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“O céu é o limite”, afirma jovem à frente da Catho

“É possível que eu tenha uma tendência natural para me dedicar a atividades que exigem mudança e novos desafios. Fui empreendedor pela primeira vez antes dos 21 anos. Depois, gerente de tecnologia aos 23, diretor de tecnologia aos 27 e CEO da Catho aos 37.” Eis como Eduardo Thuler elenca parte dos motivos que o levaram, em julho deste ano, a assumir a presidência de um dos maiores sites de empregos do Brasil.

Este foi o coroamento de uma trajetória que se iniciou muito cedo. “Comecei a trabalhar no escritório do meu pai, que tinha uma empresa de serviços. Tive a carteira assinada aos 14 anos, idade mínima permitida por lei.” Thuler sempre esteve voltado à tecnologia e campos afins. “Por volta dos 16 anos descobri o desenvolvimento de sistemas.

A possibilidade que a área oferece de provocar mudanças relevantes e sustentáveis me fez escolher a computação como carreira.” Ele acabou por diplomar-se em 1999 em ciência da computação pela Unicamp. Depois disso, fez vários cursos, em especial um sobre inovação em Wharton, na Universidade da Pensilvânia, que o marcou profundamente. Mas nada comparável ao impacto que a ida para a Califórnia, nos EUA, teve sobre ele.

Lá Eduardo trabalhou no Google, por seis anos. “Acho que me mudar para o Vale do Silício pelo Google, e conviver com as pessoas que estão desenhando o futuro da internet, teve um forte impacto em minha visibilidade e abriu muitas portas. A escolha foi um pouco pesada para a família – minha esposa estava grávida do segundo filho –, mas foi uma experiência muito enriquecedora”, explica. “Convivi, então, com indivíduos de alta capacidade intelectual, e jamais deixava de me surpreender ao ouvir um plano ambicioso, com potencial de mudar a forma como as pessoas agem hoje e, ao mesmo tempo, factível. A sensação de que ‘o céu é o limite’ é muito motivadora.”

Como é comum na área de tecnologia, o líder da Catho mostra- se avesso a formalismos (“Não acho que você tenha de se vestir seriamente para ser levado a sério no trabalho. Não conseguiria usar um terno todos os dias”) e é ambicioso a um nível quase espantoso: “Só tive contato com o mundo do recrutamento em 2013, ao entrar na Catho.

O que me trouxe para cá é o impacto que a tecnologia atrelada ao recrutamento pode ter na vida das pessoas e das empresas. Acredito seriamente que posso aumentar a produtividade dos brasileiros e, por consequência, o PIB do Brasil”. E Eduardo (“Acharia estranho ser chamado de senhor”, adverte) finaliza sua reflexão: “Com o tempo, me dei conta de que a divisão entre o produto de uma empresa e a empresa em si é tênue; tive, então, a oportunidade de ampliar meu campo de atuação ao assumir a presidência da Catho”. De agora em diante, mais que nunca, o céu é mesmo o limite.

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