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The Dolder Grand: o tesouro de Zurique

Sei que a ética jornalística pede, entre outras coisas, que sejamos imparciais, mas vou logo fazer um mea-culpa e admitir que será impossível me manter imparcial ao escrever sobre esse que já se tornou um dos meus top 3 hotéis no mundo.

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Localizado na Adlisberg Hill, uma linda montanha arborizada que mais parece um cenário de conto de fadas, a 20 minutos de carro do aeroporto e a poucos minutos do centro de Zurique, o The Dolder Grand Hotel é uma obra de arte da hotelaria mundial, com uma arquitetura imponente e cenário digno de cartão-postal que oferece das instalações vista deslumbrante para os Alpes, o Lago Zurique e o pulsante centro da capital cultural e financeira da Suíça.

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Vizinho do movimentado rinque de patinação, do Zoo de Zurique e da sede da Fifa, o empreendimento — que reabriu suas portas em abril de 2008 após uma reforma de quatro anos que consumiu impressionantes 500 milhões de francos suíços (cerca de 4 bilhões de reais) — foi eleito o hotel do ano 2016 pelo prestigiado guia francês GaultMillau e abriga o melhor spa do planeta, título concedido em 2015 pela rede Virtuoso, que abrange mais de 1.000 hotéis de alto luxo.

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Veja na galeria de fotos mais detalhes sobre o Dolder Grand, o tesouro de Zurique:

  • O edifício principal inaugurado em 1899 e seus dois prédios anexos erguidos durante a última reforma reúnem 176 acomodações, entre apartamentos e suítes. A nova configuração foi assinada pelo escritório do renomado arquiteto inglês Norman Foster e combinou a tradição do hotel histórico com soluções da arquitetura moderna. Passear pelo backstage do Dolder Grand ajuda a entender como foram gastos os aproximadamente 2,1 bilhões de reais. É tudo calculado para funcionar à perfeição. O empreendimento possui 70 sondas instaladas a 150 metros de profundidade para fazer uso de energia geotérmica, reconhecida como limpa. Trata-se de um dos mais eficientes hotéis green do planeta.

  • No ponto mais alto do prédio principal está a suíte Maestro, inspirada no austríaco maestro Herbert von Karajan (1908-1989). Segundo os dirigentes do empreendimento, “a música clássica é a inspiração da arquitetura clássica”. É nesse clima que os 400 m² de uma das mais luxuosas suítes do The Dolder foi decorada. Cada um dos dois quartos possui banheiro revestido em mármore. Banheira de hidromassagem e sauna completam o conforto. O local exala qualidade e bom gosto.

  • Na sala de estar, os sofás em tons pastel contrastam com poltronas nas cores verde e vermelha. A sala de jantar, decorada com um imponente lustre de cristal acima de uma mesa redonda de madeira nobre, recebe confortavelmente oito convidados. E a biblioteca é o espaço ideal para trabalhar ou relaxar na companhia de uma boa leitura. A varanda circunda toda a suíte e possibilita vista panorâmica para a cidade, o lago e os Alpes.

  • Outras acomodações do hotel buscaram inspiração em personalidades das artes. Essa atmosfera artística, inclusive, é sentida por toda Zurique. A cidade possui cerca de 50 museus e mais de 100 galerias de arte. O Kunsthaus Zürich, por exemplo, abriga um extenso acervo de obras do escultor e pintor suíço Alberto Giacometti (1901-1966), que também é homenageado com uma suíte no The Dolder Grand, assim como Giulietta Masina (1921-1994), atriz e esposa de Federico Fellini, e os Rolling Stones.

  • Percorrer os ambientes do hotel é sentir-se em uma enorme galeria de arte. A propriedade abriga 100 trabalhos de artistas como Salvador Dalí, Joan Miró e Fernando Botero. Uma das obras mais chamativas é a Big Retrospective Painting (1979/1980), de Andy Warhol. Com 11 metros de largura, a tela impacta os visitantes no lobby do hotel.

  • A arte também é vista na forma de belos pratos. Sob o comando do chef Heiko Nieder, o The Restaurant, com duas estrelas Michelin, apresenta uma culinária leve e contemporânea. Prove a lagosta com morangos, beterraba, estragão e mostarda e o coelho com cogumelos, ervas e misô. Para os amantes de um bom vinho, o restaurante dispõe de uma adega com 1.200 garrafas. Outra opção para as refeições é o The Garden, que serve cozinha europeia e um café da manhã magistral com a vista cênica do Lago Zurique iluminado pelos primeiros raios de sol da manhã. No bar do lobby, lanches rápidos e uma tentadora seleção de doces.

  • Existem pessoas que escolhem hotel pelo spa. Se você é uma delas, pare de procurar. Você não encontrará nada igual em termos de luxo, conforto, beleza e funcionalidade. É até difícil acreditar que aquela enorme estrutura faz parte do hotel. São 4.000 m² do premiado spa do hotel, que possui 18 salas de tratamento, além de duas suítes equipadas com mesa de massagem, banheira de hidromassagem, área para banho de lama medicinal, lareira e TV.

  • O estabelecimento conta, ainda, com piscinas interna e externa — sentar-se na jacuzzi aquecida da área externa, durante o pôr do sol, tendo Zurique aos seus pés, é uma das experiências que já valerá por toda a sua estadia. Saunas, salas de banho de vapor e espaço para relaxamento, você encontra tudo o que procura. Em todos os tratamentos são utilizados produtos das marcas La Prairie, Amala e Kerstin Florian. Destaque para a biblioteca com 600 títulos relacionados à saúde e bem-estar.

  • Voltar a Zurique é uma das tarefas que terei que repetir, pelo menos, uma vez por ano. Ficar no Dolder Grand será uma prazerosa obrigação.

O edifício principal inaugurado em 1899 e seus dois prédios anexos erguidos durante a última reforma reúnem 176 acomodações, entre apartamentos e suítes. A nova configuração foi assinada pelo escritório do renomado arquiteto inglês Norman Foster e combinou a tradição do hotel histórico com soluções da arquitetura moderna. Passear pelo backstage do Dolder Grand ajuda a entender como foram gastos os aproximadamente 2,1 bilhões de reais. É tudo calculado para funcionar à perfeição. O empreendimento possui 70 sondas instaladas a 150 metros de profundidade para fazer uso de energia geotérmica, reconhecida como limpa. Trata-se de um dos mais eficientes hotéis green do planeta.

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