Como um sobrevivente do câncer está transformando a vida de jovens que lutam contra a doença

Atualmente com 40 anos, Ulman sobreviveu três vezes ao câncer, foi CEO da Fundação LIVESTRONG e é o fundador de sua própria ONG (Getty Images)

Doug Ulman, CEO da Pelotonia, é uma daquelas pessoas que tem absoluta certeza do seu propósito de vida. A organização sem fins lucrativos, localizada em Columbus, Ohio, arrecadou mais de US$ 156 milhões ao longo dos últimos nove anos.

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Atualmente com 40 anos, Ulman sobreviveu três vezes ao câncer, foi CEO da Fundação LIVESTRONG e é o fundador de sua própria ONG, a The Ulman Cancer Fund for Young Adults. Seu objetivo de vida é simples: construir uma comunidade. E concentrar-se nessa tarefa não apenas o ajudou, como inspirou muita gente, além de o ter levado a liderar esforços que estão salvando vidas.

Ulman cresceu em uma família que se preocupava em retribuir. Seus pais eram integrantes engajados da comunidade e organizavam reuniões do comitê com frequência, preparavam comida para os abrigos locais e tomavam decisões políticas. O filho viu-se, desde sempre, envolvido em uma vida de serviços comunitários e construção de equipes, mas a saúde lhe impôs limitações.

Ele foi diagnosticado com câncer (um condrossarcoma) pela primeira vez aos 19 anos, quando iniciava seu segundo ano na Universidade Brown. Ulman venceu a doença e, desde então, já lutou outras duas vezes contra melanomas malignos.

Como um jovem adulto com câncer, Ulman percebeu a significativa falta de recursos para lidar com o problema. Ele então fundou o The Ulman Cancer Fund for Young Adults em 1997, como forma de criar uma comunidade e aumentar a conscientização em relação a essas pessoas. A organização fornece recursos e suporte individual para elas, além de facilitar oportunidades para sobreviventes e todos aqueles que estão lutando contra a doença para se unirem e encorajarem uns aos outros.

“Nossos anos de adolescência podem ser alguns dos mais confusos e difíceis de atravessar. Adicionar a eles o diagnóstico de câncer pode tornar a vida ainda mais complicada e estressante. Eu acredito que encontrar uma comunidade que realmente entenda essa jornada é um elemento fundamental para sobreviver e prosperar ao longo de uma experiência de vida tão assustadora e tumultuada”, diz.

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Em paralelo, Ulman passou 14 anos na Fundação LIVESTRONG (ONG criada pelo ciclista vítima de câncer Lance Armstrong), ajudando a construir o sucesso da organização. Lançou a icônica pulseira amarela e teve um papel crítico na solução de alguns dos obstáculos mais desafiadores que a entidade enfrentou em 2012. Então, seguiu para Columbus, em Ohio, decidido a tornar a Pelotonia – uma prova de ciclismo de dois dias, que inclui também voluntariado e entretenimento, destinado a arrecadar fundos para a pesquisa do câncer – uma organização e um movimento nacionais. A iniciativa arrecadou US$ 156 milhões e está comprometida a investi-los de maneira inovadora, por meio de subsídios a jovens cientistas, para que eles sejam encorajados a permanecerem na área, e fazendo investimentos menores que podem ter um impacto maior no futuro.

Eles estão no caminho certo. Susan Davenport, que também sobreviveu três vezes ao câncer, se inscreveu na corrida em 2016 a pedido de seu marido, um ex-aluno da Universidade do Estado de Ohio. À medida que ela trocava emails com a equipe da Pelotonia, fez uma descoberta que a emocionou: a organização havia financiado um estudo que levou à descoberta do Ibrutinib, que Susan chama de droga milagrosa. O medicamento trata leucemia linfocítica crônica com efeitos colaterais reduzidos.

Ulman pediu a Susan que compartilhasse sua história na cerimônia de abertura do evento de 2016. “A decisão que você tomou de subir em uma bicicleta e dar uma volta para arrecadar alguns dólares para uma causa é responsável por salvar uma vida – a minha”, ela contou a plateia.

Enquanto a Pelotonia celebra seu 10º aniversário, Ulman se recusa a descansar ou a se acomodar com as conquistas já feitas. Ele continua focado a fazer do movimento uma empresa social de grande alcance. E quer criar oportunidades de arrecadação durante o ano inteiro para que a comunidade Pelotonia continue a crescer e prosperar.

Não se trata de um passeio de bicicleta, diz ele. Nem mesmo de pesquisa sobre câncer. “Nos preocupamos em construir uma comunidade.Esse é o grande poder de tudo isso.”

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