As mulheres mais ricas do mundo em 2018

Outro ano recorde para a presença feminina na lista dos bilionários do mundo de FORBES. Uma alta histórica de 256 mulheres fazem parte da nova lista, com patrimônio conjunto acima de US$ 1 trilhão, 20% a mais do que no ano passado.

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Apesar de a maioria das mulheres no topo da lista ter herdado suas fortunas, mais de um quarto das magnatas mulheres abriram seus próprios caminhos. O número de self-made women alcançou 72 pela primeira vez, mais do que as 56 de um ano atrás.

Alice Walton é dona do título de mulher mais rica do mundo, pois sua fortuna saltou de US$ 33,8 bilhões para US$ 46 bilhões ao longo do último ano. Única filha do fundador do Walmart Sam Walton, Alice subiu para o número 16, graças, principalmente, a uma alta de 43% no valor das ações do gigante do varejo. O Walmart tem feito um movimento agressivo no que diz respeito ao comércio eletrônico para competir com a Amazon. Anunciou, recentemente, uma nova linha de produtos de cozinha em parceria com a rede de comida online do “Buzzfeed”, a Tasty. A companhia de Bentonville, no estado de Arkansas, também planeja lançar kits de refeição para 2 mil lojas em 2018 e está criando quatro novas marcas privadas de roupas.

Alice tirou o título de mulher mais rica do mundo da herdeira da L’Oreal Liliane Bettencourt, que morreu em setembro de 2017, aos 94 anos. Filha única de Liliane, Françoise Bettencourt Meyers é a segunda colocada, com patrimônio de US$ 42,2 bilhões. Isso é mais do que sua mãe tinha há um ano, mas ainda tímido perto dos ganhos da herdeira do Walmart. Françoise deve sua fortuna a uma participação de 33% na gigante dos cosméticos.

Seu avô, Eugene Schueller, fundou a predecessora da L’Oreal em 1909, dois anos depois que o jovem químico começou a criar tinturas para cabelos com a marca Oréal. Sob seu comando, os negócios foram de vender tinturas a cabeleireiros parisienses a uma grife conhecida, e Schueller passou sua participação para a filha Liliane, que entrou na empresa como aprendiz quando tinha 15 anos.

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Em terceiro lugar está Susanne Klatten, que tem fortuna de US$ 25 bilhões principalmente graças a sua participação herdada na montadora BMW. Das 10 mulheres mais ricas, oito herdaram toda a sua riqueza, enquanto duas – a australiana Gina Rinehart, cuja fortuna vem de minério de ferro, e a norte-americana Abigail Johnson, que lidera a Fidelity Investments – receberam um negócio de família mas tiveram papel importante em seu crescimento.

Para as mulheres que aspiram criar, do zero, fortunas de dez dígitos, os Estados Unidos e a China são os melhores lugares para estar. Dois terços das self-made women bilionárias vêm apenas desses dois países, incluindo Diane Hendricks, que criou a gigante das telhas ABC Supply com seu falecido marido, Kenneth. Empreendedora mais rica dos EUA, Diane tem origem humilde – cresceu na fazenda de laticínios de seus pais, passou por uma série de empregos estranhos depois do ensino médio e teve seu primeiro filho durante a adolescência. Em seguida, conheceu seu marido, um reparador de telhados, enquanto vendia casas personalizadas, e o casal mais tarde fundou o maior distribuidor de telhas do país. Ela preside o império desde a morte de Kenneth, em 2007, e as vendas anuais mais do que triplicaram na última década, para mais de US$ 8 bilhões.

Outras histórias de pessoas que foram da pobreza à riqueza incluem a da self-made woman mais rica da atualidade, Zhou Qunfei, de Hong Kong, que construiu sua fortuna de US$ 7,8 bilhões depois de ter perdido a mãe ainda criança e de ter saído da escola aos 16 anos para trabalhar. Ela fundou seu próprio negócio de produção de lentes de relógio após anos de experiência em fábricas e começou a produzir telas de vidro para celulares. A Lens Technology agora está na bolsa de valores Shenzhen Stock Exchange e tem a Apple e a Samsung como clientes.

De maneira similar, a estreante Zhou Xiaoguang saiu do ensino médio aos 16 anos devido à falta de condições financeiras e vendeu bugigangas pelo país, viajando em trens noturnos para trabalhar de cidade em cidade. Ela fundou a fabricante de bijuterias com sede em Zhejiang Neoglory ao lado do marido, Yu Yunxin, em 1995. Desde então, o casal expandiu para finanças e propriedades, incluindo um braço de imóveis de capital aberto. Ela estreou na lista com US$ 1,9 bilhão.

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Ao todo, 42 mulheres entraram no ranking pela primeira vez, incluindo duas que migraram para os Estados Unidos, Jayshree Ullal e Eren Ozmen. Jayshree, que estreia na lista com US$ 1,3 bilhão, nasceu em Londres, foi criada na Índia e, então, foi estudar na Universidade Estadual de São Francisco e na Universidade de Santa Clara. A atual bilionária passou mais de uma década na Cisco Systems antes de entrar na empresa de rede de computadores Arista Networks, onde assumiu o cargo de CEO em 2008.

A turca Eren Ozmen também atravessou as fronteiras para estudar nos Estados Unidos, onde fez MBA na Universidade de Nevada, Reno, e então entrou na empresa aeroespacial e de defesa Sierra Nevada Corp. (SNC) três anos mais tarde. Ela e seu marido, Fatih, compraram a SNC em 1994, e a transformaram, de uma equipe de 20 pessoas, em uma companhia com mais de 3 mil funcionários em 33 localidades. Eren, que tem patrimônio de US$ 1,5 bilhão, permanece a presidente e co-proprietária do negócio.

A herdeira do In-N-Out, Lynsi Lynder, ganhou um bom presente de aniversário em 2017, quando fez 35 anos e recebeu a parte final de sua herança. Ela vinha tendo direito a ações da rede de hamburguerias ao longo dos anos e, agora, detém estimados 97% da empresa de fast food da costa oeste, o que lhe dá um patrimônio de US$ 1,2 bilhão. Seus avós, Harry e Esther Snyder, abriram a primeira lanchonete drive-thru na Califórnia em 1948, e Esther foi a responsável por liderar as operações diárias no In-N-Out até sua morte, em 2006. Lynsi, que começou a trabalhar na empresa no departamento de recursos humanos e merchandising ainda adolescente, tornou-se presidente em 2010. Desde então, ela expandiu suas unidades, indo para novos territórios como Texas e Oregon.

A lista de bilionários FORBES é compilada tendo como base valores de ações e taxas de câmbio de 9 de fevereiro de 2018. Algumas pessoas podem ter se tornado mais ricas ou mais pobres entre essa data e a publicação do ranking, ou nos dias seguintes à publicação. Alice Walton, por exemplo, era a mulher mais rica do mundo, com US$ 46 bilhões, em 9 de fevereiro, mas cedeu esse título a Françoise Bettencourt Meyers, ao menos temporariamente.

Veja, na galeria de fotos, as 10 mulheres mais ricas do mundo:

  • 10º) Charlene de Carvalho-Heineken e família
    Fortuna: US$ 15,8 bilhões
    Posição no ranking geral: 86º
    Origem: Heineken
    País: Holanda

  • 9º) Abigail Johnson
    Fortuna: US$ 15,9 bilhões
    Posição no ranking geral: 83º
    Origem: gestão financeira
    País: Estados Unidos

  • 8º) Iris Fontbona e família
    Fortuna: US$ 16,3 bilhões
    Posição no ranking geral: 80º
    Origem: mineração
    País: Chile

  • 7º) Gina Rinehart
    Fortuna: US$ 17,4 bilhões
    Posição no ranking geral: 69º
    Origem: mineração
    País: Austrália

  • 6º) Laurene Powell Jobs e família
    Fortuna: US$ 18,8 bilhões
    Posição no ranking geral: 58º
    Origem: Apple, Disney
    País: Estados Unidos

  • 5º) Yang Huiyan
    Fortuna: US$ 21,9 bilhões
    Posição no ranking geral: 43º
    Origem: imóveis
    País: China

  • 4º) Jacqueline Mars
    Fortuna: US$ 23,6 bilhões
    Posição no ranking geral: 34º
    Origem: Mars
    País: Estados Unidos

  • 3º) Susanne Klatten
    Fortuna: US$ 25 bilhões
    Posição no ranking geral: 32º
    Origem: BMW
    País: Alemanha

  • 2º) Françoise Bettencourt Meyers e família
    Fortuna: US$ 42,2 bilhões
    Posição no ranking geral: 18º
    Origem: L’Oréal
    País: França

  • 1º) Alice Walton
    Fortuna: US$ 46 bilhões
    Posição no ranking geral: 16º
    Origem: Walmart
    País: Estados Unidos

10º) Charlene de Carvalho-Heineken e família
Fortuna: US$ 15,8 bilhões
Posição no ranking geral: 86º
Origem: Heineken
País: Holanda

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