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Caio Guimarães tem apenas 24 anos e participa de projeto que pode salvar milhões de vidas

“Eu já nasci curioso”, diz o jovem de 24 anos que adora tocar violão e que está prestes a se apresentar na Photonics West, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo, em São Francisco. E foi por conta disso que Caio Guimarães chegou onde está hoje. Por meio do Ciências sem Fronteiras, o jovem teve a oportunidade de fazer parte de uma pesquisa que pode salvar a vida de milhões de pessoas.

Em 2014, ele fez um estágio no Wellman Center, laboratório de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Lá, um grupo de cientistas havia descoberto uma nova maneira de matar bactérias resistentes a antibióticos. Certa frequência específica de luz é capaz de eliminar uma infecção bacteriana em cerca de 60 minutos. O método, porém não era eficaz nos tecidos mais profundos da pele e, para isso, Caio desenvolveu uma série de microagulhas com fibra ótica capazes de penetrar nas partes mais difíceis.

Apesar do grande avanço, o jovem estudante não estava satisfeito. “Aquilo ainda precisava ser mais prático. Eu precisava ajudar mais”, conta. O estudo é financiado pelo Exército americano, que tem seus soldados infectados regularmente por bactérias. “A máquina que emite luz é enorme e não seria nada prática para essas pessoas que ficam, muitas vezes, em condições precárias.” Para ajudar, Caio desenvolveu uma lanterna portátil – todas as peças foram compradas na Amazon – capaz de emitir o mesmo feixe de luz. “Assim, os soldados podem andar com um kit no bolso.”

Apesar da grandiosidade de seu projeto, Caio não é nada diferente de um jovem comum: “Para o futuro, quero acabar a faculdade de engenharia elétrica”. MSM

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