Quem tuíta pelo celular é mais egocêntrico, diz estudo

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Todos sabem que os costumes dos perfis do Twitter diferem de pessoa para pessoa. A novidade, porém, é que a natureza dos tuítes varia também de acordo com a plataforma utilizada. Um estudo publicado na revista acadêmica Jornal of Communication comparou a natureza do conteúdo e da forma em que as pessoas tuítam de celulares ou de plataformas on-line e descobriu que o primeiro grupo é mais egocêntrico.

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Liderado pelo pesquisador Dhiraj Murthy da Goldsmiths, da Universidade de Londres, a equipe reuniu 235 milhões de tuítes ao longo de seis semanas do inverno de 2013 para responder a questões relacionadas a egocentrismo, linguagem feminina/masculina, sentimentos positivos/negativos e traços compartilhados/particulares de tuítes. O grupo não-mobile inclui internet, o TweetDeck, programa que permite publicar e acompanhar perfis do Twitter e o TweetButton, botão fixado em sites que permite que usuários retuítem conteúdo. O mobile inclui Twitter para iPhone, Android, Blackberry e iPad, assim como o navegador de internet do celular.

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O que os pesquisadores descobriram, em última análise, é que os tuítes de celular empregam uma linguagem mais egocêntrica do que as do outro grupo a qualquer hora do dia e que a proporção de tuítes egocêntricos para não-egocêntricos é consideravelmente maior em fontes mobile do que de não mobile. Os pesquisadores creditam a porcentagem de 2,5% mais egocêntrica dos tuítes via celular à “natureza inerentemente pessoal de dispositivos móveis” e ao fato de as pessoas tuitarem ao mesmo tempo em que caminham, viajam e comem. Por outro lado, quando os tuítes vêm do computador, há mais espaço para reflexão.

Porém, quando todas as plataformas são analisadas em conjunto, os tuítes tendem a ser mais egocêntricos pela manhã e os níveis de egocentrismo diminuem ao longo do dia, principalmente no período comercial, ainda que o volume de tuítes aumente com o passar das horas. Os pesquisadores acreditam que isso acontece porque, quando as pessoas estão no trabalho ou na aula, tendem a focar mais em atividades que são compartilhadas ou, ainda, não têm tempo de tuitar. Quando essas atividades terminam, o foco tende a voltar para uma apresentação mais egocêntrica de si.

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Em linhas gerais, o argumento principal que os estudiosos esperavam construir com esse estudo é que o contexto das mídias sociais importa. Ainda que outras pesquisas já tivessem analisado dados do Twitter, poucos tinham olhado para as diferenças de como os tuítes foram produzidos.

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