BR Malls vê 2º trimestre mais desafiador para vendas

Empresa registrou lucro ajustado de R$ 150 mi no 1º trimestre

A BR Malls vê o segundo trimestre mais desafiador em termos de vendas no conceito mesmas lojas do que o primeiro trimestre, por conta de uma base de comparação mais elevada e fatores sazonais, disse hoje (15) o presidente da administradora de shopping centers, Ruy Kameyama.

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Segundo ele, a base de comparação é elevada, uma vez que o desempenho de um ano antes foi favorecido pela liberação dos recursos das contas inativas do FGTS. Além disso, a Páscoa beneficiou o resultado dos três primeiros meses deste ano e ficará de fora do segundo trimestre, enquanto a realização da Copa do Mundo também deve reduzir o fluxo nos shoppings.

No primeiro trimestre, as vendas no conceito mesmas lojas subiram 2,7%, após ganho de 0,4% de um ano antes. Já no segundo trimestre do ano passado, essa linha teve alta de 5,3%.

Os comentários do executivo foram feitos durante teleconferência com analistas para falar sobre os resultados do primeiro trimestre da empresa, que mostrou lucro ajustado de R$ 150,4 milhões, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano passado, dentro de um cenário de retomada da economia mais lenta do que o esperado.

Kameyama destacou que o desempenho das vendas no conceito mesmas lojas para os próximos trimestres vai depender de variáveis como a velocidade da recuperação econômica e o desenrolar das eleições.

Para ele, a empresa está no caminho certo para manter inadimplência em patamares mais baixos, depois que o indicador de inadimplência líquida ficar em 4,8% no primeiro trimestre deste ano, ante 7,3% de um ano antes.

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De janeiro a março, a despesa com provisão para atrasos (PDD) e perdão de dívida caiu 82% na comparação anual, para R$ 6,6 bilhões.

Às 12h35, as ações da BRMalls subiam 3,4%, enquanto o Ibovespa caía 0,3%.

Para analistas do JPMorgan, a empresa reportou bons números referentes ao primeiro trimestre, acima do esperado pelo banco.

“A BRMalls reportou uma margem Ebitda sólida de 77%, no maior nível desde o quarto trimestre de 2015, uma vez que as provisões somaram apenas R$ 6,6 bilhões ante R$ 36,7 bilhões um ano antes. E tudo indica que as margens devem continuar a melhorar em relação aos resultados de 2016 e 2017, conforme a empresa começa a se beneficiar da recuperação da economia”, escreveram os analistas liderados por Marcelo Motta.

De janeiro a março, a rotatividade das lojas da BRMalls foi de 8,5%, acima do verificado um ano antes, de 7%. Segundo Kameyama, o número ainda está acima da média histórica da empresa, mas o movimento necessário para ter uma base mais saudável de lojistas.

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Na véspera (14), a BRMalls anunciou uma parceria e investimento não majoritário na Delivery Center, com objetivo de desenvolver modelo de entregas que usará shopping centers como centrais de distribuição.

Segundo Kameyama, essa parceria, que vai trabalhar com modelos de entregas no mesmo dia ou em até uma hora por meio dos shopping centers, vai aproximar a empresa dos lojistas na busca por novas soluções de longo prazo

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