Negócios

Conheça CloudFlare, o serviço de proteção virtual preferido pelos EUA e Israel

O CloudFlare é um serviço que tem o objetivo de manter o tráfego malicioso longe de sites e aplicativos de seus clientes. Em vez da tradicional venda de firewall de prevenção, o CloudFlare oferece um serviço mais barato que tem de ser instalado localmente.

Os roteadores e servidores estão em 28 centros de dados por todo o mundo. O principal neste mercado é o Akami, que possui US$ 1,6 bilhões (R$ 3,6 bilhões) em receitas anuais e grandes clientes como Facebook e Microsoft, que dependem dele para fazer com que os sites carreguem mais rápido. Assim como o Akami, o CloudFlare acelera os sites, mas desde o início enfatizou que o foco era “proteção contra botnets maliciosos”.

O CloudFlare foi fundado há cinco anos por Matthew Prince, Michelle Zatlyn e o engenheiro Lee Holloway e no início foram atrás de clientes que fossem pequenos demas para o Akami, mas avançou no caminho e conquistou clientes como Nasdaq, Yelp, Zendesk, OkCupid e o Governo Federal.

Apesar de os dois milhões de sites do CloudFlare tirarem proveito de seus serviços com base livre, Prince não vê como um problema já que cerca de 4% a 5% de seus clientes optam por pagar entre US$ 20 (R$ 45) e US$ 5.000 (R$ 11.000) para terem acesso a serviço avançados como criptografia, firewall e outros.

O CloudFlare tem sido bastante criticado por proteger operadores não muito confiáveis. Em 2011, um site chamado LulzSecurity.com, se registrou para o CloudFlare uma hora antes de publicar 3,5 milhões de nomes de usuários e senhas supostamente roubados da Sony. As vezes, o serviço também fica entre paredes: há dois anos ele estava protegendo o site tanto das Forças de Defesa de Israel como as Forças da al-Qud pró-palestina na Faixa de Gaza.

“Eles ficam na frente de tantas bombas na internet”, diz o diretor de tecnologia da OkCupid, Mike Maxim. No início deste ano, rede de encontros IAC percebeu que precisava de mais proteção após clientes da Reddit afirmarem que o site estava “falindo”.

Um dos primeiros patrocinadores do CloudFlare disse para Prince que ele amava o negócio e o mercado no qual estava, mas queria saber o que ele faria se recebesse ameaças de morte. “Quando você começa algo como isso, você não percebe qual vai ser o fim do jogo se você for bem sucedido”, contou o fundador, Matthew Prince.

Topo