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Como a crise na Argentina afeta a todos

As coisas não poderiam ter saído piores. Todo mundo perdeu: a Argentina continua com sua dívida, pela segunda vez em quase 13 anos os detentores ficaram de mãos vazias e a estratégia do Juiz Federal Thomas Griesa de forças o país a negociar um acordo com os chamados “venture funds” falhou. Além disso, um último esforço por um grupo de banqueiros argentinos liderada por Jorge Brito caiu no último segundo.

A batalha legal durou uma década entre um grupo de fundos de hedge liderado pelo bilionário Paul Singer e o governo argentino, resultou na pior maneira possível. No final da quinta-feira (31) em Nova York, a Argentina mais uma vez entrou em estado de inadimplência, já que os detentores do débito não receberam pagamentos de juros de US$ 539 milhões (R$ 1,2 bilhão).

Além da opinião de consenso entre os comentaristas norte-americanos de que o governo de Cristina Kirchner é o único responsável por este resultado, a culpa é generalizada e engloba praticamente todas as pessoas envolvidas. E embora as consequências não foram imediatamente perceptíveis, a falta de encontrar uma solução no curto prazo pode levar fins desastrosos para o povo da Argentina.

Oficiais argentinos rejetiraram a responsabilidade, assim como a presidenta Kirchner e o ministro das finanças Axel Kicillof que permaneceu inflexível sobre sua posição enquanto tentava coloca a culpa sobre os ombros do juiz Griesa. O juiz por sua vez, que tentou cumprir as leis de Nova York, também adotou uma estratégia perdedora.

Felizmente para todos os envolvidos, a questão não está fechada. Enquanto a delegação da Argentina, liderada por Kicillof, já está em seu caminho de volta para Buenos Aires, ele ainda está tentando encontrar uma solução. O país tem condição financeira para pagar seus credores, e há partes interessadas nisso, incluindo alguns bancos e empresas argentinas como YPF.

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