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Linhagem de luxo: a história do relógio Tank, da Cartier

Assim como um tanque de guerra, o Cartier Tank é incansável. O elegante relógio unissex, que celebra seu centenário em 2017, foi o favorito de muitas estrelas de cinema, como Clark Gable e Fred Astaire; primeiras-dama, como Jackie Kennedy e Michelle Obama; e até integrantes da realeza, como a princesa Diana.

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O icônico artista Andy Warhol tinha um, mas não para seu propósito original. “Eu não quero usar um Tank para ver a hora”, disse o homem que inventou o conceito de 15 minutos de fama. “Na verdade, eu nunca dei corda nele. Eu uso um Tank porque é o melhor relógio para usar.”

  • 1917

    De acordo com a empresa, o Tank foi desenhado por Louis Cartier, neto do fundador, inspirado pelo rastro do tanque leve Renault FT-17, herói mecânico da Primeira Guerra Mundial. É mais provável, no entanto, que o design tenha sido uma elegante versão melhorada do quadrado relógio Cartier Santos. Mas a conexão militar foi boa para o marketing – o primeiro Cartier Tank foi presenteado como um símbolo da vitória para o general norte-americano John Pershing em 1918.

  • 1919

    O relógio, com seus numerais romanos, marcadores de minuto no estilo railroad track e uma coroa de safira foi colocado à venda em Paris. Seis foram vendidos em 1920, e a versão recebeu o nome de Tank Normale.

  • 1921

    A Cartier surpreendeu quando introduziu a primeira variação do Normale – o Tank Cintrée, um relógio alongado com uma caixa curva que abraçava o punho. Como cada novo Cintrée era produzido em edições limitadas, permaneceu um dos relógios mais colecionáveis do século 20, sendo vendido rotineiramente entre US$ 25 mil e US$ 50 mil, mas chegando a US$ 250 mil no caso das versões de platina.

  • 1926

    O relógio debutou nos cinemas quando Rodolfo Valentino insistiu em usar o seu Tank durante seu último filme, “O Filho do Sheik”. Chame de anacronismo – ou de uma prova da atemporalidade do Tank.

  • 1963

    A primeira-dama Jackie Kennedy ganhou um Tank Ordinaire 1962 de seu cunhado, o príncipe Stanislaw “Stas” Radziwill. Em junho de 2017, o relógio bateu o recorde de mais caro Cartier Tank a ser leiloado, vendido por US$ 379.500 para Kim Kardashian.

  • 1976

    Mais de uma década depois de a família Cartier ter vendido o negócio, os novos proprietários criaram uma linha mais barata, a Les Must de Cartier. Em 1976, o Cartier Must de Tank, com mostradores coloridos e sem números, foi lançado. O relógio de quartzo banhado a ouro, que era vendido por cerca de US$ 150, manchou a reputação da marca, mas as vendas foram extraordinárias e eles permanecem colecionáveis, sendo vendidos frequentemente por mais de US$ 1.000.

  • 1996

    Tendo lançado o Tank Américaine em 1989, um primo um pouco diferente do Cintrée, a Cartier apresentou o esportivo Tank Française, que tinha uma pulseira de elos de corrente. A princesa Diana, depois do divórcio, foi fotografada usando uma versão em ouro, e Michelle Obama usou uma de aço inoxidável em seu retrato oficial como primeira-dama em 2009.

  • 2012

    Variação do Française, o Anglaise foi lançado em três tipos de ouro.

  • 2017

    Para o centenário do relógio, a Cartier lançou um batalhão de Tanks em alguns de seus modelos mais icônicos, incluindo um Tank Américaine finalmente disponibilizado em aço inoxidável (a partir de US$ 5.570); um tributo ao homem que deu início a tudo, o Tank Louis Cartier (a partir de US$ 9.750); e versões esqueletizadas do Tank Cintrée, edição limitada de 100 unidades.

1917

De acordo com a empresa, o Tank foi desenhado por Louis Cartier, neto do fundador, inspirado pelo rastro do tanque leve Renault FT-17, herói mecânico da Primeira Guerra Mundial. É mais provável, no entanto, que o design tenha sido uma elegante versão melhorada do quadrado relógio Cartier Santos. Mas a conexão militar foi boa para o marketing – o primeiro Cartier Tank foi presenteado como um símbolo da vitória para o general norte-americano John Pershing em 1918.

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