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20 diretores com as maiores bilheterias da história do cinema

É difícil prever qual será o próximo grande sucesso do cinema, mas é possível rastrear algumas tendências. Há duas áreas que criaram franquias bilionárias em Hollywood no século 21: produções baseadas em HQs e em livros. A primeira tem como expoentes a trilogia “Batman” e “Os Vingadores” e seus derivados da Marvel (só neste ano, dos 10 filmes mais rentáveis, cinco são de super-heróis), enquanto na segunda destacam-se “Harry Potter”, “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit” e “Jogos Vorazes”.

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Seguindo esta lógica, dá para apostar que “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, longa de David Yates baseado em um spin-off de “Harry Potter” que estreia nesta quinta-feira (17), vai brigar pelo posto de maior bilheteria do ano, cargo ocupado atualmente pelo (surpresa!) HQ “Capitão América: Guerra Civil”. Ao todo, a saga do bruxinho arrecadou US$ 7,7 bilhões pelo mundo e colocou dois diretores entre os 20 com as maiores bilheterias da história de Hollywood: Yates, responsável pelos quatro últimos, e Chris Columbus, dos dois primeiros.

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Outra tendência que têm atraído os estúdios (e o público) é de remakes e sequências de filmes populares. No ano passado, as continuações de “Star Wars”, “Jurassic ParK” e “Velozes e Furiosos” foram responsáveis pelas três melhores bilheterias do globo, respectivamente. Neste ano, a refilmagem em live action de “Mogli – O Menino Lobo” (1967), clássico da Disney baseado nos contos de Rudyard Kipling, arrecadou quase US$ 1 bilhão internacionalmente.

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Por fim, animação também é um bom negócio. Com apenas quatro filmes, Lee Unkrich, por exemplo, entrou para a lista de diretores mais rentáveis graças ao estrondoso sucesso do terceiro “Toy Story”. Por pouco, seu colega Andrew Stanton, codiretor do segundo maior sucesso do ano, “Procurando Dory”, não fez a nota de corte de US$ 3 bilhões.

Veja na galeria de fotos os 20 diretores com as maiores bilheterias da história do cinema:

  • 20º) Lee Unkrich

    Arrecadação total: US$ 3,08 bilhões em quatro filmes (1999 – 2010)

    Melhor bilheteria: “Toy Story 3” (US$ 1,06 bilhão em 2010)

    Um dos grandes nomes da Pixar hoje, o norte-americano começou a carreira de longas na animação em “Toy Story 2” (1999), que dirigiu junto a John Lasseter, responsável pelo primeiro. A produção arrecadou quase US$ 500 milhões pelo mundo.

    A partir dai, a carreira teve uma ascendente. Seu segundo filme, “Monstros S.A.” (2001), que dirigiu com dois parceiros, arrecadou US$ 577 milhões. Dois anos depois, fez ao lado de Andrew Stanton (outro fenômeno da animação, responsável por “Wall E”) um dos maiores sucessos da produtora: “Procurando Nemo”, que movimentou US$ 940 milhões pelo planeta.

    Mas foi em 2010, em seu primeiro voo solo, que Unkrich conquistou uma estatueta da Academia e atingiu a cobiçada marca dos nove dígitos: “Toy Story 3” arrecadou mais de US$ 1 bilhão pelo globo, ganhou dois Oscar (Melhor Animação e Melhor Canção), além de ser indicado a Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.

  • 19º) Clint Eastwood

    Arrecadação total: US$ 3,16 bilhões em 34 filmes (1971 – 2014)

    Melhor bilheteria: “Sniper Americano” (US$ 547 milhões em 2014)

    Em 1971, Clint já era uma figura conhecida quando decidiu assumir o papel atrás das câmeras. Na década de 1970, conquistou bilheterias razoáveis com personagens que ele mesmo interpretou, como o Estranho Sem Nome, em grande parte de faroeste ou ação. Seu reconhecimento como diretor só ficou mais sólido no final dos anos 1980, com “Bird”(1988). A cinebiografia do músico Charlie Parker não fez muito sucesso de bilheteria, mas lhe rendeu o primeiro Globo de Ouro e o Grande Prêmio Técnico no Festival de Cannes.

    O primeiro sucesso comercial curiosamente viria junto ao de crítica, em 1992, com o nostálgico faroeste “Os Imperdoáveis”. O longa arrecadou US$ 160 milhões nos cinemas pelo mundo e trouxe o primeiro Oscar de Melhor Diretor a Eastwood, além de ganhar outros três, incluindo Melhor Filme.

    O eterno anti-herói repetiria a fórmula de sucesso em diversos filmes ao longo de sua carreira que, com menos atuação, começou a entregar quase que um filme na direção por ano. Embora não tenha um blockbuster bilionário como a maioria dos colegas da lista, Clint apurou-se no ofício e, mesmo em meio a alguns fracassos de público e crítica, entregou pérolas como “As Pontes de Maddison” (1995), Sobre Meninos e Lobos” (2003), “Menina de Ouro” (2004), Cartas de Iwo Jima” (2006) e “Gran Torino” (2008).

    Em 20º até a semana passada, o norte-americano passou Unkrich graças a “Sully – O Herói do Hudson”, seu mais novo longa, estrelado por Tom Hanks, em cartaz nos Estados Unidos e na Europa. O filme, que conta a história verídica do voo US Airways 1549, quando o piloto Chesley Sullenberger pousou o avião em queda no rio sem perder nenhuma vida, já arrecadou US$ 187 milhões pelo mundo mesmo sem estrear em grandes países, como o Brasil.

  • 18º) Carlos Saldanha

    Arrecadação total: US$ 3,18 bilhões em seis filmes (2002 – 2016)

    Melhor bilheteria: “A Era do Gelo 3” (US$ 886 milhões em 2009)

    Único a não ter nascido em país de língua inglesa, o brasileiro Carlos Saldanha foi responsável pela primeira grande franquia de animação de sucesso da Fox. Hoje uma série de US$ 2,5 bilhões de arrecação, “A Era do Gelo” rendeu US$ 1,3 bilhão nas mãos de Saldanha.

    Além da série pré-histórica, o brasileiro é responsável pela também bem-sucedida franquia “Rio”, que se passa no Rio de Janeiro e na Amazônia, respectivamente, e do não tão famoso “Robôs”, segunda parceria com Chris Wedge, com quem criou “A Era do Gelo”.

  • 17º) Francis Lawrence

    Arrecadação total: US$ 3,20 bilhões em seis filmes (2005 – 2015)

    Melhor bilheteria: “Jogos Vorazes – Em Chamas” (US$ 865 milhões em 2013)

    Alguns dos presentes nesta lista devem parte de seus milhões faturados (na conta bancária e nas bilheterias) a escritores. Caso de Francis Lawrence. Diretor de uma carreira instável em longas, com os fracassos “Constantine” (2005) e “Água Para Elefantes” (2011) e o bem-sucedido “Eu Sou a Lenda” (US$ 585 milhões em 2007), o norte-americano só chegou de verdade ao estrelado quando assumiu o segundo filme da série “Jogos Vorazes”, em 2013.

    Com os três últimos filmes da franquia baseada nos livros de Suzanne Collins, Lawrence movimentou US$ 2,3 bilhões pelo mundo. Uma ressalva a se fazer, no entanto, é que os filmes foram caindo de qualidade, o que refletiu na bilheteria, que, ao contrário de outras franquias de sucesso, viu seus números apresentarem quedas a cada lançamento.

  • 16º) Sam Raimi

    Arrecadação total: US$ 3,30 bilhões em 14 filmes (1981 – 2013)

    Melhor bilheteria: “Homem-Aranha 3” (US$ 890 milhões em 2007)

    Se Lawrence deve sua participação a Katniss Everdeen, interpretada por Jennifer Lawrence, Sam Raimi tem muito a agradecer a Peter Parker e seu Homem-Aranha. Antes conhecido por filmes de terror excêntricos, como “A Morte do Demônio” (1981), que hoje ganharam o status cult, o norte-americano não tinha conseguido arrecadar mais do US$ 50 milhões nas bilheterias mundiais até assumir o HQ da Marvel em 2002.

    A primeira trilogia do super-herói foi também o primeiro grande sucesso de bilheteria da Marvel. Quando “Homem-Aranha” estreou, filmes de HQ tinham um status diferente: o Batman, que tinha começado tão bem com Tim Burton, já havia virado um fracasso de crítica e público como franquia e “X-Men”, de Bryan Singer, ainda estava começando a se moldar, de forma mais tímida. O longa de Raimi veio com uma arrecadação-bomba de US$ 822 milhões pelo mundo.

    Sucesso que se confirmou com as continuações: somados, os três filmes do Homem-Aranha rodados por Raimi faturaram US$ 2,5 bilhões pelo globo. Apesar dos bons números, o público começou a pedir por mudanças no super-herói, que já passou pela fase de “O Espetacular Homem-Aranha” e agora está na produção de um terceiro ciclo, interpretado por Tom Holland, que assumiu o personagem em “Capitão América: Guerra Civil”, neste ano.

  • 15º) George Lucas

    Arrecadação total: US$ 3,46 bilhões com 6 filmes (1971 – 2005)

    Melhor bilheteria: “Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma” (US$ 1,03 bilhão em 1999)

    George Lucas mudou os rumos do cinema, da ficção científica e até da cultura pop em 1977, quando lançou “Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança”. O longa que narra a saga de Luke Skywalker tornou-se um sucesso instantâneo de crítica (6 Oscar e 10 indicações, incluindo Melhor Filme), mas especialmente de público: arrecadou US$ 775,398 milhões pelo mundo, maior bilheteria da história até então.

    Lucas provavelmente não tinha ideia para onde esta franquia iria levá-lo: com apenas seis longas assinados como diretor, os quatro “Star Wars” não só os colocaram no 15º desta lista como no ranking de bilionários FORBES, depois de vender a marca para a Disney. Hoje, o norte-americano é a 335º maior bilionário do planeta, com uma fortuna estimada em US$ 4,8 bilhões.

    O poder da saga é tão grande que, se ele tivesse dirigido os outros três (respectivamente, episódios V, de 1980, VI, de 1983, e VII, de 2015), estaria em segundo lugar entre os diretores, com uma bilheteria somada de US$ 6,52 bilhões. Só o último, inclusive, tornou-se o terceiro filme a faturar mais de US$ 2 bilhões na história. Este foi o primeiro que ele não assinou nem o roteiro nem a produção.

  • 14º) J. J. Abrams

    Arrecadação total: US$ 3,58 bilhões em cinco filmes (2006 – 2015)

    Melhor bilheteria: “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 2,068 bilhões em 2015)

    Abrams é, sem dúvida, um dos jovens cuja vida foi impactada diretamente por Lucas e suas criações. Fã assumido dos anos 1980, época mais influenciada por George e seu amigo Steven Spielberg, o norte-americano ganhou corpo em Hollywood ao escrever o roteiro do blockbuster ” Armageddon” (1998) e ser um dos criadores das séries “Lost” e “Fringe”.

    Ele estreou a direção no cinema no terceiro longa de “Missão Impossível”, do qual também escreveu o roteiro. Depois, assumiu a volta de “Star Trek”e fez o autoral “Super 8” (2011), homenagem clara aos anos 1980. Mas Abrams não se deu por satisfeito até assumir o lugar de seu ídolo e dirigir, no final do ano passado, “Star Wars: O Despertar da Força”, terceira maior bilheteria da história do cinema.

  • 13º) Gore Verbinski

    Arrecadação total: US$ 3,73 bilhões em nove filmes (1997 – 2013)

    Melhor bilheteria: “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” (US$ 1,06 bilhão em 2006)

    Verbinski estava no lugar certo na hora certa. Quando o norte-americano foi escolhido pela Disney para dirigir a trilogia “Piratas do Caribe”, ele tinha um currículo, no mínimo, curioso: o infantil “O Ratinho Encrenqueiro” (1997), romance “A Mexicana” (2001) e o terror “O Chamado” (2002). Todos tiveram bilheterias razoáveis, mas foi na saga do Capitão Jack Sparrow, interpretado por Johnny Depp, que o seu lugar neste ranking foi garantido. Juntos, o três longas de “Piratas do Caribe” somaram US$ 2,68 bilhões nas bilheterias mundiais.

    Desde então, Verbinski não produziu muita coisa, mas seu último longa, “O Cavaleiro Solitário” (2013), repetição da bem-sucedida trinca com Disney e Johnny Depp, foi um fiasco: arrecadou apenas US$ 260 milhões de um orçamento de US$ 215 milhões.

  • 12º) Roland Emmerich

    Arrecadação total: US$ 3,84 bilhões em 12 filmes (1992 – 2016)

    Melhor bilheteria: “Independence Day” (US$ 817 milhões em 1996)

    Não é Michael Bay, mas Roland Emmerich o rei dos filmes apocalípticos em Hollywood. O norte-americano é responsável por nada menos que “Independence Day” (1996), “Godzilla” (1998), “O Dia Depois de Amanhã” (2004) e “2012” (2009). Sua estratégia é recorrente, quase uma fórmula: muito dinheiro investido em elenco de peso e efeitos especiais cheios de explosões resultam em altas bilheterias.

    Talvez seu maior desapontamento tenha vindo neste ano. Depois de grandes sucesso com resgates de filmes antigos, como “Jurassic World”, que arrecadou US$ 1,6 bilhão no ano passado, a Fox esperava que “Independence Day: O Ressurgimento” fosse um sucesso de nove dígitos e deixou que Emmerich gastasse US$ 165 milhões na produção.

    Mas, aparentemente, explodir a Casa Branca perdeu a força. O longa faturou US$ 390 milhões pelo mundo, com um resultado especialmente fraco nos Estados Unidos (US$ 103 milhões), de onde a produtora tira o dinheiro. Seu maior sucesso continua a ser, de longe, o “Independence Day” original.

  • 11º) Ridley Scott

    Arrecadação total: US$ 3,89 bilhões 24 em filmes (1977 – 2015)

    Melhor bilheteria: “Perdido em Marte” (US$ 630 milhões em 2015)

    Como muitos diretores respeitados dos anos 1980, Ridley Scott só conseguiu bilheterias realmente expressivas a partir dos anos 2000. É preciso considerar dois fatores: a correção monetária, não considerada nesta lista (o que acaba por favorecer os diretores criados neste século), e a falta de registro no mercado internacional (outra vantagem da atualidade). Em “Blade Runner” (1982), seu mais aclamado filme, por exemplo, há registro do faturamento nos Estados (pouco mais de US$ 32 milhões), mas muito pouco do mercado internacional.

    Mas Scott, diferente da maioria de seus pares oitentistas, continuou a produzir bons e populares filmes nas décadas que se seguiram. Sua primeira grande arrecadação (e segunda maior até hoje) veio com “Gladiador” (2000), que ganhou o Oscar de Melhor Filme e rendeu a Scott a segunda indicação a Melhor Direção. A parceria com Russell Crowe deu tão certo que se repetiria mais quatro vezes: “Um Bom Ano” (2006), “O Gângster” (2007), “Rede de Mentiras” (2008) e “Robin Hood” (2010)

    Já o espaço, tema que o deixou mundialmente famoso em 1979 com “Alien”, também traria bons frutos com “Prometheus” (US$ 403 milhões em 2012), que conta a origem do extraterrestre da produção original, e o divertido “Perdido em Marte”, indicado a sete Oscar neste ano.

    Scott gostou tanto de matar a saudade do seu Alien que uma nova sequência do terror de ficção científica está prevista para 2017 sob a sua direção.

  • 10º) Ron Howard

    Arrecadação total: US$ 3,99 bilhões em 24 filmes (1977 – 2016)

    Melhor bilheteria: “O Código da Vinci” (US$ 758 milhões em 2006)

    Ron Howard é a prova derradeira de que diretores podem melhorar com o tempo. Nos anos 1980, o norte-americano ficou conhecido por comédias como “Splash, Uma Sereia em Minha Vida” (1984), que tinham certo sucesso de público, mas em nada acrescentavam ao currículo de alguém que pretende ser levado a sério. O primeiro sucesso de verdade veio em 1995, com “Appolo 13”. Com elenco de peso liderado por Tom Hanks, a história baseada em um caso real ganhou dois Oscar, foi indicada a mais sete (incluindo Melhor Filme) e arrecadou US$ 355 milhões pelo mundo.

    A partir dai, Howard atingiu outro patamar: ainda entre tropeços, fez sucessos de crítica, como “Frost/Nixon” (2008); de público, como “Anjos e Demônios” (2009); e de ambos, caso de “Uma Mente Brilhante”, que ganhou o Oscar de Melhor Filme, rendeu-lhe o de Melhor Direção e ainda arrecadou US$ 313,5 milhões pelo mundo.

    Atualmente, está há quase três semanas nos cinemas com “Inferno”, sua terceira adaptação do escritor Dan Brown e quinto trabalho com Hanks, que já arrecadou US$ 203 milhões pelo mundo.

  • 9º) Tim Burton

    Arrecadação total: US$ 4,06 bilhões em 18 filmes (1985 – 2016)

    Melhor bilheteria: “Alice no País das Maravilhas” (US$ 1,02 bilhão em 2010)

    Embora Burton tenha começado a chamar atenção de verdade com “Os Fantasmas Se Divertem” (1987), que apresenta Beetlejuice, é em “Batman” (1989), seu terceiro filme, que ele faz a grande estreia entre as principais bilheterias. O longa estrelado por Michael Keaton e Jack Nicholson arrecadou US$ 411 milhões internacionalmente.

    O norte-americano, tímido diretor que estava começando a imprimir sua hoje conhecida marca, foi então alçado a um dos grandes sucessos da década. Seu filme seguinte, “Edward Mãos de Tesoura” (1990) não faria tanto sucesso nas bilheterias (US$ 86 milhões), mas marcaria o início de uma parceria de mais de duas décadas com o ator Johnny Depp.

    Parceria esta responsável pelos principais sucessos de Burton nas bilheterias, como “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (US$ 485 milhões em 2005) e “Alice”, e alguns de seus maiores fracassos, como “Ed Woood”, que não arrecadou nem US$ 10 milhões em 1994 (mas ganhou dois Oscar).

    O que fica claro na filmografia do californiano é que, com alta produção, ele consegue equilibrar filmes mais autorais e interessantes, como a biografia de Ed Wood e a animação “Frankenweenie” (2012), e grandes produções, mais ambiciosas e não tão boas, que pagam a conta, caso de “Planeta dos Macacos”, responsável por US$ 362 milhões em 2001.

  • 8º) Chris Columbus

    Arrecadação total: US$ 4,10 bilhões em 15 filmes (1987 – 2015)

    Melhor bilheteria: “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (US$ 974 milhões em 2001)

    Talvez o nome de Chris Columbus não lhe diga muita coisa. Mas, se você cresceu nos anos nos anos 1980/1990, é muito provável que conheça suas obras. Depois de dois grandes fracassos de bilheteria, o norte-americano dirigiu o hoje clássico da “Sessão da Tarde” “Esqueceram de Mim” (1990). Escrito por John Hughes, o longa infantil que alçou Macaulay Culkin ao status de maior astromirim do cinema arrecadou US$ 476 milhões pelo mundo.

    Depois da sequência do longa com Culkin, em 1992, que também foi um sucesso, Columbus foi responsável por outro clássico de comédia infantil dos anos 1990: “Uma Babá Quase Perfeita”. Com Robin Williams travestido da senhora Doubtfire, o longa arrecadou US$ 441 milhões em 1993.

    Dado sucesso entre filmes infatojuvenis, não é de se estranhar que a Warner tenha entregado para ele a responsabilidade de levar ao cinema as duas primeiras versões filmadas da saga “Harry Potter”. Somados, “A Pedra Filosofal” (2001) e “A Câmara Secreta” (2002) arrecadaram US$ 1,85 bilhão pelo mundo.

    Seus últimos filmes, no entanto, foram grandes fracassos: a constrangedora filmagem do musical “Rent” (US$ 31 milhões em 2005), o divertido “Eu Te Amo, Beth Cooper” (US$ 15,5 milhões em 2009) e “Pixels” (2015), que faturou US$ 244 milhões e concorreu a seis Framboesa de Ouro neste ano. Até o fraquíssimo “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” (2010) arrecadou US$ 226 milhões, muito menos do que o esperado, se comparado ao sucesso dos livros de Rick Riordan.

  • 7º) Robert Zemeckis

    Arrecadação total: US$ 4,16 bilhões em 17 filmes (1978 – 2015)

    Melhor bilheteria: “Forrest Gump – O Contador de Histórias” (US$ 677,9 milhões em 1994)

    Depois de um começo tímido no cinema no final dos anos 1970, Zemeckis veio estourar em 1985 com “De Volta Para o Futuro”, produzido por Steven Spielberg. O clássico de ficção científica arrecadou US$ 381 milhões pelo globo, melhor bilheteria do ano. Abençoado por um dos nomes mais influentes de Hollywood, o norte-americano viraria sinônimo de filmes divertidos e ousados tecnologicamente. Além da trilogia, que, somada, faturou US$ 957 milhões, ele também dirigiu, em 1988, o excelente “Uma Cilada Para Roger Rabbit”, um mix de animação e live action.

    Mas foi em 1994 que o diretor atingiu seu principal sucesso de público e crítica. “Forrest Gump – O Contador de Histórias” arrecadou US$ 678 milhões ao redor do planeta e lhe rendeu o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Direção no ano seguinte. Sua parceria com Tom Hanks se repetiria mais duas vezes, entre elas, o também elogiado “Náufrago”, que rendeu ao ator a quinta indicação ao prêmio da Academia e a Zemeckis uma bilheteria global de US$ 430 milhões.

  • 6º) Christopher Nolan

    Arrecadação total: US$ 4,23 bilhões em nove filmes (1998 – 2014)

    Melhor bilheteria: “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (US$ 1,084 bilhão em 2012)

    Se Raimi foi o responsável por alçar as franquias de super-heróis ao status bilionário, Nolan é nome por trás da mudança conceitual do gênero. Até o norte-americano por as mãos no Batman, filmes baseados em HQ não eram levados a sério. “Batman Begins” (2005) já sinalizava esta mudança, mas foi com “O Cavaleiro das Trevas” (2008) que ele atingiu seu auge. O filme que rendeu a Heath Ledger o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante arrecadou mais de US$ 1 bilhão pelo mundo e foi um dos melhores filmes do ano. É, inclusive, frequentemente lembrado nas listas de melhores da década. Em 2012, Nolan entregou o aguardado desfecho da trilogia e conseguiu mais uma vez bater a casa do bilhão com “O Cavaleiro das Trevas Ressurge”.

    Mas engana-se quem acredita que o norte-americano está apoiado apenas no super-herói. Embora seja do Batman suas duas maiores bilheterias, seus dois últimos projetos autorais (e nada fáceis de explicar) também foram muito bem de público: “A Origem” arrecadou US$ 825 milhões em 2010 e ” Interestelar”, US$ 675 milhões em 2014.

    Livre do super-herói, Nolan está atualmente produzindo um drama sobre a Segunda Guerra Mundial, “Dunkirk”, com lançamento previsto para o ano que vem.

  • 5º) David Yates

    Arrecadação total: US$ 4,53 bilhões em seis filmes (2007 – 2016)

    Melhor bilheteria: “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2” (US$ 1,34 bilhão em 2011)

    Difícil dizer se Yates fica mais feliz por ter encontrado a obra de J. K. Rowling ou se a escritora inglesa fica mais feliz que seu conterrâneo tenha, enfim, dado um jeito na saga do bruxinho Harry Potter para o cinema.

    Se olhar apenas para a bilheteria, Yates já estava com o jogo ganho quando assumiu a responsabilidade de dirigir o quinto filme da série, “A Ordem da Fênix” (2007). O inglês, no entanto, não só conseguiu alçar a arrecadação ao inédito patamar de US$ 900 milhões como também trouxe a maturidade necessária para a sequência da saga. Tudo correu tão bem que ele ficou com os três longas seguintes, com recorde no último.

    Neste ano, ele não teve um bom resultado com seu primeiro teste de fogo longe do mundo mágico: “A Lenda de Tarzan” arrecadou US$ 356 milhões pelo mundo. Seria uma boa bilheteria se não tivesse custado US$ 180 milhões para ser feito.

    Nesta quinta-feira (17), no entanto, Yates volta ao mundo de J. K. Rolling com o spinoff “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que já tem a sequência garantida para 2018. Se a parceria continuar a funcionar, é provável que o britânico suba na lista.

  • 4º) Michael Bay

    Arrecadação total: US$ 5,84 bilhões em 12 filmes (1995 – 2016)

    Melhor bilheteria: “Transformers: O Lado Oculto da Lua” (US$ 1,123 bilhão em 2011)

    Michael Bay sempre trabalhou com filmes de alto orçamento e alta arrecadação, como “Armageddon” (1998), “Pearl Harbor” (2001) e “A Ilha” (2005). Em 2007, no entanto, o fascínio do norte-americano por explosões encontrou a vazão perfeita em “Transformers”. Baseado na série de brinquedos fabricadas pela Hasbro, a ficção científica de ação faturou US$ 710 milhões pelo mundo.

    Era só o começo. Desde então, a bilheteria só cresce (à medida que os filmes não têm mais história para contar). Os dois últimos, “O Lado Oculto da Lua” e “A Era da Extinção” (2014), ultrapassaram a marca do US$ 1 bilhão. Para o ano que vem já está previsto o lançamento do quinto título, “O Último Cavaleiro”.

    Não é à toa que o californiano não larga o osso. Somada, a franquia de quatro filmes é responsável por 65% da arrecadação de Bay no cinema.

  • 3º) Peter Jackson

    Arrecadação total: US$ 6,187 bilhões em 11 filmes (1992 – 2014)

    Melhor bilheteria: “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” (US$ 1,119 bilhão em 2003)

    Visto talento de Jackson, seria uma injustiça chamá-lo de “diretor de um projeto só”. No entanto, não há como separar o reconhecimento de público e crítica do neo-zelandês das histórias da Terra Média de J. R. R. Tolkien.

    Com estreia local no final dos anos 1980, Jackson começou a chamar atenção de Hollywood em “Almas Gêmeas” (1994), filme que revelou Kate Winslet e rendeu a ele a primeira indicação ao Oscar, por Melhor Roteiro Original. Cinco anos depois, assumiu a adaptação de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel”. Lançado em 2001 com o orçamento modesto de US$ 93 milhões, o longa arrecadou US$ 871 milhões ao redor do mundo, ganhou quatro Oscar de 13 indicações no total, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado para Jackson.

    A trilogia se sucedeu como sucesso absoluto de público e crítica e viu o auge no terceiro capítulo, “O Retorno do Rei”, que, sozinho, ganhou 11 estatuetas da Academia. Ao todo, os números da franquia impressionam: são US$ 2,57 bilhões de arrecadação e 30 indicações ao Oscar com 17 vitórias.

    Depois de fazer o bem-sucedido “King Kong” (2005) e o incompreendido “Um Olhar do Paraíso” (2009), Jackson voltou à saga de Tolkien para contar a história que antecede “O Senhor dos Anéis”. A trilogia d’O Hobbit” não teve o mesmo sucesso com a Academia, mas arrecadou ainda mais nas bilheterias: um total de US$ 2,93 bilhões.

    Em dezembro, o neo-zelandês volta às telonas com a sequência da animação “As Aventuras de Tintim” (2010), de Steven Spielberg.

  • 2º) James Cameron

    Arrecadação total: US$ 6,21 bilhões em 10 filmes (1981 – 2009)

    Melhor bilheteria: “Avatar” (US$ 2,787 bilhões em 2009)

    Cameron é, provavelmente, o caso mais emblemático da lista. Com apenas 10 estreias nos cinemas mundial, o diretor canadense apoia sua participação neste ranking em duas grandes produções. Mas, veja, não são quaisquer produções, são as duas maiores bilheterias da história do cinema: “Titanic” (US$ 2,186 bilhões em 1997) e “Avatar” (US$ 2,787 bilhões em 2009), os únicos filmes a ultrapassarem a marca dos US$ 2 bilhões até o lançamento do último “Star Wars”, no final do ano passado, os quais, sozinhos, lhe garantiriam o quinto lugar.

    Mas Cameron tem outras grandes contribuições ao cinema que não os dois superblockbusters. Antes de dirigir “Titanic”, o canadense era conhecido por seus dois “O Exterminador do Futuro”, que, juntos, arrecadaram quase US$ 600 milhões pelo mundo. Agora, ele tem ainda programado mais quatro filmes de “Avatar” programados para dirigir até 2023. Se o sucesso continuar, mesmo que em parte, talvez Cameron chegue finalmente ao topo.

  • 1º) Steven Spielberg

    Arrecadação total: US$ 9,81 bilhões em 29 filmes (1974 – 2016)

    Melhor bilheteria: “Jurassic Park – Parque dos Dinossauros” (US$ 1,029 bilhão em 1993)

    Ninguém pode com Steven Spielberg. Um dos responsáveis pela reinvenção do cinema nos anos 1970, o norte-americano é um fenômeno em quase todos os filmes que dirige (e produz). Depois de uma série de curtas e filmes para a TV, houve um início tímido com o divertido “A Louca Escapada” (1974). Em seu filme seguinte, no entanto, ele estabeleceria um novo patamar de arrecadação: “Tubarão” (1975) faturou mais de US$ 470 milhões ao redor do mundo e inaugurou o conceito “blockbuster”.

    O seguinte, “Contatos Imediatos de 3º Grau” (1977), foi mais um arrasa-quarteirão, com US$ 303 milhões pelo mundo. Sua força em Hollywood estava só ganhando corpo. Em 1981, estreou “Os Caçadores da Arca Perdida” (US$ 389 milhões) quando já filmava seu projeto de 1982: “E.T. – O Extraterrestre”. A ficção científica infantil tornaria-se a maior arrecadação global até então, com US$ 792,910 milhões, recorde que antes pertencia ao amigo George Lucas e seu “Star Wars”.

    Hoje, fica claro que Spielberg tem a carreira mais sólida de Hollywood. Reconhecido pela crítica e pelos colegas, com dois Oscar de Melhor Diretor, é também o queridinho do público com impressionantes US$ 9,81 bilhões em bilheteria pelo globo distribuídos ao longo de cinco décadas, que lhe renderam, além do topo desta lista, a participação no ranking de bilionários FORBES, com fortuna estimada em US$ 3,7 bilhões.

    Atualmente em cartaz com “O Gigante Amigo”, este número não deve crescer tanto por causa do baixo rendimento do longa infantil. Mas só por este ano. Ele já tem cinco filmes em produção e anunciados como diretor, entre eles “Indiana Jones 5”, previsto para 2019.

20º) Lee Unkrich

Arrecadação total: US$ 3,08 bilhões em quatro filmes (1999 – 2010)

Melhor bilheteria: “Toy Story 3” (US$ 1,06 bilhão em 2010)

Um dos grandes nomes da Pixar hoje, o norte-americano começou a carreira de longas na animação em “Toy Story 2” (1999), que dirigiu junto a John Lasseter, responsável pelo primeiro. A produção arrecadou quase US$ 500 milhões pelo mundo.

A partir dai, a carreira teve uma ascendente. Seu segundo filme, “Monstros S.A.” (2001), que dirigiu com dois parceiros, arrecadou US$ 577 milhões. Dois anos depois, fez ao lado de Andrew Stanton (outro fenômeno da animação, responsável por “Wall E”) um dos maiores sucessos da produtora: “Procurando Nemo”, que movimentou US$ 940 milhões pelo planeta.

Mas foi em 2010, em seu primeiro voo solo, que Unkrich conquistou uma estatueta da Academia e atingiu a cobiçada marca dos nove dígitos: “Toy Story 3” arrecadou mais de US$ 1 bilhão pelo globo, ganhou dois Oscar (Melhor Animação e Melhor Canção), além de ser indicado a Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.

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