Montblanc distribui € 4 milhões para projetos culturais

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Sam Bardaouil e Till Fellrath durante a premiação na Pinacoteca de SP (Divulgação)

Este ano, pela segunda vez, o Brasil sediou o Prêmio Montblanc de la Culture Arts Patronage, realizado em
outubro na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Sam Bardaouil e Till Fellrath, chairmen da fundação, e Alain dos Santos, managing director da Montblanc Brasil, anunciaram a Associação Cultural Videobrasil como a vencedora do prêmio de € 15 mil. A empresa alemã vem apoiando projetos culturais em escala global ao longo dos últimos 25 anos por meio da Montblanc Cultural Foundation. Bardaouil e Fellrath também são fundadores da Art Reoriented (plataforma de curadoria multidisciplinar).

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FORBES Brasil: Qual é a importância de uma grife de luxo incentivar as artes?

Sam Bardaouil: Nós sempre dizemos que o valor e a imagem que a Montblanc representa são algo que pode levar outras marcas a seguirem o mesmo exemplo. O impacto, no entanto, só acontece quando há comprometimento. A caneta, produto mais icônico da grife, também se relaciona muito com as artes: a caligrafia de cada ser humano é única, é uma forma de se expressar. No Brasil, especificamente, acreditamos que a presença da fundação é de extrema importância, pois há tantos artistas e projetos que precisam ser notados – e eles precisam contar com alguma colaboração para deslanchar.

Qual é a missão de vocês dentro da fundação?

Nós começamos a trabalhar com a grife em 2016, e desde então usamos nosso conhecimento prévio para criar pontes entre instituições e a marca, assim como com jovens artistas. Somos “curadores do dinheiro” que a fundação tem. Nós nos certificamos de qual é o melhor destino para esse dinheiro, e também adquirimos obras de novos artistas para a coleção da fundação, além de promover um ambiente de networking e de exposição para eles.

Qual é a percepção de vocês sobre a arte brasileira?

Till Fellrath: A cena artística brasileira é fantástica. Sempre foi, com muitos artistas incríveis. Uma coisa muito interessante é que, quando as pessoas visitam diferentes cidades do país, percebem que os artistas estão por toda parte, com características únicas. No Sul, no Nordeste… Todas as regiões apresentam uma diversidade enorme. Não acho que, internacionalmente, todos estão cientes disso, mas é algo que vale a pena ser visto.

Onde a fundação está atuando e quanto já foi destinado a projetos como este?

Neste ano, o Prêmio de Cultura está sendo realizado em 17 lugares: Alemanha, Brasil, China, Colômbia, Coreia, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Hong Kong, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Suíça e Bangladesh. Desde o início, cerca de € 4 milhões foram destinados a 250 projetos culturais ao redor do mundo.

 

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