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Taiwanês quebra recorde de coleção de arte

Reprodução /Forbes

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Pierre Chen é o 14º homem mais rico de Taiwan, além de ser apaixonado por arte e design. Sua última aquisição foi um quadro do pintor escocês Peter Doig, o “Swamped”, pelo qual o chinês pagou US$ 26 milhões em um leilão da Christie’s. O valor foi o mais alto já desembolsado por um quadro de Doig e também fez de Chen um recordista.

De origem humilde, Chen tornou-se bilionário graças à sua empresa de eletrônicos, a Yageo, fundada em 1977. A paixão por arte começou desde cedo, quando morava em um apartamento de 80 m² com os outro oito integrantes de sua família. Tanto sua avó quanto sua mãe o ensinaram sobre design e encorajavam seu entusiasmo quanto ao assunto.

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O bilionário começou sua coleção da mesma maneira que começou seus negócios: localmente. Quando ainda era um estudante universitário de engenharia, comprou uma escultura de US$ 35. “Era muito dinheiro para mim na época”, conta. “Eu sabia quem era o artista, mas não sabia se ele era famoso ou de onde vinha. E não me importava, eu simplesmente amei a obra.”

Quando os negócios de Chen cresceram e o levaram para o outro lado do mundo, ele começou a se interessar também por arte ocidental e deixou de lado a do oriente. Aos poucos, adquiriu tantas obras de artistas como Gerhard Richter, Mark Rothko e Francis Bacon que tornou-se o maior colecionador asiático de obras contemporâneas ocidentais.

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As peças que Chen adquiriu estão espalhadas por suas seis casas em Taipei, Hong Kong e Tóquio. Nos últimos anos, algumas delas passaram por diversos museus japoneses.

Chen deixou o cargo de CEO da Yageo em 2014 e agora está envolvido nas estratégias e tomadas de decisões da empresa. Assim, o bilionário pode dedicar mais tempo a sua coleção de arte.

Na entrada de sua casa, em frente à piscina, o colecionador tem a escultura de bronze “La Rivier”, de Aristide Maillol, que custou US$ 8 milhões. Sua última aquisição, o quadro de Doig, foi um presente para sua filha.

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