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Conheça os brasileiros que driblaram a aposentadoria

Inspirada nas discussões sobre a idade de aposentadoria no país, FORBES homenageia pessoas dos mais variados ramos de atividade que permanecem ativas, saudáveis e relevantes aos 70, 80, 90 anos.

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Gente como Abilio Diniz, Roberto Carlos, Drauzio Varella e tantos outros que são um exemplo de vida e de amor ao trabalho.

  • Setor privado

    Abilio Diniz

    Quinta-feira, 18 de maio, 10h40. Diante de imensos monitores e protegido por uma grossa parede de vidro, Abilio Diniz observa os índices das bolsas de valores em meio ao terremoto iniciado na véspera com a divulgação das acusações de Joesley Batista, dono da JBS, envolvendo, entre outros, o presidente da República, Michel Temer. Dezenove minutos antes, quando o Ibovespa registrava queda de 10,47%, foi acionado o circuit breaker, mecanismo de proteção usado em momentos críticos do mercado de ações. As negociações ficariam suspensas por 30 minutos.

    Abilio sai da sala e dirige-se à equipe de FORBES para a sessão de fotos e a entrevista. Esperava encontrá-lo tenso ou mesmo furioso pelas perdas que registrava naquela manhã por culpa do concorrente (ele é, entre outras coisas, presidente do Conselho de Administração da BRF). Mas fui recebido, na sede da Península Participações (fundada pelo empresário em 2006), por um homem de olhar sereno, fala mansa e sorriso no rosto.

    “Demorei para atender vocês porque eu estava ao lado da mesa, vocês viram. O pessoal já estava aqui desde as 5h da manhã – eram 10h na França. Os mercados travaram, todas as ações brasileiras caíram mais de 10%, o dólar disparou…”, conta, placidamente. A palavra que mais disse desde o início da hecatombe – e que repetiu várias vezes nesta entrevista – foi “calma”.

    Leia a reportagem completa em: Abilio Diniz: “O Brasil não pode parar”

  • Jornalismo

    Alexandre Garcia

    Aos 76 anos, o gaúcho Alexandre Garcia inicia o dia dos brasileiros com suas análises políticas no Bom Dia Brasil, posicionando-se como um dos principais formadores de opinião do país. Na Globonews, conduz um programa de debates sobre grandes temas nacionais. Seu trabalho não se resume à televisão, apresentando-se diariamente nas rádios. Mantém contas ativas e com centenas de milhares de seguidores no Facebook e no Twitter, onde publica suas opiniões sobre diversos temas e divulga suas atividades nas (poucas) horas vagas.

  • Televisão

    Ana Maria Braga

    Há 25 anos, Ana Maria Braga, 68, comanda programas de receitas culinárias e de dicas de organização do lar na televisão brasileira. Atualmente apresenta o matutino Mais Você, na Globo. Formada em biologia e jornalismo, já foi repórter e editora-chefe da revista Claudia. Trabalhando até 18 horas por dia, ela é ativa nas redes sociais, publica uma coluna no jornal Extra e edita a revista A, criada por ela. Ana Maria também tem 13 milhões de livros vendidos.

  • Artes cênicas

    Bibi Ferreira

    Chegar aos 76 anos trabalhando já é algo admirável. E o que dizer de chegar aos 76 anos de tempo de serviço? Pois a atriz e cantora Bibi Ferreira, 95, conseguiu. Filha do ator Procópio Ferreira e da bailarina espanhola Aída Izquierdo, iniciou a carreira no teatro aos 19 anos, em 1941. Atualmente está em cartaz com o musical 4X Bibi. Sua fórmula: disciplina e respeito aos compromissos.

  • Jornalismo

    Caco Barcellos

    O gaúcho Caco Barcelos, 67, já foi taxista e hoje é um dos mais famosos jornalistas investigativos do país, com grandes reportagens sobre injustiça social e violência. O crime organizado e o tráfico de drogas são temas dos seus livros mais consagrados: Rota 66 e Abusado, O Dono do Morro Dona Marta. Com passagens por Globo Repórter, Fantástico e Jornal Nacional, está há 11 anos no ar como apresentador do Profissão Repórter, também da Globo. Frequentemente está envolvido em palestras e em contato com estudantes. Ele conta que aos 12 anos já gostava de ouvir e contar histórias, e encontrou no jornalismo um meio de se expressar.

  • Música

    Caetano Veloso

    Eleito em 2016 como o artista mais completo do país pelo júri de críticos e profissionais da música formado pela Billboard Brasil, Caetano Veloso continua, aos 74 anos, o mesmo artista inquieto que sacudiu os anos 1960. Logo depois de uma trilogia de álbuns roqueiros, saiu em turnê com Gilberto Gil para comemorar os 50 anos de carreira dos dois, dividiu o palco com a sambista Teresa Cristina em 2017 e tem agenda lotada pelo mundo, especialmente na Europa.

  • Saúde e ação social

    Drauzio Varella

    Consultas, palestras, entrevistas, pesquisas, trabalho voluntário, programas de TV, canal no YouTube, site, aplicativos, livros, maratonas… A rotina do dr. Drauzio Varella, 74 anos, oncologista formado pela USP, é assombrosa.

    Até recentemente, depois de 20 maratonas e antes de lesionar o pé esquerdo treinando, ainda achava tempo para subir escadas –
    poder subir escadas é o objeto de desejo de muita gente quando pensa em velhice. No caso do dr. Drauzio, a tarefa tinha um grau maior de dificuldade: duas vezes por semana, ele subia os 16 andares do prédio onde mora dez vezes seguidas! Descia pelo elevador “para não forçar o joelho”.

    É um dos fundadores do Curso Objetivo, onde deu aulas (depois daria aulas em faculdades e instituições do Brasil e do exterior), e por 20 anos dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer, em São Paulo. Foi um dos pioneiros no estudo e na conscientização da população sobre os perigos da aids. Como parte de suas pesquisas, entre 1989 e 2002 frequentou como médico voluntário a Casa de Detenção do Carandiru, de onde tirou inspiração e informações para escrever o premiado Estação Carandiru.

    Em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Universidade Paulista (Unip), dirige um projeto de prospecção de plantas brasileiras para testes em tumores e bactérias resistentes a antibióticos.

    No dia 13 de maio de 2017, lançou Prisioneiras, 15º livro, ao qual dedicou dois anos de trabalho e no qual relata sua experiência na Penitenciária Feminina de São Paulo, onde também atua como voluntário. Conta que aprendeu a escrever “em qualquer lugar”, como durante os voos e nas salas de embarque durante os bate-voltas que é obrigado a fazer, entre “vozes esganiçadas e choros de bebê”.

  • Televisão

    Faustão

    Quando estreou no rádio aos 14 anos em uma emissora de Araras, no interior de São Paulo, Fausto Silva, 67, não imaginava que chegaria a ser um dos principais nomes da televisão brasileira. E vai continuar sendo por mais alguns anos, pois seu contrato com a Rede Globo vai até 2021 no Domingão do Faustão, programa que comanda desde 1989. Especula-se que tenha um dos maiores salários da televisão – pelo menos R$ 5 milhões mensais, graças à gorda porcentagem que recebe dos merchandisings exibidos em seu programa.

  • Artes cênicas

    Fernanda Montenegro

    As ofertas de trabalho não param. Nos últimos anos, participou de minisséries exibidas pela TV Globo, como Mister Brau (2016). Pouco antes, em 2013, ganhou um Emmy Internacional pelo papel de Dona Picucha no especial de fim de ano Doce Mãe. Aos 87 anos, a atriz vai retornar às telenovelas no segundo semestre com O Outro Lado do Paraíso, de Walcyr Carrasco, seu retorno à faixa das 21 horas. Vai fazer par romântico com Lima Duarte.

  • Setor público e entidades sem fins lucrativos

    Fernando Henrique Cardoso

    A entrega da faixa presidencial ao sucessor poderia ter marcado o início da aposentadoria de Fernando Henrique Cardoso (FHC), 86. Mas ele optou por continuar na ativa. Presidente de honra do PSDB desde 2001, FHC mantém sua influência no partido. Conduz inúmeras palestras e seminários no Brasil e no exterior, muitas delas sobre os rumos do Brasil e da América Latina. Conduz a Fundação FHC. Nos últimos anos, lançou Diários da Presidência, uma coletânea com três volumes sobre o tempo em que chefiou o país. Completa a agenda concedendo entrevistas a jornais, sites e revistas.

  • Música

    Gal Costa

    Uma das vozes mais impressionantes da MPB em todos os tempos. Isso era dito sobre Gal Costa nos anos 1970, mas também se aplica aos dias de hoje. Aos 71 anos, ela segura o pique durante os shows e mostra que não tem medo de arriscar no estúdio. Seu penúltimo disco, Recanto, de 2011, é uma experimentação eletrônica, enquanto o mais recente, Estratosférica, de 2015, reúne jovens compositores em torno de uma sonoridade mais roqueira. Ainda em 2017, lança DVD para comemorar suas cinco décadas de carreira.

  • Setor público e entidades sem fins lucrativos

    Guilherme Afif Domingos

    Presidente-executivo do Sebrae nacional, Afif, 73 anos, dedica-se em tempo integral ao trabalho. De segunda e sexta, despacha em São Paulo; terça, quarta e quinta, em Brasília ou em qualquer ponto do país. “A demanda é muito grande e muito dinâmica. Tenho de estar sempre à disposição”, conta. Chega ao Sebrae às 10h e não sai antes das 21h.

    “Trabalho árduo, mas faço com satisfação. Tenho uma dedicatória da Cora Coralina que diz ‘O ser humano só é totalmente feliz quando faz do seu trabalho o lazer da sua vida’.”

    Para “não enferrujar”, como ele diz, exercita-se pelo menos duas vezes por semana com um personal trainer. Mas, para “carregar a bateria”, vai para sua casa em Serra Negra. “Montanha tem energia”, afirma. O município fica ao norte de São Paulo e é cercado pela Serra da Mantiqueira. “Gosto de me divertir com meus brinquedinhos. Tenho uns veículos off-road que me permitem passear pelas estradas de terra, com umas fazendas lindas, muito café… Se não passo um fim de semana lá, fico com a bateria arriada na segunda-feira”, conta.

    Ao se formar em administração de empresas em 1967, Afif assumiu a administração da Indiana Seguros, fundada pelo avô em 1945 e vendida em 2007. Em 1986, foi eleito para a Assembleia Nacional Constituinte. Em 1989, candidatou-se à Presidência (ficou em sexto lugar). Em 1990, ao Senado. “Não ganhei e voltei para minha empresa.” O trabalho de Afif como político e empresário resultou em projetos como o Simples (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos), que beneficia pequenos empresários, e o MEI (Microempreendedor Individual), que regulariza as atividades dos trabalhadores informais.

  • Setor público e entidades sem fins lucrativos

    Henrique Meirelles

    Nascido em Anápolis (GO), o ministro da Fazenda, hoje com 71 anos, formou-se em Engenharia Civil na Escola Politécnica da USP em 1972. Começou sua carreira em 1974 no BankBoston, onde trabalhou 28 anos e chegou a presidente mundial. Em 2002, foi eleito deputado federal, cargo do qual abriu mão para comandar o Banco Central. Foi presidente do BC de janeiro de 2003 a novembro de 2010. Em 2012, Meirelles passou a comandar os negócios do grupo J&F. Em 2015, comandou projeto para transformar o Banco Original, uma das empresas da holding J&F, em 100% digital, sem agências e com todos os serviços oferecidos pelo site.

  • Jornalismo

    Heródoto Barbeiro

    Com sua imagem ainda muito associada à TV Cultura, onde ficou por quase 20 anos, e sua voz ligada à CBN, o jornalista, historiador e advogado Heródoto Barbeiro, 71, hoje apresenta o principal jornal da Record News, com transmissão simultânea pelo portal R7, no qual expressa opiniões sobre política, economia e cultura. No R7, está à frente do programa musical Talentos, exibido diariamente. Também se dedica à escrita, mantendo um blog de variedades e assinando artigos de jornais e revistas. Publicou livros sobre vários temas, como história, media training, jornalismo e budismo, do qual é adepto.

  • Música

    Isaac Karabtchevsky

    Ele já regeu a Orquestra Tonkünstler, na Áustria, e a Orchestre National des Pays de la Loire, da França. Aos 82 anos, está à frente da Orquestra Petrobras Sinfônica (desde 2004) e da Orquestra Sinfônica de Heliópolis (desde 2011), mantida pelo Instituto Bacarelli (onde também é diretor artístico). Além disso, o maestro também responde pela programação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

  • Artes plásticas, fotografia e arquitetura

    Jaime Lerner

    Apesar de ter em sua alçada um instituto e um escritório de arquitetura, Jaime Lerner, de 79 anos, não para. Foi contratado pela gestão Doria para revitalizar o Centro de São Paulo e tratar de assuntos cruciais para o paulistano: mobilidade urbana, habitação e paisagismo. Foi prefeito de Curitiba três vezes e governador do Paraná por dois mandatos consecutivos (1995-2003). Enfrentou acusações de improbidade, mas prevalece, no Brasil e no exterior, sua fama de urbanista visionário.

  • Setor privado

    Jayme Garfinkel

    Quando se formou em engenharia civil, em 1970, na Universidade de São Paulo, ele foi trabalhar na área. Mas não ficou feliz. “Aí fui para seguros. Gostei. Comecei a estimular meu pai, que era diretor de uma empresa de seguros, a termos uma companhia nossa”, conta. A ideia era que fosse uma empresa pequena, para seguros de automóveis. O pai, Abrahão Garfinkel, já falecido, topou e comprou o controle da Porto Seguro em 1972.

    Assim, Jayme Garfinkel conta como ajudou a construir uma das maiores seguradoras do país, com 15 mil funcionários e 128 sucursais e escritórios regionais. Em 2016, o lucro líquido foi de R$ 923 milhões. “Nunca imaginei que a Porto chegaria a esse tamanho. Mas imagino que chegou porque a gente se cercou de pessoas legais, muito dedicadas. Guardo a imagem da Porto não como poderosa, mas uma companhia de pessoas felizes.”

    Hoje, aos 71 anos, ele é presidente do Conselho de Administração da Porto Seguro S.A. Diz que sempre gostou de trabalhar e mantém o hábito de levar trabalho para casa. “Na companhia não consigo ler um jornal, um relatório. Preciso ler em casa.” Por outro lado, nunca deixou de fazer coisas de que gosta, como praticar esportes e dançar. “Dá para trabalhar e fazer tudo ao seu tempo.”

    Atualmente, o empresário tem a agenda um pouco mais livre. “De manhã, me dedico a fazer bem para o meu corpo, com ginástica. Quando termino, vou para meus compromissos, normalmente para a companhia. Tenho uma certa rotina, atendo corretores e funcionários e participo de reuniões.”

    Para relaxar, Garfinkel gosta de andar de bicicleta, ler, escrever (para si mesmo) e está aprendendo a tocar acordeon. “É um desafio novo. Larguei o instrumento quando cheguei à adolescência e agora resolvi voltar a tocar.” Seu companheiro no conservatório de música é o neto de 6 anos, que tem aulas de teclado. Outra pessoa que ocupa lugar de destaque na rotina do empresário é a mãe, Rosa Garfinkel, com 101 anos. “Tenho prazer de estar com ela sempre que dá.” Aposentadoria não está nos planos. Em dezembro de 2016, Garfinkel estendeu por dois anos sua atuação à frente do Conselho. Pelas regras, o presidente não poderia ter mais de 70 anos. “Enquanto eu for útil para a Porto Seguro, quero ajudar. Sendo útil, me sinto bem.”

  • Setor privado

    Jorge Paulo Lemann

    Aos 77 anos, ele encabeça a lista dos 43 brasileiros mais ricos do mundo do ranking FORBES, com US$ 29,3 bilhões. Formado em economia por Harvard em 1961, é sócio da 3G Capital, com participações na AB InBev, Burger King e Kraft Heinz. Lemann acorda às 5h30 e dorme antes das 22h. Tem hábitos simples e não esbanja dinheiro. No dia a dia no escritório em São Paulo, veste camisa branca de manga curta, calça azul de sarja e sapatos de camurça. Não frequenta eventos sociais e vai pouco a restaurantes. A primeira vez que apareceu na lista de FORBES, com US$ 1,1 bi, foi em 2004, ano da fusão da Ambev com a cervejaria belga Interbrew, que resultou na holding InBev. É o homem mais rico do Brasil desde 2013.

  • Setor privado

    José Galló

    O diretor presidente das Lojas Renner usa crachá e almoça ao lado dos funcionários no restaurante interno da sede, em Porto Alegre. Com mais de 400 operações, entre lojas da Renner, da Camicado e YouCom, a empresa registrou faturamento bruto de R$ 8,5 bilhões em 2016. Formado em administração de empresas, Galló, 65, começou na Renner aos 40 anos, em 1991, como consultor. O local onde dá expediente todos os dias, a partir das 8h, é decorado com plantas, porta-retratos com fotos do filho e da neta. Sua rotina inclui visitas externas semanais às suas lojas – e às concorrentes.

  • Artes cênicas

    Juca de Oliveira

    Os personagens marcantes de Juca de Oliveira, 82, acumulam-se no teatro e na televisão desde 1969, quando conquistou o país como protagonista da novela Nino, o Italianinho (TV Tupi). O ator, no entanto, não esconde a preferência pelos palcos. Nos últimos anos, esteve em cartaz pelo país com a peça shakespeariana Rei Lear, em que interpretou todos os personagens. Nesse período, não deixou a televisão de lado – esteve presente nas novelas Flor do Caribe e Além do Tempo. No segundo semestre, estará no elenco de O Outro Lado do Paraíso, da Globo.

  • Setor privado

    José Isaac Peres

    Em 1963, o jovem José Isaac Peres, aos 22 anos, não imaginava que a combinação de determinação, trabalho árduo e uma visão de longo prazo lhe propiciariam um patrimônio suficiente para figurar na lista de bilionários de FORBES – avaliado em US$ 1,29 bilhão. Hoje, aos 76 anos, é uma referência no mercado imobiliário no Brasil graças ao comando da Multiplan, empresa fundada por ele nos anos 1970 e que administra 18 shopping centers pelo país, entre os quais o BarraShopping, no Rio de Janeiro.

  • Setor privado

    Liliana Aufiero

    Quebrar paradigmas é a marca registrada na vida da presidente da Lupo, Liliana Aufiero, 71. Ela foi a primeira mulher a ingressar na faculdade de engenharia de São Carlos (SP), em 1967. Com uma carreira estabelecida em São Paulo, retornou à cidade natal, Araraquara, para resolver os problemas administrativos da empresa fundada por seu avô, até se tornar a primeira mulher a comandar a companhia, em 1993. Recuperou as finanças da empresa e reconduziu-a ao crescimento.

  • Artes cênicas

    Lima Duarte

    Presente no primeiro programa da televisão brasileira e também na primeira novela – Sua Vida me Pertence (1951) –, na TV Tupi, Lima Duarte, 87, não cogita parar de trabalhar. Seu nome (que na verdade é Ariclenes Venâncio Martins) está confirmado para a próxima novela das 9, na Globo. Sua vida é repleta de “causos” e curiosidades. Filho de pai boiadeiro e mãe circense, aos 15 anos partiu do pequeno distrito em Minas Gerais onde morava rumo a São Paulo – de carona em um caminhão de manga. Ao chegar, foi trabalhar no Mercado Municipal. Antes de estourar como Zeca Diabo e Sinhozinho Malta, fez dublagens – como as dos personagens de desenho animado Wally Gator e Manda-Chuva.

  • Jornalismo

    Lucas Mendes

    O sonho de se tornar diplomata levou Lucas Mendes, 73, ao jornalismo na década de 1960, nas revistas Fatos & Fotos e Manchete, da Bloch Editores. Foi no jornalismo, e não na diplomacia, que ele começou a rodar o mundo. Depois de ganhar uma bolsa de estudos para jornalistas profissionais no World Press Institute, tornou-se correspondente da Bloch em Nova York.

    Seu currículo é extenso e inclui a cobertura de alguns eventos históricos. Entre eles, o caso Watergate e a consequente renúncia de Richard Nixon da Presidência dos Estados Unidos, a posse de Ronald Reagan na Casa Branca e a entrevista com Robert Gallo, cientista que decodificou o vírus da aids.

    Há 24 anos comanda o Manhattan Connection, programa dominical que debate assuntos internacionais, transmitido pelo canal por assinatura Globonews. “Gravamos o programa na sexta-feira e em seguida já iniciamos a elaboração da pauta da próxima edição”, conta Mendes. A preparação de uma edição do Manhattan Connection ocupa a semana inteira, com a discussão de notícias importantes até a pesquisa e elaboração do roteiro.

    Com o programa prestes a completar 25 anos, Mendes planeja continuar com a mesma rotina das duas últimas décadas e meia. Afirma que gostaria de transmitir seus comentários direto do local onde os eventos acontecem, mas o formato atual do programa pede que ele fique na bancada. “Nas eleições francesas, eu poderia fazer um comentário com uma gravação em Paris”, exemplifica.

  • Setor privado

    Luís Norberto Pascoal

    Aos 70 anos, ele já ficou oito anos aposentado. Mas retomou ao batente, na presidência da rede de serviços automotivos DPaschoal (fundada por seu pai, Donato), em janeiro deste ano. Fez isso por discordar da gestão de redução de custos implantada por seus antecessores. O estilo administrativo de Norberto é diferente, preferindo o aumento da produtividade por meio da implantação de softwares de sistemas de gestão. O empresário também se preocupa com a qualidade da educação, participando de associações que visam a melhoria do ensino no país.

  • Setor privado

    Luiza Trajano

    Aos 12 anos, Luiza Helena Trajano aproveitava as férias escolares para ficar no balcão da loja da família. Hoje, aos 65 anos, é presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza. Formada em direito e administração de empresas, foi a responsável pelo salto de inovação e crescimento que colocou a rede varejista entre as maiores do Brasil. A empresária começou a trabalhar aos 18 anos e passou por todos os departamentos da companhia. Em 1991, assumiu o comando da rede, com cerca de 23 mil funcionários e quase 800 lojas.

  • Setor privado

    Luiz Carlos Trabuco

    Ele começou a trabalhar no Bradesco aos 18 anos, em 1969, como escriturário. Até chegar à presidência, quatro décadas depois, passou por diversos cargos. Em 1984, foi nomeado diretor departamental. Em 1998, diretor executivo gerente. Um ano depois, chegou a diretor vice-presidente executivo. Em 2003, assumiu a direção da Bradesco Seguros, onde permaneceu até ser designado para a presidência do banco, em 2009. A passagem pela Bradesco Seguros alavancou a carreira de Trabuco porque seu desempenho na função foi muito positivo. Durante os seis anos de sua gestão, a Bradesco Seguros mais que dobrou de tamanho, passando de R$ 32 bilhões em ativos para R$ 78 bilhões. A participação da Bradesco Seguros no resultado do grupo passou de 26% para 35%.

    Luiz Carlos Trabuco Cappi nasceu em Marília, interior de São Paulo. É o quarto presidente do Bradesco desde sua criação, por Amador Aguiar, em 1943. É um homem sóbrio, que quase nunca concede entrevistas. Passa 12 horas por dia trabalhando.

    Graduou-se pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Paulo, com pós em sociopsicologia na Fundação Escola de Sociologia e Política. No primeiro trimestre de 2017, o Bradesco registrou lucro líquido de R$ 4,648 bilhões, com aumento de 13% em relação ao primeiro trimestre de 2016. A rede de atendimento conta com mais de 5 mil agências e cerca de 106.600 funcionários. Aos 65 de idade, Trabuco conduz um gigante.

  • Setor privado

    Nevaldo Rocha

    Aos 88 anos e com um patrimônio que o coloca na lista FORBES de bilionários, o fundador e presidente do Grupo Guararapes (que inclui duas fábricas de roupas, as Lojas Riachuelo, a Midway Financeira e o shopping Midway Mall) não dá sinais de cansaço. Pelo contrário, vai à fábrica de Natal (RN) todos os dias vistoriar a produção e administrar a companhia. “O Brasil é como uma carruagem – há aqueles que só fazem peso e há aqueles que puxam a carruagem adiante com sua força de trabalho e seu empreendedorismo”, diz ele – que começou a “puxar a carruagem” aos 12 anos de idade e nunca mais parou.

  • Música

    Ney Matogrosso

    Mais uma edição do festival Rock in Rio se aproxima e, apesar de tantos nomes internacionais como The Who, Lady Gaga e Aerosmith confirmados, um dos shows mais esperados é de um brasileiro. Ney Matogrosso, aos 75 anos, vai se juntar à banda Nação Zumbi para cantar o repertório clássico dos Secos & Molhados. O ensaio da nova versão da faixa Fala, que fechava o disco de estreia do grupo, de 1973, foi divulgado na internet em maio e reforçou a expectativa pelo show de setembro.

  • Artes plásticas, fotografia e arquitetura

    Maria Bonomi

    Sua arte já percorreu o mundo. Em 2016 realizou exposição individual na Suíça e participou de mostras em Seul e Pequim. Atualmente, aos 81 anos, expôs série de gravuras inéditas na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, em São Paulo. É membro do conselho administrativo da Fundação Bunge, focada em contribuir para o desenvolvimento sustentável através de ações que valorizem a ciência, educação e conservação da natureza. Multitalentosa, suas criações variam entre xilogravuras, desenhos, pinturas, litografias, calcografias, instalações e publicações editoriais – em 1964 ilustrou a obra Ou Isto ou Aquilo, de Cecília Meireles.

  • Jornalismo

    Maria Lydia

    A jornalista Maria Lydia Flândoli, 73, tem mais de 20 anos de casa na TV Gazeta. Atualmente, comanda o quadro de entrevistas do principal telejornal da emissora paulistana, onde fica cara a cara com as principais figuras do conturbado cenário político nacional. Já atuou nas rádios Jovem Pan, Record, CBN e Bandeirantes e fez participações especiais no Programa do Jô, na Rede Globo.

  • Saúde e ação social

    Mayana Zatz

    A bióloga molecular e geneticista é professora titular de genética da Universidade de São Paulo, fundadora da Associação Brasileira de Distrofia Muscular e coordenadora do Centro de Genoma Humano, também da USP. Aos 69 anos, Mayana é movida pela disposição em dar continuidade às pesquisas sobre as doenças musculares hereditárias progressivas e sonha, um dia, encontrar um tratamento para o mal. Com uma rotina atribulada para acomodar tantas funções, conta que, muitas vezes, precisou abrir mão dos momentos de lazer. “Fazer pesquisa é algo tão divertido que acaba sendo o meu passatempo.”

  • Artes plásticas, fotografia e arquitetura

    Paulo Bruscky

    O influente artista pernambucano de 67 anos está tendo um ano agitado. É um dos quatro brasileiros a marcar presença na 57ª Bienal de Veneza, um dos eventos mais importantes do circuito de artes. Tem suas obras expostas em alguns dos mais renomados museus do mundo, como o Centre Pompidou (França), Tate Modern (Inglaterra), MoMA (EUA) e Museu d’Art Contemporani de Barcelona (Espanha).

  • Artes plásticas, fotografia e arquitetura

    Paulo Mendes da Rocha

    Ele acumula alguns dos mais importantes prêmios de sua arte – como o Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura. Em fevereiro de 2017 ganhou a Royal Gold Medal do Riba (Royal Institute of British Architects), prêmio que reconhece sua influência na arquitetura mundial. O MuBE (Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia), em São Paulo, abriga a exposição Pedra no Céu em sua homenagem (foi Paulo quem projetou o museu). Aos 88 anos, assina o projeto de 30 mil metros quadrados do Sesc 24 de Maio, em São Paulo, com inauguração prevista para o segundo semestre deste ano.

  • Setor privado

    Renato Alves

    Renato Alves Vale, 69, é presidente do Grupo CCR, uma das maiores empresas mundiais de infraestrutura e transportes, com mais de 12 mil funcionários. Formado em engenharia civil pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele conduz a CCR desde 1999. A companhia administra 3.265 quilômetros de estradas em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Mato Grosso do Sul. Está presente no segmento de transporte de passageiros, com a operação de linhas de metrô na capital paulista e em Salvador, barcas no Rio de Janeiro e participação nas concessionárias dos aeroportos internacionais de Quito (Equador), San José (Costa Rica) e Curaçao.

  • Música

    Roberto Carlos

    Se contarmos a fase com a banda The Sputniks, a partir de 1957, somamos, em 2017, 60 anos de carreira do fenômeno Roberto Carlos.

    Depois disso, como cantor solo, ele se tornou a figura principal da Jovem Guarda, um dos movimentos culturais mais importantes do país, transitou pela black music, pela música romântica e até hoje é personagem obrigatório em todo Natal.

    Roberto Carlos mostra-se relevante – e ativo – aos 76 anos. Em 2011, idealizou e criou a Emoções Incorporadora, que prometeu investir mais de R$ 1 bilhão no mercado imobiliário e hoje conta com seis empreendimentos. Foi um dos primeiros nomes a investir no ramo de cruzeiros temáticos no Brasil, em 2005, e vai para a 13ª edição da viagem em 2018 – em 2017, o evento foi trocado por cinco dias num resort da Bahia por causa da alta do dólar. Para o próximo cruzeiro, que está confirmado para janeiro, já há suítes esgotadas e lista de espera.

    Na música, Roberto Carlos lançou em janeiro Chegaste, em parceria com a norte-americana Jennifer Lopez – a canção ainda ostenta ótimas colocações nos rankings, tendo sido a terceira música pop mais executada em rádios de todo o país. Em 2015, a plataforma de streaming Spotify divulgou que Roberto era o artista brasileiro mais ouvido no exterior, seguido de nomes como Michel Teló (no auge de Ai Se Eu Te Pego), Natiruts (reggae, com forte apelo entre o público jovem) e Tom Jobim. Por todos esses motivos, ele mantém a coroa de Rei da música brasileira.

  • Setor público e entidades sem fins lucrativos

    Robson Braga de Andrade

    O atual presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, 69, foi eleito ao cargo por unanimidade em 2010. Imediatamente antes, presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) por dois mandatos. Mineiro de São João Del Rey e engenheiro mecânico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele é presidente da Orteng Equipamentos e Sistemas Ltda, empresa sediada em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, que produz equipamentos para os segmentos de energia, petróleo, gás, mineração, siderurgia, saneamento, telecomunicações e transportes.

  • Televisão

    Ronnie Von

    Seu pai, diplomata em Londres, queria que ele continuasse a carreira iniciada aos 15 anos na Aeronáutica ou, melhor ainda, que se formasse em Economia para tocar os negócios da família no mercado de capitais.

    Mas o jovem Ronaldo Nogueira viu que seu destino seria a música quando amigos da banda Brazilian Beatles o arremessaram sobre o palco numa apresentação. “Caí de quatro, levantei e cantei You’ve Got to Hide Your Love Away, dos Beatles”, lembra. Além dos aplausos, recebeu uma proposta de João Araújo, pai de Cazuza, para gravar um disco. “Ele me inventou.”

    Trocou o Rio por São Paulo e, sem ajuda financeira, teve que morar na região da hoje Cracolândia. Ao mesmo tempo, sofria preconceito no meio artístico. “Eu completamente duro e eles dizendo: ‘Esse filhinho de papai veio tomar o lugar de quem precisa’.”

    Já com o nome artístico de Ronnie Von, logo alcançou fama e fortuna. Ainda nos anos 1970, no entanto, depois de uma separação traumática, foi diagnosticado com a Síndrome de Guillain-Barré, que o deixou paralítico por um ano.

    “De tanto eu ouvir que música era uma coisa menor, toquei vários negócios paralelos: indústria, incorporadora, agências de propaganda…”, diz. Confessa que nunca gostou de nada disso e que hoje sua grande paixão é o programa Todo Seu, que apresenta na TV Gazeta. Parou de fazer turnês para ficar mais tempo com a família, mas sua rotina continua puxada. No dia em que conversou com FORBES, seu dia foi assim: acordou às 7h para o café (costuma dormir às 3h30, “quando a adrenalina da gravação diminui”); fez sua corrida matinal; reuniu-se com seus assessores às 8h e com o agente às 9h; às 10h foi a uma reunião seguida de almoço com o prefeito de Santo André (normalmente, nessa hora vai às suas duas agências de publicidade); à tarde concedeu entrevista a FORBES e na sequência iria para os estúdios da TV Gazeta. “Se eu parar, eu morro. Estou com 72 anos e tudo o que eu quero é continuar trabalhando.”

  • Setor público e entidades sem fins lucrativos

    Rosa Weber

    Ela chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011, para substituir a primeira mulher que se tornou membro da Corte, a ex-ministra Ellen Gracie. Com a carreira moldada na Justiça do Trabalho, Rosa Maria Weber foi indicada ao STF pela ex-presidente Dilma Rousseff, após ser ministra no Tribunal Superior do Trabalho. Integrante da 1ª Turma do STF, um dos processos que estão sob sua responsabilidade é o que trata da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

  • Artes cênicas

    Tony Ramos

    Em seu mais recente trabalho na TV, a série Vade Retro, Tony Ramos interpreta um vilão que não lembra em nada o eterno bom moço dos folhetins. Aos 68 anos, ele gosta de assistir a novelas e documentários e ler jornais e revistas semanais à moda antiga – nada digital.

    Antônio de Carvalho Barbosa nasceu em Arapongas (PR) e estudou direito e filosofia. Ainda criança, mudou-se com a família para São Paulo. Foi influenciado desde menino por Oscarito, astro das chanchadas. “Vi tudo dele”, contou em uma entrevista ao Memória Globo. Com o ídolo na cabeça, fez teatro na escola e, em 1964, participou do programa Novos em Foco, que revelava talentos para a TV Tupi. Sua primeira novela na emissora, já com o nome artístico de Tony Ramos, foi A Outra, de Walter George Durst, em 1965. Estreou com “feras” como Walmor Chagas e Juca de Oliveira. O ator fez mais 16 novelas na emissora paulista, entre elas Simplesmente Maria, em 1970 – seu primeiro grande papel, no qual contracenava com Yoná Magalhães.

    No início da carreira, conciliou o trabalho na televisão com o teatro, atuando em peças como Quando as Máquinas Param, de Plínio Marcos, em 1969, que marcou sua estreia profissional. Em 1968, fez seu primeiro filme, O Pequeno Mundo de Marcos. Em 1977, trocou a Tupi pela Globo para viver o jovem ator Paulo Amaral em Espelho Mágico, de Lauro César Muniz.

    A novela que consolidou de vez sua popularidade foi O Astro, de Janete Clair, ainda em 1977. Seu personagem era Márcio, filho do industrial Salomão Hayala, interpretado por Dionísio Azevedo, que, numa cena marcante, faz um voto de pobreza, fica nu no meio de uma festa na mansão de seu pai e sai andando pela rua. Foi o primeiro nu em uma novela brasileira, em plena época de ditadura militar e censura.

    Tony Ramos já atuou em mais de 50 atrações na Globo, cerca de 15 filmes e pelo menos dez peças de teatro.

  • Artes plásticas, fotografia e arquitetura

    Sebastião Salgado

    Ele cresceu em uma fazenda na região de Aimorés, Minas Gerais. É pós-graduado em economia pela USP e lutou contra a ditadura no Brasil ao lado da esposa Lélia Wanick, o que acabou forçando-os a se mudar para a França. Na Europa Sebastião Ribeiro Salgado, 73 anos, trabalhou na Organização Internacional do Café e no Banco Mundial, o que o levou a uma viagem à África. No continente africano, descobriu que a fotografia seria a razão de sua vida.

    Em 1973, quando desistiu da carreira de economista, retornou a Paris e investiu todas as economias em equipamentos para se tornar fotógrafo independente. Fez trabalhos para as poderosas agências Sygma, Gamma e Magnum. Suas fotos em preto e branco chamaram atenção pela surpreendente beleza e começaram a acumular prêmios e a correr o mundo em mostras e exposições.

    Em 1981, enquanto estava em uma missão para acompanhar os 100 primeiros dias de Ronald Reagan na Presidência dos EUA, foi um dos poucos a registrar as imagens do atentado.

    Em 1994, abriu sua própria agência fotográfica com Lélia, a Amazonas Images, baseada em Paris. Em 1998, fundou o Instituto Terra, voltado à recuperação e preservação da vegetação nativa do Vale do Rio Doce, iniciativa que se estendeu para outras áreas. Entre 2004 e 2012, realizou o projeto Genesis, uma série de retratos de comunidades que vivem segundo tradições ancestrais – e que marcaram a primeira vez que Sebastião usou câmeras digitais. Suas obras continuam correndo o mundo. Este ano, expôs pela primeira vez na Tailândia.

  • Televisão

    Serginho Groisman

    A idade não é empecilho para Serginho Groisman, 66, interagir com o público do Altas Horas. O apresentador está há quase 30 anos trabalhando com os jovens, dando-lhes voz para se expressarem e fazerem perguntas aos convidados do programa. Recentemente ganhou uma fonte de inspiração: é pai de Thomas, de 1 ano e 11 meses, que roubou a cena no Altas Horas do Dia das Mães. Também trabalha em programas do Canal Futura sobre educação e apresenta o boletim Alô Brasil, exibido via parabólica e que mostra a diversidade cultural brasileira.

  • Música

    Sergio Mendes

    O cantor, compositor e pianista Sergio Mendes foi um dos grandes responsáveis pela internacionalização da música brasileira nos anos 1960. Chegou ao topo das paradas norte-americanas com o álbum Herp Albert presents Sergio Mendes & Brasil’ 66 e fixou residência nos EUA, onde mora até hoje. Seu álbum mais recente é Magic, de 2014, e segue sendo figura respeitada por nomes como Stevie Wonder, John Legend, Justin Timberlake e will.i.am, que produziu a reedição de Mas Que Nada em 2006 e fez com que Sergio Mendes fosse, de novo, ouvido em todo o mundo. Está em turnê nos EUA.

  • Saúde e ação social

    Silvia Regina Brandalise

    Ela é fundadora e presidente do Centro Infantil Boldrini, hospital filantrópico especializado em oncologia e hematologia pediátrica em Campinas (SP). Aos 74 anos, é respeitada internacionalmente por seu trabalho – que partiu do zero e atingiu um índice de cura impressionante. Ao mesmo tempo que lida com o drama do câncer infantil, Silvia coordena a construção de um borboletário na cidade. “Será um lugar para que os profissionais de saúde, os enfermos e seus familiares possam digerir suas dores.”

  • Televisão

    Silvio Santos

    Há 55 anos nas TVs dos brasileiros aos domingos, Silvio Santos (nome artístico de Senor Abravanel), 86, não dá sinais de que vai se aposentar tão cedo. O Programa Silvio Santos, exibido nas noites de domingo no SBT, segue como um dos principais do país, atingindo um público de várias faixas etárias. Além disso, ele é o garoto-propaganda dos produtos do Grupo Silvio Santos, como a Telesena e os cosméticos Jequiti. Estima-se que seu patrimônio esteja próximo do US$ 1 bilhão – em seus melhores momentos, Silvio integrou a lista de bilionários de FORBES.

  • Artes cênicas

    Sônia Braga

    Aos 66 anos, ela voltou aos holofotes por sua atuação no filme Aquarius, de Kléber Mendonça Filho. O filme foi aclamado pela crítica e Sônia foi indicada a melhor atriz no Festival de Cannes. Venceu nos festivais de San Diego (superando a americana Emma Stone, de La La Land), Biarritz, Mar del Plata, Lima e Havana, além de prêmios nacionais. Em 2017, a atriz paranaense vai compor o júri da 33ª edição do Sundance Film Festival. Também vai atuar ao lado de Harvey Keitel (Cães de Aluguel, Pulp Fiction) no longa Fátima, sobre as aparições da Virgem Maria a três crianças em Portugal.

  • Saúde e ação social

    Vera Cordeiro

    Em 1991 a clínica geral, hoje com 67 anos, fundou a Associação Saúde Criança, focada no acompanhamento de crianças com doenças graves e em situação de vulnerabilidade. Por experiência própria, ela sabia que o momento da alta de uma criança nessa condição era quase tão preocupante quanto a própria doença: como uma família pobre cuidaria de problemas complicados, que exigem ambientes adequados e auxílio financeiro? Desde 2000, a associação está presente em Nova York, onde trabalha para divulgar o projeto e angariar fundos.

  • Saúde e ação social

    Vera Masagão Ribeiro

    A historiadora de 67 anos, ex-professora do colégio britânico St. Paul’s, em São Paulo, assumiu em 1992 a presidência do Projeto Arrastão, iniciativa que promove acolhimento e suporte às famílias de regiões periféricas da capital paulista, sobretudo o Campo Limpo. Desde então, não poupa esforços para capacitar jovens e adultos através de diversos programas de educação, cultura e empreendedorismo. Os programas socioassistenciais do Arrastão atendem diariamente 14 mil pessoas. No ano passado recebeu o Prêmio Criança 2016 da Fundação Abrinq.

Setor privado

Abilio Diniz

Quinta-feira, 18 de maio, 10h40. Diante de imensos monitores e protegido por uma grossa parede de vidro, Abilio Diniz observa os índices das bolsas de valores em meio ao terremoto iniciado na véspera com a divulgação das acusações de Joesley Batista, dono da JBS, envolvendo, entre outros, o presidente da República, Michel Temer. Dezenove minutos antes, quando o Ibovespa registrava queda de 10,47%, foi acionado o circuit breaker, mecanismo de proteção usado em momentos críticos do mercado de ações. As negociações ficariam suspensas por 30 minutos.

Abilio sai da sala e dirige-se à equipe de FORBES para a sessão de fotos e a entrevista. Esperava encontrá-lo tenso ou mesmo furioso pelas perdas que registrava naquela manhã por culpa do concorrente (ele é, entre outras coisas, presidente do Conselho de Administração da BRF). Mas fui recebido, na sede da Península Participações (fundada pelo empresário em 2006), por um homem de olhar sereno, fala mansa e sorriso no rosto.

“Demorei para atender vocês porque eu estava ao lado da mesa, vocês viram. O pessoal já estava aqui desde as 5h da manhã – eram 10h na França. Os mercados travaram, todas as ações brasileiras caíram mais de 10%, o dólar disparou…”, conta, placidamente. A palavra que mais disse desde o início da hecatombe – e que repetiu várias vezes nesta entrevista – foi “calma”.

Leia a reportagem completa em: Abilio Diniz: “O Brasil não pode parar”

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