Enel volta a elevar oferta pela Eletropaulo

Proposta pode representar um desembolso de até R$ 5,39 bilhões

A italiana Enel elevou novamente hoje (26) sua oferta pública pela aquisição até da totalidade das ações da distribuidora de energia paulista Eletropaulo, a maior do Brasil em faturamento, para R$ 32,20 por papel da empresa, segundo comunicado da companhia ao mercado.

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A nova proposta pela Eletropaulo, que representaria um desembolso de até cerca de R$ 5,39 bilhões, vem depois do lance de R$ 32,10 reais apresentado na noite de ontem (25) pela rival dos italianos até o momento pelo negócio, a Neoenergia, controlada pelo grupo espanhol Iberdrola.

A briga das gigantes europeias pela distribuidora, que tem como uma das principais acionistas a norte-americana AES, representa uma disputa também pela liderança no Brasil – qualquer uma das duas vai se tornar o maior agente de distribuição de eletricidade do país em caso de sucesso na transação, superando a CPFL, da chinesa State Grid.

As propostas pela Eletropaulo começaram no final de março, com a própria Enel, que se ofereceu a participar de uma oferta primária em preparação pela empresa.

Depois, a brasileira Energisa fez uma oferta pública de aquisição, a R$ 19,38 por ação da distribuidora, o que iniciou a guerra de lances que se arrasta até agora.

A oferta na mesa pela companhia neste momento é cerca de 66% superior ao primeiro lance público, da Energisa.

Em meio à disputa, as ações da Eletropaulo acumulam alta de mais de 80% apenas no mês de abril. Às 12h19, subiam mais de 7% na sessão, a R$ 32,95.

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Um leilão em que as propostas oferecidas por cada empresa serão apresentadas para decisão dos acionistas da distribuidora está agendado para 18 de maio. No evento, os proponentes ainda poderão fazer novos lances de preço.

A Eletropaulo, responsável pela distribuição de energia na região metropolitana de São Paulo, tem ainda como importante acionista o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar).

As ofertas pela empresa começaram depois de notícias de que a AES e o BNDESPar poderiam vender suas fatias na companhia por meio de uma oferta primária e secundária de ações.

No Brasil, a Enel controla distribuidoras de energia no Rio de Janeiro e no Ceará e tem ativos em geração e transmissão. Já a Neoenergia tem distribuidoras na Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco e interior de São Paulo, além de negócios em transmissão e geração, incluindo uma fatia na enorme hidrelétrica de Belo Monte.

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