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Bugatti Chiron: formas pensadas a partir de 1.500 cavalos de potência

Achim Anscheidt, diretor de design da Bugatti, tem grande apreço pela herança da montadora, capturada no modelo Chiron de muitas maneiras sutis, mas entende que o desenho deve olhar para frente e responder às demandas técnicas da equipe de engenharia. Consequência desse pensamento é o lema da companhia: “A forma segue a performance”.

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O design é previamente informado sobre as necessidades de resfriamento do motor 4-turbo de 16 cilindros – é muito calor para ser liberado. Isso significa que Anscheidt tem de andar habilmente na linha tênue entre a engenharia e as formas.

Veja, na galeria de fotos, mais detalhes do processo de design do modelo de US$ 3 milhões:

  • “A forma segue a performance”
    De acordo com Anscheidt, é de extrema importância para a marca criar um design que não seja apenas resultado da criatividade do profissional, mas que siga o lema da companhia. “Como designer, devo conhecer o passado mas, ao mesmo tempo, não ficar preso a seus elementos”, explica.

  • Ventilação
    A quantidade de ar necessária para alimentar os 1.500 cavalos de potência é tão extrema que, segundo o executivo, foi necessário encontrar uma solução para permitir a entrada do máximo possível não apenas por baixo do carro, mas também pelos lados e pela parte superior. “Combinar tudo isso em uma solução de estilo simples é a razão para essa linha Bugatti que você vê do lado do carro”, pontua Anscheidt, que frisa que tudo e todas as soluções de design são realmente direcionadas para lidar com a termodinâmica e extrair o desenvolvimento de calor e de temperatura.

  • Lanterna
    A lanterna traseira é uma consequência desse direcionamento de design. “Nós entregamos um modelo que fosse o mais fino possível e, hoje, é a principal assinatura de um Bugatti quando você o vê de costas”, relembra.

  • Duas cores
    Os dois tons do Bugatti não são criados a partir da delimitação de uma simples linha na lateral do carro que separa as cores. “O efeito de duas cores é gerado por meio de partes diferentes do corpo do carro. Quando a porta acaba, a primeira cor acaba. Quando a parte traseira começa, a segunda cor começa”, ressalta Anscheidt.

  • Autenticidade
    “Essa separação de cores é muito autêntica, não apenas para ser um carro bonito hoje, ou em um período de cinco anos, mas talvez até em 50 anos. Não apenas porque os carros parecerão atuais depois desse tempo, mas porque eles parecerão autênticos”, finaliza.

“A forma segue a performance”
De acordo com Anscheidt, é de extrema importância para a marca criar um design que não seja apenas resultado da criatividade do profissional, mas que siga o lema da companhia. “Como designer, devo conhecer o passado mas, ao mesmo tempo, não ficar preso a seus elementos”, explica.

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