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Para jovens motoristas, Snapchat é mais perigoso do que mandar mensagem de texto

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Um estudo norte-americano sugere que o uso de aplicativos, como o Snapchat, pode ser mais perigoso do que mandar mensagens enquanto dirige. O estudo foi feito pela Liberty Mutual Insurance e pela Students Against Destructive Decisions (SADD).

Dos adolescentes entrevistados, 27% disseram que mandam mensagens enquanto dirigem e 68% admitiram usar aplicativos. 80% desses jovens assumiram que não acham que os aplicativos “distraem tanto”.

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Quando os adolescentes foram solicitados para classificar os comportamentos no trânsito que eles consideravam mais perigosos, “atualizar mídias sociais” ficou muito abaixo de “mandar ou ler mensagens de texto” e “dirigir sob a influência de álcool”.

Isso é muito preocupante, considerando que o uso incorreto do Snapchat e agora do Pokémon Go nas estradas já causou alguns acidentes.

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“As mídias sociais trazem vários benefícios, o problema é que nenhum deles vale enquanto o usuário está dirigindo”, diz Gene Beresin, M.D., conselheira sênior em psiquiatria adolescente na SADD e diretora executiva do Clay Center for Young Healthy Minds no Hospital Geral de Massachusetts.

O estudo desse ano incluiu um tipo de “associação implícita”, que foi desenvolvida pela Universidade de Harvard. “A ideia é estar um passo à frente dos entrevistados, fazendo-os dizer exatamente o que eles acham que você quer ouvir, ao invés de dizer o que realmente acreditam”, afirma William Horrey, Ph.D., do Instituto de Pesquisa pela Segurança da Liberty Mutual. “Pesquisas são uma boa ferramenta para colher dados interessantes, mas há sempre o risco de obter uma versão superficial da realidade.”

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Na parte explícita da pesquisa, quase todos os jovens (95%) admitiram que o uso de aplicativos enquanto dirigem é, sim, perigoso.

Enquanto 41% desses jovens disseram que acham perigoso usar aplicativos de navegação (Google Maps, Waze), 58% deles admitiram que ainda assim recebem uma ajudinha desses GPSs. Porém, quando submetidos ao teste da associação implícita, 80% deles viram o uso de apps como algo nocivo.

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Beresin e Horrey sugerem que os pais tenham um diálogo aberto sobre os perigos de estar conectado atrás do volante para mudar o comportamento de seus filhos adolescentes.

Conversar com os filhos sobre manter o celular fora do campo de visão e com o modo silencioso ativado já faz uma grande diferença. No estudo, 73% dos jovens admitiram deixar seus telefones perto de si enquanto dirigiam.

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Uma ótima dica, que vale tanto para os mais jovens quanto para os mais velhos, é planejar seus caminhos antes de sair de casa. 42% dos adolescentes admitiram que mandavam mensagens ou usavam o Google para descobrir onde chegar.

Aplicativos de música também podem distrair (e muito!) o motorista. O ideal é que quem está atrás do volante peça para que algum outro passageiro escolha o que vai tocar, diz Beresin.

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