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“Débi & Lóide” mostra o poder do cinema em casa

Quando o filme “Débi & Lóide” emplacou nos cinemas em 1994, era uma comédia extremamente sólida. Jim Carrey e Jeff Daniels foram capazes de trazer o charme e humor necessários a ponto de fazer com que o longa terminasse seu caminho com um faturamento de US$ 247 milhões nas bilheterias.

Vinte anos depois, os fãs da dupla se deparam com a sequência do filme, o “Débi & Lóide 2”. Apesar de toda a espera, a crítica não está recebendo tão bem a continuação. Scott Mendelson, colunista de FORBES, diz que o filme não é a sequência que as pessoas esperavam, mas sim a que elas merecem. Ele chamou o filme de estúpido e outros críticos não discordam.

A verdade é que tudo isso não importa muito. O segundo filme não foi feito para as pessoas que estão curiosas para ver do que se trata o “Débi & Lóide”, mas sim, para milhões de pessoas que assistirem a ele inúmeras vezes em casa.

De acordo com uma pesquisa feita com 1.000 espectadores, 95% deles viram o primeiro filme de “Débi & Lóide”, mas apenas 47% haviam visto nos cinemas. Isso significa que mais da metade das pessoas que viram nos cinemas o número dois do longa, descobriram o número um em casa. Isso é um fato poderoso.

Os estúdios estão sempre buscando locais conhecidos ao lançarem um novo filme. Locais conhecidos significa construir uma legião de fãs e realizar um marketing de maneira fácil. Apesar disso, vinte anos é um longo tempo. Mas, se o filme tivesse sido esquecido, estaríamos vendo um remake e não uma sequência.

A presença de Carrey e Daniels ajudou, sem dúvidas, a trazer os antigos fãs para os cinemas, mas a questão é se isso atrairá outras pessoas em casa. Pode ser que tenha fila no cinema para assistir ao filme, mas se ele for realmente ruim, será que os espectadores irão assistir mais mil vezes em casa (como aconteceu no primeiro)?

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