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Conheça 9 das mulheres mais poderosas do Brasil

Elas são poderosas porque ergueram ou administram grandes organizações. São poderosas porque formam opiniões, ditam a moda e inspiram atitudes. Trabalham e lutam por mais educação, mais saúde, mais justiça e igualdade.

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A reportagem completa – com os perfis das 40 mulheres – você lê na nova edição de FORBES Brasil, disponível nas bancas.

Conheça a seguir 9 mulheres que fazem a diferença no país:

  • Ana Maria Diniz

    Presidente do Instituto Península

    Desde 2010, o Instituto Península representa a atuação social da família Diniz. Um dos focos é a formação de professores, e para isso mantém parcerias com o MEC, secretarias de Educação e ONU. “Adotamos uma faculdade pequena, que tinha 150 alunos. Hoje são 1.300 – e já formamos 28 mil professores”, conta Ana Maria, filha do empresário Abilio Diniz, ao falar sobre o Instituto Singularidades. “O professor de hoje tem que mudar seu papel. Ele não é mais o detentor de conteúdo, ele é um mediador que vai ajudar a criança a trilhar seu caminho de evolução. A mágica acontece quando o professor consegue ser uma inspiração para os alunos.” O curso de pedagogia do Singularidades tirou nota máxima no Enade e, por dois anos seguidos (2015 e 2016), o instituto venceu o prêmio Top Educação na categoria de melhor instituição de ensino de pós-graduação para docentes.

    Ana é conselheira e fundadora de vários movimentos ligados à educação. Um deles é o Parceiros da Educação, que incentiva empresários a adotar escolas públicas. “Adotar”, ela explica, significa ajudar na gestão (dando ferramentas e ensinando conceitos de gestão aos diretores de escolas), treinar e desenvolver professores (“orientamos os parceiros a colocar 80% dos recursos nesse pilar”), melhorar a infraestrutura e as instalações e, por fim, promover o envolvimento da escola com a comunidade. Só em São Paulo, o programa atua em mais de 260 escolas, impactando 85 mil alunos e 4 mil professores.

    Ela também atua na iniciativa privada em várias frentes, de escolas de dança à geração de energia renovável.

  • Ana Lucia Villela

    Presidente do Instituto Alana

    Herdeira da família que fundou o banco Itaú, desde cedo ela decidiu: faria o que pudesse por uma transformação social no país. Ao lado do irmão Alfredo, em 1994, aos 20 anos, fundou o Alana, ONG que atua em várias frentes, com foco nas crianças.

    O Alana mapeia projetos educacionais inovadores com potencial de impacto em suas comunidades. “Formamos uma rede de escolas e educadores que fazem um trabalho incrível nas suas cidades”, diz Ana. O projeto Escolas Transformadoras compartilha suas práticas com outras, espalhando “a semente da mudança”. “Não enxergamos a criança apenas como o futuro. Elas estão aqui, são o presente. Um mundo melhor para elas é um mundo melhor para todos.”

    Este ano, diz ela, foi movimentado. “O Videocamp (plataforma de filmes online) se consagrou como uma plataforma global que viabiliza a exibição de filmes gratuitos em qualquer espaço. É lá que disponibilizamos nossas produções. Já alcançamos mais de 800 mil pessoas em 90 países, sempre levantando debates sobre temas importantes.”

  • Chieko Aoki

    Fundadora e CEO da Blue Tree Hotels

    Ela dedicou metade de sua vida ao ramo do turismo. Aos 69 anos, a nipo-brasileira passou por altos cargos em algumas das maiores redes hoteleiras do mundo antes de fundar, em 1997, a Blue Tree Hotels.

    Foi uma longa caminhada. “Hoje, você vê mulheres diretoras, vice-presidentes, presidentes… Quando comecei, só tinha homens nesse meio. Eu estava sempre sozinha, comia com a cabeça abaixada”, lembra. Mas ela soube reverter esse quadro. Hoje, Chieko comanda uma rede com 23 hotéis e resorts próprios.

    O grupo lançou um plano-piloto chamado Blue Tree Digital, que visa deixar quase todas as questões burocráticas do hotel, como informações pessoais e cartão de crédito, no celular do cliente. Assim, quando ele chegar, só precisa pegar a chave (ou cartão) na recepção. “É a tecnologia móvel voltada à governança. O foco é o conforto do cliente, além de ser um processo de redução de custos. Podemos colocar os funcionários para atender diretamente os hóspedes e não ficarem parados na recepção.”

    Antenada, Chieko também está de olho no público jovem. “O mercado tem que inovar. As novas gerações são voltadas à emoção, à experiência. Se não há impacto, eles acham que não vale a pena pagar”, argumenta.

    Estratégias como essa têm funcionado. Mesmo em anos de recessão, a Blue Tree tem crescido. Neste ano, de janeiro a setembro, a rede registrou aumento de 7% na receita.

    A executiva acompanha tudo de perto. Na cultura japonesa, servir é um ato de nobreza da alma – e Chieko trouxe esse valor ao Brasil. Durante um Réveillon, alguns anos atrás, um de seus hotéis em Angra dos Reis ficou sem luz, depois de uma forte chuva. Ela foi à recepção para receber os hóspedes e até ajudou a tirar água dos quartos. Este ano, “depois de tantos anos servindo”, ela se deu conta de que o brasileiro tem vocação para cuidar. “Outro dia, um hóspede não estava se sentindo bem e pediu remédio. Alguém da minha equipe se preocupou e o levou ao hospital. Ele teve até que ser operado”, conta.

  • Cristina Junqueira

    Cofundadora do Nubank

    Segundo o Procon, os bancos estão entre os maiores alvos de queixa dos consumidores. Em vez de ser mais uma na multidão reclamando, Cristina Junqueira optou por lançar uma solução e criou o Nubank, fintech que mudou a relação dos consumidores com o cartão de crédito.

    Fundado em 2013, o Nubank recebeu cerca de US$ 180 milhões em investimentos, a maior parte vinda da Sequoia Capital, de onde também veio um dos sócios de Cristina, o colombiano David Vélez. O terceiro sócio é o americano Edward Wible.

    Cristina tem graduação e mestrado em engenharia da produção pela Escola Politécnica da USP. Após passagem pelo Boston Consulting Group, foi para os EUA fazer um MBA na Northwestern University/Kellog School of Management.

    De volta ao Brasil, passou por várias áreas do Itaú Unibanco até se tornar a superintendente mais jovem da corporação, aos 25 anos. “Mas chegou um momento em que eu olhava para a frente e não via o nível de impacto que gostaria de ter.” Pediu demissão e, dois meses depois, conduzia as conversas com Vélez e Wible em torno do produto disruptivo que pretendia criar.

    O cartão Nubank tornou-se conhecido por não exigir renda mínima e por ser uma experiência totalmente digital. “As pessoas diziam que revolucionamos o mercado, mas agora é que começa a revolução de verdade”, diz a empreendedora sobre a NuConta, conta corrente digital recém-lançada e que transforma de vez o Nubank em um banco digital.

  • Donata Meirelles

    Diretora de estilo da Vogue Brasil

    Ela está fazendo 30 anos de moda. Apesar de, nos últimos meses, ter entrado de cabeça no mundo dos eventos com a Vogue, diz que não sabe como vai comemorar. Donata é diretora de estilo da revista há cinco anos, desde que voltou de um período sabático para recompor as energias gastas em 23 anos de Daslu – loja de luxo da qual nunca foi sócia, gosta de esclarecer. “Eu era cliente, virei vendedora e, quando o Plano Collor abriu as importações, passei a escolher as marcas internacionais que a Daslu ia trazer ao Brasil”, conta.

    Quando voltou, foi convidada pela hoje diretora-geral da Globo Condé Nast, Daniela Falcão, para o cargo, que não existia no Brasil. “Minha missão era trazer o olhar da leitora para a revista. Não sou jornalista, mas, como tinha muitos anos no mercado de moda, acho que me saí bem”, diz Donata.

    Este ano, o desafio foi “pensar fora da casinha” para gerar receita a partir da força da marca. Ela conta que foi criada, para isso, uma plataforma de eventos pela qual ela e a equipe viajam o Brasil fazendo ações e palestras. “Em um desses eventos, num shopping de Goiânia, foram 70 mil pessoas num único dia.” Os lojistas também participam e criam ações paralelas. “O faturamento desse dia só perde para o Natal.”

  • Flávia Bittencourt

    Diretora-geral da Sephora Brasil

    Flávia dirige a Sephora Brasil há três anos e, desde novembro de 2016, assumiu também o cargo de vice-presidente sênior da América Latina. A marca faz parte do grupo LVMH, maior rede multimarcas de beleza do mundo.

    Formada em engenharia química pela UFRJ, em marketing pela ESPM e com MBA pela Dom Cabral, ela acumula 20 anos de experiência, inclusive nos “universos masculinos” do mercado financeiro e telecom.

    Ela conta que o maior desafio, este ano, foi “superar o cenário econômico e continuar crescendo, batendo o recorde do número de pontos de venda”. Sobre a igualdade de gêneros, afirma: “É uma mudança cultural que já está acontecendo em muitas corporações, mas está longe do ideal. Na Sephora contamos com muitas mulheres em altos cargos e temos projetos globais que auxiliam o público feminino, como o Accelerate, programa de aceleração para donas de empresas de beleza”.

    Por fim, agradece a indicação: “Fico muito feliz em dividir espaço com tantas mulheres inspiradoras”.

  • Luiza Helena Trajano

    Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, fundadora e presidente do Mulheres do Brasil

    Ela chegou sorridente ao estúdio onde seria fotografada para a capa desta edição. Devia estar contente com a homenagem de FORBES, mas certamente estava feliz porque, no dia anterior, havia sido divulgado o resultado do terceiro trimestre de sua empresa, o Magazine Luiza.

    Nada mau: foi o maior crescimento trimestral dos últimos cinco anos – R$ 3,4 bilhões de vendas, um aumento de 27% no período. O lucro líquido quadruplicou: R$ 92 milhões, o maior da longa história da rede. O e-commerce, que está transformando a companhia em uma grande plataforma digital (o Magalu) –, cresceu 55%. O sucesso é tamanho que houve espaço para a inauguração de 30 lojas físicas nos primeiros nove meses do ano.

    “Atender o cliente pela internet e entregar na loja física é algo que todo mundo está tentando fazer, e nós saímos na frente. Os resultados estão surgindo”, explica Luiza. E logo emenda o assunto no Mulheres do Brasil, grupo que fundou há quatro anos com o objetivo ambicioso de mudar o país.

    “Sou apaixonada pelo Brasil. Toda segunda-feira, em nossas 800 unidades, a gente canta o hino nacional. Sempre acreditei no nosso potencial”, conta. Em outubro de 2013 ela se reuniu com outras 39 empresárias e executivas de vários setores para formalizar propostas e ações. Nascia o Mulheres do Brasil. “O grupo atua em 15 frentes, tanto as voltadas para as mulheres, como a de violência, quanto as de interesse geral (saúde, educação, cultura). Fazemos tudo em parceria com instituições e ONGs que já atuam nessas áreas”, explica. Aquelas 40 mulheres já são hoje 8 mil – inclusive em Portugal, na França e na Finlândia, onde o modelo está sendo implantado. “Queremos ser o maior grupo político apartidário do país.” Ela descarta, porém, a possibilidade de se candidatar a qualquer cargo político.

  • Rachel Maia

    CEO da Pandora no Brasil

    Mulher, negra, filha de “pais batalhadores, mas com pouco estudo” do interior de Minas, ela é única – quase um mito – no mundo corporativo. Com determinação inabalável, chegou ao maior posto de uma empresa global no país. “Estou bem far away from mito”, diz, misturando o português com o inglês que usa o dia todo no trabalho. Até seu nome mudou: quase todos – inclusive no Brasil – hoje a chamam de “Rêitchel” em vez de “Raquel”. “Parei de corrigir o pessoal que me liga de outros países. Virei Rêitchel”, diz, rindo.

    Formada em ciências contábeis pela FMU, ela diz que estava no lugar certo, na hora certa e com a formação certa. Depois de trabalhar por sete anos e meio na rede de lojas de conveniência 7-Eleven, que operou no Brasil na década de 1990, ela pegou o dinheiro da rescisão e foi para o Canadá – caçula de sete irmãos, foi a primeira da família a sair do país. “Apliquei o dinheiro 100% em mim. Fiquei um ano estudando inglês. Na 7-Eleven, que é americana, percebi que o domínio do idioma estava fazendo falta para mim”, lembra. “Quando voltei, estava dura e precisava trabalhar logo.” Encontrou vaga na Novartis, grupo farmacêutico suíço. “Só fui admitida porque eu tinha inglês, you know? Eles precisavam de um controller que falasse inglês, o que não era comum.” Quatro anos depois, achou que era hora de nova reciclagem. “Fiquei um tempo em Nova York, Miami e Chicago fazendo programas de aprimoramento de liderança, de finanças… Meu objetivo era voltar com um novo diferencial.”

    Outra vez a tática deu frutos rápidos. “A Tiffany me chamou para ser CFO. Foi minha entrada no universo de luxo”, conta. Em 2010, recebeu da dinamarquesa Pandora, segunda maior fabricante de joias do mundo, a proposta para conduzir o crescimento da marca no Brasil. Aceitou. “Eu tinha duas lojas”, lembra. “E vamos encerrar este ano com 98. Atravessar esse período de dificuldade e recuperar os números positivos mostrou para a empresa e para os investidores que eu sou a pessoa de confiança deles.”

  • Sonia Racy

    Jornalista e apresentadora

    Há quase três décadas no Estadão, onde edita a coluna Direto da Fonte, Sonia Jubran Racy sonhava ser aeromoça, cursou administração, mas enveredou pelo mundo da escrita, com passagens por Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil e Folha de S.Paulo.

    Entre os inúmeros reconhecimentos recebidos ao longo da carreira está, em 2011, um Prêmio Esso de Jornalismo – o maior do setor – pela reportagem sobre a quebra do banco Panamericano.

    Desde o final do ano passado, com a eleição de João Doria para prefeito de São Paulo, assumiu a apresentação do programa Show Business, na Band, no qual já entrevistou uma infinidade de presidentes e integrantes de conselhos das maiores companhias brasileiras, como Artur Grynbaum, do Grupo Boticário, Alfredo Setubal, da Itaúsa, Carlos Jereissatti, do grupo Iguatemi, e Abilio Diniz, da BRF.

Ana Maria Diniz

Presidente do Instituto Península

Desde 2010, o Instituto Península representa a atuação social da família Diniz. Um dos focos é a formação de professores, e para isso mantém parcerias com o MEC, secretarias de Educação e ONU. “Adotamos uma faculdade pequena, que tinha 150 alunos. Hoje são 1.300 – e já formamos 28 mil professores”, conta Ana Maria, filha do empresário Abilio Diniz, ao falar sobre o Instituto Singularidades. “O professor de hoje tem que mudar seu papel. Ele não é mais o detentor de conteúdo, ele é um mediador que vai ajudar a criança a trilhar seu caminho de evolução. A mágica acontece quando o professor consegue ser uma inspiração para os alunos.” O curso de pedagogia do Singularidades tirou nota máxima no Enade e, por dois anos seguidos (2015 e 2016), o instituto venceu o prêmio Top Educação na categoria de melhor instituição de ensino de pós-graduação para docentes.

Ana é conselheira e fundadora de vários movimentos ligados à educação. Um deles é o Parceiros da Educação, que incentiva empresários a adotar escolas públicas. “Adotar”, ela explica, significa ajudar na gestão (dando ferramentas e ensinando conceitos de gestão aos diretores de escolas), treinar e desenvolver professores (“orientamos os parceiros a colocar 80% dos recursos nesse pilar”), melhorar a infraestrutura e as instalações e, por fim, promover o envolvimento da escola com a comunidade. Só em São Paulo, o programa atua em mais de 260 escolas, impactando 85 mil alunos e 4 mil professores.

Ela também atua na iniciativa privada em várias frentes, de escolas de dança à geração de energia renovável.

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