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Dança das cadeiras: 2017 foi ano de intensa movimentação em altos cargos de grandes empresas

Os últimos 12 meses foram movimentados no noticiário corporativo. Promoções, realizações, demissões, renúncias e contratações – o ano começou e terminou com um grande número de substituições de altos executivos em grandes empresas.

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Em nível internacional, Meg Whitman, uma das executivas de maior relevância nos Estados Unidos, anunciou, no mês passado, que deixará a presidência da Hewlett Packard Enterprise em fevereiro e entregará o posto ao veterano da empresa Antonio Neri. A notícia teve impacto imediato no valor das ações da companhia. Além disso, o fundador do Uber, Travis Kalanick, viveu momentos inusitados para alguém que criou a própria empresa: foi pressionado pelos investidores a renunciar ao cargo de CEO e, na semana passada, deixou a empresa por tempo indeterminado.

No Brasil a movimentação não foi menos intensa. A Klabin perdeu seu diretor-geral para a Vale: Fábio Schvartsman deixou o cargo de diretor-geral na fabricante de papel para assumir a presidência da mineradora no meio do ano. Já a Petrobras informou, em novembro, que seu diretor de desenvolvimento da produção e tecnologia, Roberto Moro, renunciou ao cargo para se aposentar. O diretor de assuntos corporativos Hugo Repsold Júnior acumulou o cargo interinamente, até a eleição de um novo representante definitivo.

Veja, na galeria de fotos, algumas das movimentações que marcaram o mundo corporativo em 2017:

  • Uber
    Sai: Travis Kalanick
    Entra: Dara Khosrowshahi

    O CEO e cofundador do Uber, Travis Kalanick, renunciou ao cargo em setembro depois de meses de crise e da crescente insatisfação dos investidores. Kalanick colocou o aplicativo de transporte compartilhado no caminho para a dominância do mercado nos Estados Unidos e em grande parte do mundo. Ainda assim, seu estilo agressivo de administrar e a cultura informal demais da empresa resultaram em vigilância e desaprovação crescentes, que intensificaram-se nos meses antes da renúncia, principalmente devido a denúncias de assédio sexual. Na semana passada, em um email enviado aos colaboradores da empresa, Kalanick oficializou a decisão de deixar a empresa, mas disse que o tempo em que estará fora “pode ser mais curto do que imaginamos”.

  • Vale
    Sai: Murilo Ferreira
    Entra: Fabio Schvartsman

    Nomeado em maio de 2011 para substituir Roger Agnelli, Murilo viu seu mandato à frente de uma das maiores mineradoras do mundo terminar em maio. Para seu lugar, um processo de seleção comandado pela Spencer Stuart elegeu Fabio Schvartsman.

  • Klabin
    Sai: Fabio Schvartsman
    Entra: Cristiano Cardoso Teixeira

    Em março, a Klabin Irmãos e Companhia (KIC), controladora da brasileira Klabin S.A., indicou o executivo Cristiano Cardoso Teixeira para o cargo de diretor-geral em substituição a Fabio Schvartsman. Cristiano já atuava na companhia desde 2011, como diretor de supply chain. Em 2015, assumiu o cargo de diretor executivo das divisões de papelão ondulado, sacos industriais e papéis Sack Kraft. No início deste ano, foi nomeado diretor executivo de conversões e comercial papéis.

  • Petrobras
    Sai: Roberto Moro
    Entra: Hugo Repsold Júnior

    A Petrobras informou, em novembro, que seu diretor de desenvolvimento de produção e tecnologia, Roberto Moro, renunciou ao cargo para se aposentar. O conselho de administração decidiu que o diretor de assuntos corporativos Hugo Repsold Júnior deveria acumular as duas funções, até a eleição de um novo nome.

  • Hewlett Packard
    Sai: Meg Whitman
    Entra: Antonio Neri

    No mês passado, uma das executivas de maior relevância nos Estados Unidos, Meg Whitman, anunciou que deixará a presidência da HPE em fevereiro de 2018 e entregará o posto ao veterano da empresa Antonio Neri. Analistas do Barclays e do Morgan Stanley esperam que Neri mude a estratégia da companhia e passe a desenvolver agressivamente tecnologia em casa, em vez de se concentrar em fusões.

  • Alphabet
    Sai: Eric Schmidt
    Entra: não está definido

    Na última quinta-feira (21), a dona do Google informou que o presidente executivo do conselho de administração, Eric Schmidt, deixará o cargo em janeiro de 2018, terminando um período de 17 anos em que desempenhou papel central na transformação de uma startup promissora em uma potência tecnológica global. O executivo – que foi recrutado pelos co-fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin – continuará atuando no conselho da Alphabet e como consultor em questões técnicas e científicas. Não há informações ainda sobre o seu substituto.

  • GE
    Sai: Rafael Santana
    Entra: Daurio Speranzini

    Em novembro, Daurio Speranzini Jr. deixou o cargo de líder global de vendas de serviços da GE Healthcare para assumir a posição de CEO para América Latina da gigante em substituição a Rafael Santana, que passou a ocupar a cadeira de CEO Global da GE Transportation.

  • Carrefour
    Sai: Pierre-Jean Sivignon
    Entra: Matthieu Malige

    O Carrefour Brasil anunciou, em dezembro, a eleição de Matthieu Malige para presidente do conselho de administração depois da renúncia de Pierre-Jean Sivignon, que alegou problemas pessoais. Malige começou sua carreira no Banco Lazard, em Paris e, entre 2003 e 2011, ocupou diferentes posições no Grupo Carrefour. Até o momento, exercia o posto de diretor financeiro global do grupo.

  • Johnson & Johnson
    Sai: Márcio Coelho
    Entra: Adriano Caldas

    Em abril, a Johnson & Johnson anunciou que Adriano Caldas assumiria a presidência da divisão Medical Devices no Brasil em substituição a Márcio Coelho, de mudança para a matriz nos Estados Unidos. Caldas iniciou sua carreira na companhia como técnico de Engenharia e atua há 24 anos nela, em áreas de gestão, pesquisa e desenvolvimento, vendas e marketing e planejamento estratégico.

  • Odebrecht
    Sai: Newton de Souza
    Entra: Luciano Nitrini Guidolin

    Em maio, a Odebrecht S.A. anunciou como novo diretor presidente Luciano Nitrini Guidolin, 44 anos, formado em Engenharia de Produção na Escola Politécnica da USP e mestre em Administração de Empresas na Universidade de Harvard (EUA).
    Guidolin começou como estagiário nas empresas que deram origem à Braskem. Durante 12 anos, passou por várias áreas da empresa petroquímica até chegar a diretor. O executivo substituiu Newton de Souza, que estava no cargo desde 2015 e continuou como vice-presidente do Conselho de Administração.

  • Diageo
    Sai: Newton Freire
    Entra: Gregorio Gutierrez

    O executivo colombiano Gregorio Gutierrez assumiu, neste mês, a presidência da Diageo, dona das marcas Johnnie Walker e Smirnoff, e terá sob o seu comando as operações do Brasil, Uruguai e Paraguai. Há 11 anos na companhia, Gutierrez era presidente na Colômbia. Newton Freire está atuando, atualmente, como consultor empresarial.

  • Al Hilal Bank
    Sai: Craig Bell
    Entra: Alexandre Coelho

    O brasileiro Alexandre Coelho assumiu, em abril, o cargo de CEO do banco Al Hilal, que opera nos Emirados Árabes Unidos e Cazaquistão. Antes disso, foi gerente-geral da divisão corporate banking group do maior banco de varejo do Oriente Médio, o Al Rajhi Bank, na Arábia Saudita. O executivo também já havia trabalhado em Nova York para o Daiwa Capital Markets America, instituição financeira global considerada o principal banco de investimento do Japão. Coelho é formado em Economia pela Unicamp e tem mestrado pelo Sloan School of Management do MIT.

  • Unimed do Brasil
    Sai: Eudes de Freitas Aquino
    Entra: Orestes Pullin

    Pullin entrou na empresa em 1980 como médico cooperado. Entre 1989 e 1998, atuou como diretor da unidade de Londrina, no Paraná. Em seguida, foi diretor de mercado e tecnologia da seguradora de saúde e, então, diretor presidente no estado. Entre 2013 e 2017, ocupou a vice-presidência da Unimed do Brasil, até ser nomeado presidente em março.

  • Tok&Stok
    Sai: Ghislaine Dubrule
    Entra: Luiz Fazzio

    A Tok&Stok, maior rede de varejo de móveis e decoração do país, anunciou em maio a contratação de Luiz Fazzio como novo CEO. Fazzio tem larga experiência no setor de varejo, tendo passado por empresas como Grupo Pão de Açúcar, C&A e Carrefour – nestas duas últimas como CEO -, e como conselheiro na Pague-Menos e Lojas Avenida. O executivo substituiu Ghislaine Dubrule, que participou da gestão da empresa desde o início, quando foi fundada por seu marido, Regis Dubrule. Ghislaine se tornou CEO depois da aquisição do controle da Tok&Stok pelo Carlyle, em 2012.

  • BMC Software no Brasil
    Sai: Ricardo Fernandes
    Entra: Márcia Nakahara

    Márcia Nakahara foi anunciada como a nova country manager da BMC Software no Brasil em maio. Com passagem pela Symantec, a executiva estava na McAfee, onde ocupou posições de vendas, pré-vendas, serviços profissionais e programação no início de carreira. Márcia é formada em Ciências Econômicas e possui MBA em Gestão Estratégica para Executivos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ricardo ocupa, atualmente, a liderança da área de enterprise business da Amazon Web Services.

  • Saphyr
    Sai: Paulo Stewart
    Entra: Thiago Lima

    Thiago Lima foi escolhido em maio para ocupar o lugar do fundador Paulo Stewart no cargo de CEO do grupo de gestão de shopping centers. Lima construiu sua carreira em empresas como Multiplan e BR Malls. Formado em Engenharia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o executivo tem MBA pelo IBMEC, EDP pela Wharton Business School e atualmente participa do Owner/President Management Program da Harvard Business School.

  • Symantec Brasil
    Sai: Eduardo Souza
    Entra: Marcos Oliveira

    Em setembro, Marcos Oliveira foi anunciado como o novo country manager da Symantec Brasil. O executivo estava, desde 2009, à frente da operação nacional da Blue Coat, empresa comprada pela Symantec em 2016. O movimento é mais um passo na integração das duas empresas. Antes disso, o executivo atuou por 14 anos na Nortel Networks. É formado em Sistemas da Informação e Ciência da Computação pelo Humber College, em Toronto, e especializado em Comunicação de Dados pela Universidade de Santa Bárbara. Seu antecessor ocupa, atualmente a gerência regional da empresa de diagnósticos Abbott Molecular Brazil.

  • Hay
    Sai: Fátima Marques
    Entra: Carlos Martins

    Carlos Martins deixou a liderança da área de People Advisory Services da EY para assumir, em outubro, o posto de presidente para a América do Sul do Hay Group, divisão da Korn Ferry especializada em consultoria de gestão de negócios com foco nos líderes. Martins é graduado em Administração, pós-graduado em Global Business Management pela University of California Riverside e possui MBA pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Fátima Marques lidera sua própria empresa, a Manaca Consultoria Empresarial

  • Oi
    Sai: Marco Schroeder
    Entra: Eurico de Jesus Teles Neto

    O então presidente-executivo da Oi, Marco Schroeder, apresentou sua renúncia ao posto em novembro. O motivo da decisão não ficou claro, mas a operadora vem passando por um complexo processo de recuperação judicial que só foi aprovado na última semana e corre o risco de ser contestado pela Anatel. Eurico de Jesus Teles Neto, diretor jurídico, tornou-se presidente-executivo interino, acumulando duas funções até que o conselho delibere a respeito do cargo.

  • Aruba
    Sai: Hilmar Becker
    Entra: Eduardo Gonçalves

    Em novembro, a Aruba, fabricante de equipamentos de rede sem fio comprada pela HP em 2015, nomeou Eduardo Gonçalves para liderar a operação brasileira, responsável por conduzir os negócios da empresa no país em vários segmentos, incluindo Operadoras, Enterprise e SMB. Ao longo de sua trajetória profissional, Gonçalves trabalhou em diversas empresas do setor de TI/Telecom, como Cisco Systems, 3COM e Telefónica. Ingressou na HP há seis anos e, desde então, atuava como gerente de vendas. Hilmar Becker ocupa, atualmente, a posição de country manager da F5 Networks.

Uber
Sai: Travis Kalanick
Entra: Dara Khosrowshahi

O CEO e cofundador do Uber, Travis Kalanick, renunciou ao cargo em setembro depois de meses de crise e da crescente insatisfação dos investidores. Kalanick colocou o aplicativo de transporte compartilhado no caminho para a dominância do mercado nos Estados Unidos e em grande parte do mundo. Ainda assim, seu estilo agressivo de administrar e a cultura informal demais da empresa resultaram em vigilância e desaprovação crescentes, que intensificaram-se nos meses antes da renúncia, principalmente devido a denúncias de assédio sexual. Na semana passada, em um email enviado aos colaboradores da empresa, Kalanick oficializou a decisão de deixar a empresa, mas disse que o tempo em que estará fora “pode ser mais curto do que imaginamos”.

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