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Como evitar a compra de vinhos falsos

Vinhos

Imitações de vinhos finos se tornam cada vez mais frequentes em grandes cidades (iStock)

Hearing Maureen Downey, considerada uma das maiores autoridades do mundo em vinhos falsos, afirma que uma em cada cinco garrafas vendidas da bebida são imitações. “Nós estamos vivenciando um crescimento global dessa prática. Até o crime organizado está envolvido”, diz a especialista, também conhecida como “Sherlock Holmes do vinho”. “As imitações não vão sair do mercado, pelo contrário, vão continuar a circular entre os próprios vendedores da bebida. Alguns deles são coniventes, outros são enganados. Eu já vi isso acontecer muitas vezes.”

Downey estará em Hong Kong na semana de 6 de fevereiro, e diz que está especialmente preocupada com o país e também com a China, locais onde o problema é “ massivamente maior” em relação aos outros lugares do mundo. “Infelizmente os compradores dos mercados emergentes não sabem direito o que perguntar para atestar a procedência, o que acaba se tornando um prato cheio para os falsificadores. Cerca de 50% dos vinhos finos da China são imitações”, afirma.

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A expert já testemunhou contra Rudy Kurniawan, um falsificador da Indonésia que atualmente está preso nos Estados Unidos por produzir uma quantidade enorme de vinhos falsos. “Suas vendas chegaram a pelo menos US$ 550 milhões”, afirma Downey. “É difícil dizer exatamente quanto disso foi absorvido pela Ásia, mas a julgar pelos leilões realizados pela Acker Merrall – a mais antiga varejista de vinho dos Estados Unidos – em Hong Kong, e o processo de intermediação, definitivamente foi mais do que a metade.” Polêmica, Downey afirma que John Kapon, CEO da Acker Merrall, foi além do financiamento das compras de vinho de Kurniawan. “Rudy, o grande colecionador, é uma criação de Kapon, e foi responsável por colocar a casa de leilões Acker Merrall & Condit no mapa”, acusa.

O que preocupa Downey atualmente é o crescimento da falsificação dos vinhos da Borgonha. “Estamos presenciando a criação de uma engrenagem dessa prática ilegal na Europa, e com números muito expressivos, que nunca tínhamos visto antes. São vinhos recentes”, conta. “Alguns dos vinhos mais falsificados estão sendo produzidos por novos integrantes dessa engrenagem e vendidos por casas de leilão duvidosas, varejistas e corretores. Eles vêm da Bélgica, França e Suíça.”

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Evitar vinhos falsos significa estar atento à sua procedência. Para as pessoas que frequentam leilões, uma boa dica é prestar atenção nos dez maiores produtores do mundo, que segundo Downey são: 1°) Château Petrus; 2°) Domaine de la Romanée-Conti; 3°) Château Lafite Rothschild; 4°) Château Mouton Rothschild; 5°) Château d’Yquem; 6°) Château Lafleur; 7°) Domaine Comtes George de Vogüé; 8°) Domaine Henri Jayer; 9°) Château Haut Brion; e 10°) Château Cheval Blanc.

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