Apesar da queda no trimestre, VW diz estar no caminho certo

Novo CEO, Herbert Diess, está otimista com a saúde financeira da montadora

A Volkswagen divulgou hoje (26) que seu lucro operacional caiu no primeiro trimestre, mas o otimismo com o novo presidente-executivo, com a saúde financeira da montadora e menores provisões para os escândalos com emissão de diesel amparam as ações.

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Duas semanas depois de promover o chefe de marca Herbert Diess a presidente-executivo da VW, como parte da maior mudança na diretoria em mais de uma década, a maior montadora da Europa está promovendo alterações no foco para tornar seu negócio operacional mais eficiente.

“O grupo Volkswagen está em uma posição econômica robusta. Os resultados trimestrais confirmam que estamos no caminho certo”, disse Diess após a VW reportar lucro antes de juros e impostos de € 4,21 bilhões, uma queda de 3,6%.

O resultado ficou abaixo do consenso em uma pesquisa Reuters com bancos e corretoras, de € 4,47 bilhões.

A VW disse que os efeitos negativos de € 300 milhões da migração para o padrão de contabilidade IFRS contribuíram para a queda no lucro, acrescentando que o lucro ajustado teria superado levemente os € 4,37 bilhões de um ano antes caso as mudanças fossem excluídas.

O grupo informou que reservou recursos menos significativos entre janeiro e março para cobrir multas, compensação e reparos de veículos relacionados a seu escândalo de emissão de 2015, após elevar as provisões em outros € 600 milhões no quarto trimestre, para um total de € 25,8 bilhões.

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“O mercado está esperando que Diess leve a mais ganhos de rentabilidade e está apostando que os riscos de um ‘Diesel Gate’ estão diminuindo”, disse o analista do Nord LB Frank Schwope, que tem recomendação de “compra” para o papel, em referência ao escândalo de testes de emissão de diesel que custou à VW cerca de US$ 30 bilhões em multas e outros custos.

O fluxo de caixa livre, um dado de referência de saúde financeira e proteção contra futuros desafios, atingiu € 2,4 bilhões, ante € 2,6 bilhões negativos um ano antes, disse a VW, mesmo excluindo € 800 milhões do fluxo de saída de custos para o escândalo “Diesel Gate”.

A rentabilidade da marca principal da VW caiu para 4,4%, ante 4,6% de um ano antes, devido à alta de custos para sua ofensiva de carros elétricos. Já a rentabilidade de sua marca de luxo Audi caiu 8,5%, ante 8,7%, em meio a gastos para lançar 20 modelos novos e reformulados este ano.

As ações da VW fecharam a sessão hoje (26) na bolsa alemã em alta de 2,66%.

A receita da empresa deve superar o registrado em 2017, de € 231 bilhões, em até 5%, enquanto as empresas do grupo devem ficar moderadamente acima do montante de 10,7 milhões de veículos do ano passado, disse a VW.

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