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Imóveis de luxo crescem em Miami

Foi um movimento ousado para o desenvolvedor argentino Eduardo Costantini – depois de ter feito uma grande aposta por meio de dois mega-projetos em Miami – soltar uma estimativa de US$ 14 milhões em duas peças de Jeff Koons. Oceana Bal Harbour, o seu mais recente projeto, vai abrigar as duas obras mais caras do artista.

“Sobre a arte que estamos comprando, a intenção não é de nos ajudar a vender as unidades”, disse Costantini a Forbes. “O que estamos vendendo é estilo de vida, e a arte deveria apelar para suas sensibilidades”. Costantini sabe o que está falando: ele não só é um grande colecionador, mas também o fundador do Malba, em Buenos Aires, que abriga uma das maiores coleções de arte latino-americana do século 20, incluindo obras de nomes como Tarsila do Amaral, Diego Rivera, Frida Kahlo e Fernando Botero.

Seu outro projeto, Oceana Bal Harbour, está previsto para ser concluído até 2016. Costantini gastou supostos US$ 220 milhões em 2012 para comprar a terra que anteriormente abrigava o Bal Harbour Beach Club, e no ano passado conseguiu um empréstimo de US$ 332 milhões do HSBC, um recorde para um projeto residencial, explicou Constantini. Ele já vendeu perto de 50% das 240 unidades, que têm um preço inicial de cerca de US $2 milhões, o que significa que eles estão vendendo por uma média de cerca de US$ 1.900 por metro quadrado. A área comum da cobertura possui  um ginásio, sauna e sala de massagem privada e uma piscina ao ar livre. Preço pedido: cerca de US$ 30 milhões, algo que você normalmente veria em Nova York, não em Miami.

Ao longo dos últimos anos, Miami tem experimentado um fenômeno importante na construção, alimentado por compradores internacionais. De acordo com a Reuters, a Florida lidera a nação para os compradores estrangeiros no primeiro trimestre do ano, sugando quase um quarto dos US$ 92.200 milhões em vendas de todo o país.

Os temores de uma bolha são apoiados por figuras como as 175 torres, ou mais de 27.000 unidades, que foram propostas em Miami desde meados de 2011. Costantini, no entanto, não encara dessa forma. “Não vejo uma bolha, mas sim um crescimento anêmico nos países desenvolvidos”, explica.

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