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Haja coração!

Quem tem o coração fraco deveria ficar longe do noticiário político. Nunca houve uma eleição com tantas viradas.

Recapitulando: no início do ano, Dilma Rousseff era favoritíssima para ganhar a eleição. Muitos discutiam, inclusive, se ela levaria a vitória já no Primeiro Turno. Houve o acidente fatal com Eduardo Campos e tudo mudou. Marina Silva, sua substituta, tomou a liderança e disparou na frente. Começou a campanha eleitoral na TV e Marina foi massacrada pelo PT, mas também muito questionada pelo PSDB. Na reta final, perdeu o fôlego e a vaga no Segundo Turno ficou para Aécio Neves, que vinha embalado numa tendência de alta. As primeiras pesquisas apontaram um empate técnico, com Aécio à frente de Dilma por dois ou três pontos. Agora, bombardeado pelo PT, Aécio caiu. Continua em empate técnico, mas está numericamente abaixo de Dilma.

Segundo o Datafolha, Dilma tem 52 pontos, contra 48 de Aécio, contabilizando apenas os votos válidos. Os erros recentes das empresas de pesquisa, o próprio Datafolha e o Ibope, deixam os eleitores em dúvida quanto à veracidade dos estudos. Mas, diga-se, até agora os institutos erraram feio nos números projetados, mas acertaram as tendências. Ou seja, segundo essa tese, Dilma está em ascensão na reta final, enquanto Aécio está em queda.

São notícias ruins para o PSDB e para o mercado financeiro, que abriu a semana com a Bolsa de Valores em queda e o dólar em alta. Um detalhe, para tornar o quadro mais difícil para os tucanos, chama a atenção: entre os indecisos, Dilma deve levar 31 % dos votos e Aécio, 24 %. A boa notícia para o senador mineiro é que 40 % dos indecisos ainda não têm preferências.

No final das contas, a eleição será decidida por estes 40 % e pelo índice de abstenção, que no Primeiro Turno chegou a 20 % dos eleitores. Se os eleitores de Aécio comparecerem maciçamente às urnas, reduzindo a abstenção, ele pode ganhar. Se ocorrer o contrário, e os apoiadores de Dilma vierem votar em massa, o PT levará.

O ano de 2014 vai ficar na história. Como o ano em que os analistas políticos mais erraram em suas previsões.

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