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Como Rainha Elizabeth II conquistou sua fortuna

Rainha Elizabeth II e o duque de Edimburgo - GettyImages

Rainha Elizabeth II e o duque de Edimburgo – GettyImages

Datas de aniversário são marcantes para todos e sempre dignas de grandes comemorações. As da Monarca da Grã-Bretanha já começaram com certa antecedência. A rainha Elizabeth II, que fará 90 anos de idade no dia 21 de abril, terá a comemoração oficial no segundo sábado de junho.

Ela vive um conto de fadas do século 21, mora em um dos maiores palácios do mundo, está sempre bem vestida, pode viajar pelo mundo e vive da forma mais luxuosa que se pode imaginar. Bem longe dos outros milionários do mundo, FORBES estima sua riqueza em cerca de US$ 530 milhões, desfrutando até mesmo dos ativos que tecnicamente pertencem à Coroa, incluindo o Palácio de Buckingham.

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Sua residência atual é a mesma da família real desde 1837, e que a grande maioria dos especialistas não consegue quantificar o seu valor, embora ela tenha sido avaliada na faixa de £ 1 bilhão, pela imobiliária Luxent, da República Tcheca.

A Rainha Elizabeth II tem seus dados financeiros ligados ao setor imobiliário privado. Neles, Sandringham House e Castelo de Balmoral estão incluídos. O primeiro fica em Norfolk, na Inglaterra, e custa cerca de US$ 65 milhões. Já o Castelo de Balmoral fica em Aberdeenshire, na Escócia, e vale cerca de US$ 140 milhões. Para ela, tais edifícios são bastante valiosos não só pelas suas avaliações, mas também pelo significado histórico e pelo local em que estão.

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A rainha também é proprietária de terras agrícolas, como fazendas nas redondezas londrinas, onde são criados rebanhos de veados e aves de espécies raras. Embora Elizabeth não possua imóveis mantidos pela Crown Estate, ela ainda recebe alguns benefícios deles. A fundação não é propriedade governamental, nem real, mas trabalha na geração de receitas da monarca, dando a ela, a cada ano, 15% da renda da companhia.

Este subsídio, em específico, é conhecido como The Sovereign Grant, que permite a rainha gastá-lo em funções oficiais, como festas e recepções. Mesmo recebendo estimadas 50 mil visitas anuais, no último ano fiscal relatado (2012-2013), a rainha recebeu quase US$ 55 milhões em Sovereign Grant, mas devolveu US$ 3 milhões para o Crown Estate, já que é obrigada a fazer o mesmo com todo o montante não gasto.

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Graças ao Ducado de Lancaster, que age semelhantemente ao Crown Estate, a rainha também desfruta de uma renda privada vinda de propriedades no valor de US$ 750 milhões, mesmo não sendo dona de nenhum dos mais de 18,5 mil hectares das terras do ducado. Em 2015, esta renda que tem sido tributada desde 1992, foi equivalente a US$ 20 milhões.

Semelhante, então, à sua mãe, o príncipe Charles recebe renda privada do ducado de Cornualha. Em 2015, o rendimento foi equivalente a um pouco mais de US$ 25 milhões. Mas, de acordo com alguns estudos financeiros, este valor foi todo transferido às atividades de sua família.

Ao que aprece, então, Charles é um dos responsáveis pelo financiamento do estilo de vida de seus filhos. O mais velho, o príncipe William, deixou as Forças Armadas em 2013, mas atua como piloto da Air Ambulance desde 2015. O príncipe Harry, que também estava nas Forças Armadas, agora se concentra em atividades e projetos voltados à ações de caridade.

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A Rainha Elizabeth II é, portanto, uma das mulheres mais influentes do mundo e dona de um enorme lote de ativos não líquidos. Sua coleção real de selos, por exemplo, é um deles. “A coleção da rainha pode ser datada a partir do século 19”, afirma a Sociedade Filatélica do Reino Unido. Ela inclui todos os selos britânicos já emitidos, com a única exceção da Guiana Britânica. Esta, por sua vez, foi leiloada pela Sotheby por US$ 9,48 milhões, em 2014, como o selo mais raro do mundo. Dessa forma, se torna possível ter um pouco de noção sobre o valor da coleção de selos da rainha.

Mas é claro que uma das posses mais importantes da rainha é a coroa. Mas a Rainha Elizabeth II não possui apenas uma. Há uma coleção própria de várias peças fabricadas pela Cartier. Uma delas, aliás, é a mesma da rainha belga, no início de 1900, avaliada em US$ 900.000. Embora o valor total da coleção permaneça desconhecido, ela certamente gira em torno dos muitos milhões de dólares.

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