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Ásia pode superar América do Norte como a região mais rica em 2016

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O rápido crescimento da Ásia e seu forte desempenho de mercado devem tornar a região o continente mais rico do mundo em 2016. Impulsionados pelo Oriente, em 2014, os ativos de todo o mundo atingiram o recorde de US$ 163,3 trilhões, de acordo com Relatório da Riqueza Global, da consultoria Boston Consulting Group, e a riqueza global cresceu 11,9%, apenas abaixo dos 12,3% de 2013.

As regiões do mundo experimentaram diferentes índices de crescimento. Na América do Norte, foi de 5,6% e totalizou US$ 50,8 trilhões, o que a mantém na frente como o continente mais rico. No entanto, a região da Ásia-Pacífico (sem incluir o Japão) cresceu 29,4% e somou US$ 47,3 trilhões.

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É esperado que a região ultrapassasse a América do Norte como a mais rica em 2016, com a China (com crescimento de 25%) e a Índia (com 44%) como principais catalizadoras. É também esperado que a Ásia-Pacífico conduzirá metade do crescimento global até 2019.

A região continua a ter a maior parcela de investimentos: 45% em dinheiro e depósitos. A taxa de poupanças na Índia foi de 19% do PIB e de 17,4% na China. A região verificou uma taxa de de poupanças 6% do total.

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O número de novos milionários no mundo, que cresceu 14%, reflete o crescente domínio da Ásia. Dos 2,1 milhões de novos milionários em 2014, 62% deles estão na região asiática. Os Estados Unidos continuam a ser o país com o maior número de milionários e famílias com o patrimônio líquido de ao menos US$ 30 milhões (6,9 milhões de pessoas), quase o dobro do número da China (3,6 milhões). A América do Norte ainda possui um crescimento sólido, particularmente entre esses que possuem altos valores de patrimônio líquido.

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Mesmo que decrescente, a América do Norte ainda é o maior e mais desenvolvido mercado do mundo. A riqueza existente ainda é responsável por 78% do crescimento no continente, graças à sua forte atuação nos mercados e aos investimentos offshore, investimentos em zonas econômicas privilegiadas. No entanto, especialistas afirmam que esse bom desempenho pode mascarar a fraqueza do mercado norte-americano em geração de novas riquezas.

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