Suzano tem alta de 81% no lucro do 1º tri

Resultado foi impulsionado pelo aumento nos preços da celulose e do papel

A Suzano Papel e Celulose informou hoje (26) que teve lucro líquido de R$ 813 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 80,6% em relação ao resultado do mesmo período do ano anterior, impulsionada por sucessivos aumentos no preço da celulose, impacto cambial e alta nos preços de papel.

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A geração de caixa da Suzano medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 1,528 bilhão, expansão de 80,4% na comparação anual.

A empresa, que anunciou em meados do mês passado integração de seus negócios com a rival Fibria, teve crescimento de 33% na receita líquida do primeiro trimestre sobre o mesmo período de 2017, para quase R$ 3 bilhões.

O avanço no faturamento ocorreu mesmo com a queda de 4,3% no volume total de celulose vendida no período (876 mil toneladas), apesar da produção ter crescido 5,1% (918 mil toneladas).

Segundo a companhia, as vendas de papel, porém, cresceram 7,3% no primeiro trimestre, para 284 mil toneladas, enquanto a produção foi 7,5% maior, a 295 mil toneladas.

A Suzano afirmou que o preço líquido médio em dólar da celulose vendida pela companhia no primeiro trimestre foi de US$ 731 por tonelada, crescimento de US$ 226 (44,7%) frente o praticado nos três primeiros meses do ano passado.

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Enquanto isso, o custo caixa de produção de celulose foi de R$ 587 por tonelada, sem considerar a parada para manutenção de fábrica em Limeira (SP), e de US$ 604 considerando suspensões para reparos. Sobre o primeiro trimestre de 2017, o custo caixa dos três primeiros meses de 2018 foi praticamente igual ao de um ano antes, desconsiderando parada, e 4,4% menor que o do quarto trimestre. Em dólares, na comparação anual, sem parada, o custo caixa caiu 5,3%.

A Suzano terminou março com dívida líquida de R$ 9,25 bilhões, queda de 5% sobre um ano antes. A relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado passou de 2,8 vezes para 1,7 vez no período.

A empresa estima investir em 2018 R$ 2,4 bilhões, dos quais R$ 1,2 bilhão em manutenção.

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