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Novo estudo aponta que senhas continuam tão ruins quanto as de 2015

Senha

Senhas ruins tornam contas em sites da internet vulneráveis (iStock)

Pelo sexto ano consecutivo, a empresa de segurança digital SplashData examinou os dados de milhões de senhas para identificar as combinações mais comuns usadas em todo o mundo. A compilação de 2016 foi feita com base em mais de cinco milhões de emails vazados de usuários principalmente da América do Norte e da Europa Ocidental.

A SplashData estima que cerca de 10% das pessoas usem pelo menos uma das 25 senhas que estão na lista deste ano – 3% a mais em relação ao levantamento de 2014. Além disso, 4% da população digital utiliza aquela que é considerada a pior senha de todas: “123456”. Para completar, muitos optam por variações da palavra “password” (senha, em português). Ambas estão no topo do ranking de piores senhas, a exemplo do que já aconteceu em 2014 e 2015.

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No quesito padrões numéricos, as combinações “12345”, “12345678”, “1234567890”, “1234567” e “1234” já estavam no top 25 da lista do ano passado e repetiram a performance. A novidade este ano foi o “121212”. No que diz respeito às variações da palavra “password”, surgiu, por exemplo, “password1”. Palavras óbvias, como “qwerty”, “login” e “welcome” continuaram a fazer parte do ranking, com destaque para “admin”, que estreou na lista. Algumas das senhas preferidas dos usuários – e também consideradas ruins – são “football”, “princess”, “solo”, “abc123”, “dragon” e “master”.

Entre as novidades estão “hottie”, “loveme”, “sunshine” e “flower”. Além dessas, a combinação “zaq1zaq1” é muito usada, pois trata-se de uma sequência de teclas na coluna esquerda. Essas novas senhas substituíram algumas famosas da lista de 2015, como “123456789”, “baseball”, “111111”, “1qaz2wsx”, “monkey”, “letmein”, “qwertyuiop” e “starwars”.

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Os dados analisados levaram à conclusão de que muitas pessoas acreditam que colocar o número “0” no lugar da letra “o” é capaz de tornar as senhas mais seguras, mas o CEO da SplashData, Morgan Slain, afirma que isso não é verdade. “Fazer pequenas modificações em uma senha fácil não a torna segura, e os hackers vão tirar vantagem dessas tendências”, disse. “Nossa esperança é que com as pesquisas e a divulgação dessa lista todos os anos, as pessoas percebam o risco de usar senhas comuns e passem a tomar atitudes para melhorar suas combinações.”

Não está claro se as pessoas estão usando essas variações em uma tentativa equivocada de tornar a senha mais segura ou porque estão sendo forçadas a fazer isso. Um estudo de 2015 de pesquisadores da Universidade Concordia, no Canadá, mostrou que as próprias ferramentas encarregadas de medir a força das senhas em sites populares e os gerenciadores de senhas são altamente inconsistentes e podem até piorar a qualidade do código escolhido pelo usuário, já que levam em conta o número de caracteres, a variedade e, às vezes, palavras comuns ou fracas. Além disso, esses dispositivos não conseguiam identificar algumas palavras transformadas, como aquelas em que o “0” é trocado pelo “o”.

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“Em nossa análise empírica de larga escala, fica evidente que os medidores usados falham na tentativa de promover um feedback coerente e, às vezes, promovem resultados que são descaradamente enganosos”, conclui o estudo.
A melhor opção é, portanto, também a mais conhecida: criar senhas complexas com frases e uma para cada conta. Reutilizar senhas em muitos sites deixa todas as suas contas vulneráveis. Para facilitar a organização, uma sugestão é guardar todos os seus códigos em um gerenciador de senhas.

Para quem pretende ignorar as práticas recomendadas, uma maneira de garantir um pouco mais de segurança é configurar a autenticação de dois fatores, pelo menos nas contas de e-mail. Esse processo é uma maneira de manter o usuário protegido de alguém que tente redefinir sua senha. Ele adiciona um nível extra de segurança ao solicitar uma segunda verificação – além do seu nome de usuário e senha – para provar sua identidade. Pode ser um código numérico enviado por mensagem de texto ou um código gerado em um aplicativo como o Google Authenticator ou o Yubikey, um dispositivo que pode ser usado para proteger senhas em alguns sites ou contas. (O Gmail também permite que os usuários imprimam códigos únicos, caso a pessoa perca ou desligue o telefone.) Se alguém tentar redefinir a senha e o usuário tiver habilitado essa ferramenta, será muito mais difícil acessar os dados. Além disso, ter a autenticação de dois fatores na conta de e-mail pode impedir que outras pessoas redefinam as senhas.

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