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Brasil está entre as quatro piores economias do mundo

A maioria das economias ao redor do mundo continua a desacelerar. Isso é importante porque a situação econômica do país exerce impacto direto sobre mercado de trabalho, disponibilidade de crédito, preço de bens de consumo e serviços, salários e uma série de outras coisas. Ou seja, quando uma economia enfraquece, o sofrimento tende a aumentar.

A expansão ou contração econômica é medida pelo PIB (Produto Interno Bruto). Quando uma economia está em crescimento, há maior abundância de empregos e o padrão de vida tende a aumentar. Ao contrario, quando uma economia está em contração, muitas empresas fazem cortes de funcionários para reduzir despesas, o que aumenta o desemprego. Atualmente, a economia global está desacelerando, com a China liderando o caminho. O país, no entanto, não está entre as piores economias do mundo; o Brasil, sim.

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Para listar as quatro piores economias do mundo, foram usados dados anuais dos países, como o tamanho da economia de cada país (PIB total) em comparação a todas as outras; o PIB anual, que mede o crescimento ou a contração de uma economia em relação ao ano anterior; a taxa de interesse, estabelecida pelo banco central de cada país; e, finalmente, o tamanho da dívida pública de cada país como uma porcentagem de seu PIB. Esse último item é especialmente importante, pois fornece uma indicação da probabilidade de o país pagar a sua dívida.

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A percentagem de mudança no PIB dos quarto piores países vai de -2,40% a -4,60%. Para comparar, o PIB dos Estados Unidos durante a recessão de 2008 era de -4,1% (ajustado para inflação). Mesmo que os índices de PIB sejam semelhantes, outros dados sugerem que essas economias estão em bases instáveis. Uma diferença é que os Estados Unidos não eram nem de perto tão dependentes do preço do petróleo em 2008 quanto essas economias são agora.

Ainda que essas quatro nações correspondam a apenas 4,6% do PIB mundial, o grande problema é a desaceleração geral da economia global. Mesmo que a economia dos Estados Unidos esteja ganhando tração, o resto do mundo parece estar com problemas e a queda nos preços do petróleo parece ser um fator significativo. Enquanto a tendência atual persistir, a demanda irá, provavelmente, manter-se fraca e a produção cairá. Isso levaria a aumentos nas taxas de desemprego e a uma desaceleração ainda maior na atividade econômica.

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Veja quais são as quatro piores economias do mundo hoje:

  • Rússia

    Colocação no ranking de população mundial:

    Colocação no ranking da economia mundial: 10º

    A Rússia tem a duvidosa distinção de ter a pior economia do mundo. A maior causa é a queda precipitada no preço do petróleo bruto. De acordo com a Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos (EIA), em 2013, as vendas de petróleo e gás natural somavam 68% da receita total de exportações do país. Além disso, durante todo o período de 20 anos entre 1995 e 2014, a Rússia esteve entre as três principais nações produtoras de petróleo. Dessa forma, as quedas dos preços do petróleo e do gás natural criaram uma situação quase insustentável para o governo e a população do país.

    O Banco Central da Rússia deu início a uma série de cortes nas taxas de interesse no início de 2014. Desde então, tem cortado sua taxa de juros de referência, que foi de 17% para 11% (nível atual) em uma semana. O banco também expandiu o fornecimento de dinheiro durante esse período. Ainda que a ação tenha sido considerável, os resultados têm deixado a desejar, com os empréstimos para o setor privado tendo declinado no início de 2014 e se mantido relativamente planos desde então. Uma economia global em desaceleração, causada parcialmente pelos preços mais baixos do petróleo, agravou a situação. As condições negativas da Rússia irão, provavelmente, persistir por um tempo.

  • Venezuela

    Colocação no ranking de população mundial: 30º

    Colocação no ranking da economia mundial: 26º

    Infinitamente menor do que a Rússia, a Venezuela é muito mais dependente do petróleo. Na verdade, a receita advinda do petróleo consiste em cerca de 96% de todos os ganhos por exportação, 40% da receita do governo e 11% do PIB. Para tornar tudo ainda pior, as exportações da Venezuela caíram nitidamente, graças a economia global em desaceleração.

    Mas há um problema ainda mais crítico surgindo: a crescente taxa de inflação, que, atualmente, excede 68%. Em um artigo do portal CNBN.com de 6 de fevereiro de 2015, Everett Rosenfeld reportou que um par de calças jeans da Levi’s custa, em Caracas, capital da Venezuela, US$ 392, comparados a US$ 59 em Nova York. Ele também escreveu que uma televisão de 40 polegadas custava US$ 5.889 na Venezuela, comparados a US$ 426 em NY. Comparando com a taxa de inflação atual do Brasil, os preços dobrariam a cada 1,33 ano. Esse nível de inflação é indicador de uma moeda em crise. A essa altura, o desemprego não está muito alto. No entanto, subiu de 5,5% no último mês de dezembro (2014) para 7,9% um mês depois. A taxa de interesse de referência da Venezuela tem crescido firmemente desde o início de 2014. Em 19,68% no momento, está abaixo da sua média de 23,71% e muito abaixo de seu recorde de 83,73% em 2002. A Venezuela pode estar na beira de uma crise ainda mais séria.

  • Brasil

    Colocação no ranking de população mundial:

    Colocação no ranking da economia mundial:

    De acordo com as projeções, O PIB do Brasil deve desacelerar 2,60% em relação ao ano passado. O país também tem a maior economia e a maior população entre os quatro citados. Por isso, tem um papel significativo no cenário global. O Brasil esteve na lista das dez principais nações produtoras de petróleo três vezes desde 2009. Atualmente, é o oitavo maior consumidor de energia do mundo.

    Além de estar em um momento difícil para a economia, recentemente foi reportado um escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras e políticos importantes. Mais especificamente, há pedidos de impeachment para a presidenta Dilma Rousseff. Uma pesquisa recente mostra que sua taxa de aprovação é de apenas 8%. Graças à economia fraca, à corrupção e à baixa aprovação da presidenta, a situação pode piorar com facilidade. Na realidade, pode levar um tempo para que o Brasil reconquiste a confiança do resto do mundo.

  • Iraque

    Colocação no ranking de população mundial: 27º

    Colocação no ranking da economia mundial: 48º

    De acordo com o Banco Central do Iraque, o PIB do país estava 2,4% em 2014, em comparação ao ano anterior. Isso é muito menor do que a média de 7,71% de 1991 a 2014. O setor mais importante da economia do Iraque é a extração de petróleo, que corresponde a 55% do PIB do país. Assim, a queda nos preços do petróleo foi negativa para essa nação devastada pela guerra. Porém, mesmo com a queda nos preços do petróleo bruto, a produção do Iraque cresceu. No entanto, desde meados de 2006 a inflação excedeu 76%. O desemprego tem sido um problema para o Iraque há anos. De 2003 a 2013, a média foi maior do que 18%, com a alta taxa de 28% em 2003 e a baixa de 15% em 2012.

Rússia

Colocação no ranking de população mundial:

Colocação no ranking da economia mundial: 10º

A Rússia tem a duvidosa distinção de ter a pior economia do mundo. A maior causa é a queda precipitada no preço do petróleo bruto. De acordo com a Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos (EIA), em 2013, as vendas de petróleo e gás natural somavam 68% da receita total de exportações do país. Além disso, durante todo o período de 20 anos entre 1995 e 2014, a Rússia esteve entre as três principais nações produtoras de petróleo. Dessa forma, as quedas dos preços do petróleo e do gás natural criaram uma situação quase insustentável para o governo e a população do país.

O Banco Central da Rússia deu início a uma série de cortes nas taxas de interesse no início de 2014. Desde então, tem cortado sua taxa de juros de referência, que foi de 17% para 11% (nível atual) em uma semana. O banco também expandiu o fornecimento de dinheiro durante esse período. Ainda que a ação tenha sido considerável, os resultados têm deixado a desejar, com os empréstimos para o setor privado tendo declinado no início de 2014 e se mantido relativamente planos desde então. Uma economia global em desaceleração, causada parcialmente pelos preços mais baixos do petróleo, agravou a situação. As condições negativas da Rússia irão, provavelmente, persistir por um tempo.

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