As mais altas e mais baixas tarifas globais de importação

Na semana passada, a China anunciou retaliação às tarifas norte-americanas, impondo suas próprias regras sobre uma série de produtos importados pelos Estados Unidos, como maçãs, e tubos de aço. No dia 22, o presidente Donald Trump assinou um memorando executivo que pode levar à imposição de tarifas de até US$ 60 bilhões sobre os produtos chineses, uma medida que tem como objetivo penalizar o país por suposto roubo de propriedade intelectual. Pequim respondeu que, embora não queira uma guerra comercial, “não tem motivo para ter medo caso ela aconteça”. Ainda ao final da semana passada, o mercado de ações caiu: o índice Nikkei, no Japão, registrou queda de 4,5%, enquanto a média da Dow Jones foi para 2,9%.

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O movimento da administração de Trump para impor tarifas sobre as importações chinesas, bem como as importações de aço e alumínio em geral, representa uma ruptura com a antiga política comercial norte-americana. Historicamente, os presidentes anteriores foram a favor de taxas mais baixas e da remoção de barreiras para facilitar o tráfego. Hoje, os EUA aplicam uma tarifa média ponderada de 1,6% sobre suas importações (20º lugar no ranking), de acordo com o Banco Mundial – e essa é uma das taxas mais baixas do mundo, equivalente à da UE e similar a do Japão (1,35%, 18a posição). As tarifas do Banco Mundial referem-se a 2016 e são embasadas em ações de importação de produtos sem considerar acordos comerciais específicos, como o NAFTA.

Embora os países mais desenvolvidos tenham pressionado por tarifas menores, elas ainda são altas em algumas partes do mundo. A Índia, por exemplo, impõe tarifas médias ponderadas de 6,3% (98º lugar), enquanto na China essa média é de 3,5% (73º). O Brasil fica na metade de baixo do ranking – taxa de 8,01%, 112ª posição. Os países africanos têm algumas das taxas mais elevadas, como o Gabão, onde o índice é de 16,93% (143º). Bahamas é o país com a tarifa média ponderada mais alta do mundo: 18,6% (144º).

Veja, na galeria de fotos a seguir, os 10 países com as menores tarifas globais e os 10 com as maiores:

  • MENORES

  • 1 Suíça – 0%

  • 1 Hong Kong – 0%

  • 1 Macau – 0%

  • 1 Singapura – 0%

  • 5 Brunei – 0,50%

  • 6 Botsuana – 0,57%

  • 7 Georgia – 0,66%

  • 8 Islândia – 0,71%

  • 9 Ilhas Maurício – 0,74%

  • 10 Canadá – 0,85%

  • MAIORES

  • 135 Benin – 11,6%

  • 136 Nepal – 11,7%

  • 137 Antígua e Barbuda – 11,9%

  • 138 São Cristóvão e Névis – 12,3%

  • 139 Granada – 12,4%

  • 140 República Centro-Africana – 14,5%

  • 141 Bermudas – 15,4%

  • 142 República do Chade – 16,4%

  • 143 Gabão – 16,9%

  • 144 Bahamas – 18,6%

MENORES

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