rostov é moderna, situada nas margens do Rio Don, a cerca de 1.000 quilômetros de Moscou.

    Um passeio agradável é caminhar na via Pushkinskaya Ulitsa, exclusiva para pedestres e com muitas fontes, esculturas, cafés e restaurantes. Para um pouco mais de história, vá até Ploschchad Sovetov, a quadra dos soviéticos, onde há um monumento colossal em homenagem aos soldados do Exército Vermelho. O Mosteiro armênio de Rostov (foto) foi construído entre 1783-92 e está aberto ao público para visitações.

  • Rostov-on-Don
    Onde ficar

    Não são muitas as opções de hospedagem. O quatro-estrelas Mercure fica no centro da cidade e tem 89 quartos. A acomodação mais confortável é a suíte, que, além do quarto, conta com um ambiente de sala de estar.

    Já o Radisson Blu Hotel tem perfil business, mas também acolhe bem hóspedes que procuram relaxar. A suíte presidencial do Radisson (foto) é um duplex de 173 metros quadrados. No interior, sala de reunião privada, lareira, sauna e banheira de hidromassagem. Para completar a experiência, é possível solicitar um mordomo.

  • Rostov-on-Don
    Onde comer

    O Onegin Dacha é um restaurante fusion, que oferece pratos típicos russos com influências da culinária francesa. O ambiente é descolado e bem-decorado, com parede de demolição e lounges com sofás coloridos. Para fugir do casual, o local serve café da manhã com panquecas e clássicos de boulangeries, como pain au chocolat e croissants.

    A Schneider Weiss Bauhaus é uma cervejaria tradicional alemã que se juntou a um parceiro local e inaugurou um restaurante na cidade. O menu traz grandes porções para compartilhar e incontáveis tipos de cerveja. Duas boas sugestões são a pale ale de trigo e a cerveja preta com toque de caramelo.

    A proposta do Gavrosh (foto) é um ambiente acolhedor e confortável, como um bistrô. Uma raridade para Rostovon-Don é o seu horário de abertura, às 8 horas. No comando da cozinha está o chef Oleg Perfilov, fã assumido de técnicas da culinária francesa e de texturas suaves.

    Para pratos italianos tradicionais, o Belluchi é a pedida certa. Entre as entradas, burratas e bruschettas; para os principais, massas frescas como o penne La Norma (com beringela, tomate, ricota e manjericão). É possível levar “para casa” geleias artesanais e molhos.

  • Rostov-on-Don
    Onde comprar

    A Soho (foto) é uma boutique multimarcas com curadoria exclusiva e cuidadosa das principais grifes – as italianas Dolce & Gabbana, Loro Piana e Valentino estão entre elas. Situada na Rua Bolshaya Sadovaya, tornou-se parada obrigatória de fashionistas.

  • Sóchi

    Conhecida como a Riviera Russa, devido ao seu clima descontraído e temperaturas mais altas, a cidade de Sóchi situa-se entre o Mar Negro e as montanhas do Cáucaso, no sudoeste do país. Passou a chamar atenção depois de sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. Agora, em 2018, é a “casa” da seleção brasileira de futebol – e também sede de alguns jogos da Copa do Mundo. A CBF escolheu o belo resort Sochi Kamelia Swissôtel (foto) para acomodar a delegação durante a competição – jogadores e comissão técnica terão à disposição praia privativa, spa e centro médico. A localização também ajuda: o hotel fica bem próximo ao estádio, a 5 quilômetros de distância. Além de nossa seleção atrair fãs (brasileiros e estrangeiros) a Sóchi, outro acontecimento recente colocou a cidade no noticiário: a liberação e legalização do funcionamento de cassinos, que culminou na abertura do Sochi Casino and Resort.

  • Sóchi

    Um fato curioso: em 1934, o líder comunista Josef Stálin impulsionou a infraestrutura de Sóchi ao investir cerca de 1 bilhão de rublos – US$ 580 mil em valores atuais – no plano urbanístico da pequena cidade. Como era um admirador da região, também construiu uma casa de veraneio (foto) para uso próprio, batizada de Zelenaia Roscha – onde hoje funcionam um pequeno hotel e um museu aberto ao público.

  • Sóchi

    Outra curiosidade é a passarela Skypark (foto), a terceira maior do mundo, sobre o parque de mesmo nome.

  • Sóchi
    Onde comer

    O Plakuchaya Iva tem como um dos sócios o chef Vladimir Mukin, do famoso White Rabbit de Moscou. O menu tem inspiração italiana e é focado em peixes e frutos do mar. A decoração é refinada e leve,com sofás claros e mesas redondas. Na estação de esqui Rosa Khutor fica o badalado Red Fox (foto), também da família de restaurantes do grupo White Rabbit. O menu serve pratos da culinária russa, com sabores acentuados. Nas noites de sexta e sábado, funciona ali uma sala de karaokê.

  • Sóchi
    Onde comer

    O London Restaurant Group tem dez conceitos de restaurante espalhados pela Rússia. Em Sóchi, o conselho é comer ostras e peixes no Magellan (foto), inspirado no navegante Fernão de Magalhães. Caso o clima esteja agradável, a recomendação é sentar-se na varanda, que tem vista para o mar. Esporadicamente, promove jantares temáticos, harmonizados com vinhos diferenciados – também recebe chefs convidados.

Moscou

A capital russa é uma metrópole vibrante, onde o peso de sua história convive com ares de modernidade. É também onde a cultura russa se faz mais presente. Antes de se concentrar nos destinos mais exclusivos, um tour pelos pontos consagrados é obrigatório.

A começar da Praça Vermelha, que concentra atrações como o mausoléu de Lênin e os muros do Kremlin – onde estão enterrados heróis e autoridades russas. A colorida catedral ortodoxa de São Basílio é um dos ícones da arquitetura russa, e pode ser visitada todos os dias. O Museu Histórico tem em seu acervo relíquias pré-históricas e obras de arte que pertenceram aos Romanov. Ainda na praça, a Galeria Glavny, ou GUM Department Store, concentra a maioria das grifes internacionais. Bem perto dali está o próprio Kremlin (que em russo significa “fortaleza”), onde ficam cinco palácios, quatro catedrais e uma muralha com 20 torres, numa área de 28 hectares. A fortaleza abriga a residência oficial do presidente (Vladimir Putin), o Grande Palácio do Kremlin. É possível visitar o complexo, mas recomenda-se checar os horários e as informações básicas no site oficial.

O Teatro Bolshoi, na Praça do Teatro, é um edifício histórico que abriga uma das melhores escolas de balé clássico do mundo e é palco de apresentações de balé e ópera. O sistema metroviário de Moscou também deve ser visitado sem pressa – é considerado o mais bonito do mundo. Foi inaugurado em 1935 como trunfo da campanha soviética. Na época tinha 13 estações. Hoje são mais de 200, sendo 44 delas patrimônios históricos. Muito mais que meras estações, são salões monumentais, com lustres e mosaicos deslumbrantes.

*COLABOROU Andrey Zolotov, editor de FORBES Life Rússia

Reportagem publicada na edição 58, lançada em abril de 2018

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