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Fast Food ultrapassa barreiras e vira negócio sério no Brasil

O casual dining pode ser o novo fast food, mas vender hambúrguer ainda é um grande negócio no Brasil, por mais que a inflação alimentar tenha afetado o bolso do brasileiro e por maior que seja a concorrência. O McDonald’s avança em cidades menores como Bebedouro, Mogi-Mirim, Boituva, Penápolis e Caieiras (SP).

No litoral paulista e também em pontos da capital como Capão Redondo e Itaquera, o Burger King completa dez anos de Brasil com 500 pontos de vendas e a meta de dobrar esse número até o final de 2017. “A operação brasileira já está entre as dez que mais crescem no mundo – e ainda não estamos presentes no Norte. Nossa maior concentração hoje está no Sul e Sudeste”, conta Ariel Grunkraut, diretor de marketing do Burker King no país.

Para atrair os consumidores, a marca fez pesquisas e apostou em lançamentos como o Whopper Rodeio, que combina hambúrguer de carne, molho barbecue, bacon crocante, queijo derretido, maionese e onion rings. Como ingrediente do lanche e não no papel de acompanhamento, vale explicar. “O investimento por trás da campanha será o maior da história da empresa no país”, garante Grunkraut.

Já o Bob’s, pioneiro no fast food de hambúrgueres antes mesmo do McDonald’s, completa 62 anos de fundação. Sua história é charmosa – o negócio foi criado pelo tenista americano Robert Falkenburg, bicampeão de Wimbledon, que veio para um amistoso no Brasil e se apaixonou pelo Rio de Janeiro – e hoje supreende pela ousadia. Nas mãos da BFFC (Brazil Fast Food Corporation), a marca que faturou R$ 1,13 bilhão em 2013 e cresceu uma média de 17% por ano nos últimos três passa por um grande reposicionamento após pesquisas internacionais. Na aparência das lojas, retrofit. Na hora da compra, além dos caixas tradicionais, uma novidade: autoatendimento.

“A ideia é agilizar, já que o pedido entra automaticamente na linha de produção”, conta Marcello Farrel, diretor da marca Bob’s.
Sobre o produto, a aposta é na customização do sanduíche, que pode ser escolhido nos tamanhos pequeno (com um hambúrguer), médio (com dois) e grande (com três) e definir se vai o dobro de queijo, de alface, tomate, bacon, cebola, entre outros ingredientes. Os molhos poderão ser servidos à vontade, na área de autosserviço.

“O cliente pegará seu próprio refrigerante e poderá colocar mais ou menos gelo e misturar Coca-Cola com guaraná se quiser”, conta. Até o final do ano, 50 lojas estarão trabalhando nesse formato. Em três anos, 70% já deverão operar no novo padrão;
e em um limite de cinco anos, 100%.

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