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Disney investe US$ 15 bilhões para voltar a crescer entre as crianças

Getty Images

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Ao longo da ultima década, a Disney gastou US$ 15 bilhões para tentar se inserir novamente no mercado em que mais lucraram: o das crianças. A compra de empresas como Pixar, Marvel e Lucasfilm, fez com que a companhia adquirisse realmente uma boa mistura do setor de entretenimento.

O império foi então refeito, mas será que vai continuar? Quando a Disney comprou estas empresas, ela trouxe inúmeros personagens de volta como Buzz Lightyear e Iron Man, e controlou grande parte das franquias hollywoodianas.

Apesar disso parece estar acontecendo uma segmentação ainda maior: de acordo com um ex-funcionário da Marvel, o público que a Disney quer atingir não inclui meninas. E, aparentemente, isso acontece porque o mercado das meninas já está dominado. “A Disney comprou a Marvel e a Lucasfilm porque eles queriam ter acesso ao mercado do sexo masculino. Para atingir este objetivo, eles alocam menos de demonstração feminino da Marvel, e ainda menos para um unissex”.

A Disney investiu US$ 15 bilhões para expandir sua posição no mercado, apenas para reduzi-la ativamente, limitando o seu alcance e irritando os consumidores que deveriam estar felizes: quase metade, dos 24 milhões de pessoas que são fãs de quadrinhos no Facebook, é do sexo feminino, e as mulheres constituem 52% dos espectadores.

Mark Ruffalo lamentou a falta de mercadoria da Black Widow, personagem feminina de “Os Vingadores”, disponível para suas filhas e sobrinhas. Esta semana, Colin Hanks, filho de Tom Hanks, contou que levou sua filha, fã de Star Wars, a uma loja de brinquedo, e os produtos da franquia só estavam disponíveis na seção dos meninos, e o único brinquedo da Princesa Leia disponível dizia “Slave Leia”, com uma corrente pendurada em seu pescoço.

É claro que existem vários outros nomes envolvidos nestas franquias como Disney, Marvel, o fabricante de brinquedos Hasbro. Mas, é preciso ter cuidado. Se uma empresa não está preparada para fornecer o seviço mais básico para seus clientes, os US$ 15 bilhões investidos para melhorar, podem se tornar US$ 15 bilhões para destruir.

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