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Após especulações de IPO do Snapchat, surgem contradições sobre seu real valor de mercado

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No começo do ano, eram muitas as especulações sobre uma possível oferta pública de ações (IPO, em inglês) do Snapchat, plataforma de envio de multimídias instantâneas. Recentemente, o que era apenas uma hipótese acabou se confirmando com a divulgação da marca de que se tornará uma empresa de capital aberto.

Em março, o gigante do comércio eletrônico chinês Alibaba investiu US$ 200 milhões (R$ 696 milhões) no aplicativo e, de acordo com o Wall Street Journal, atualmente o Snapchat é avaliado em US$16 bilhões (R$55 bilhões).

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Apesar do rápido crescimento de empresas do setor tecnológico entre o público consumidor de serviços digitais, para alguns especialistas em finanças essa avaliação está sendo superestimada, o que pode confundir potenciais investidores.

Já a General Catalyst, companhia de capitalização de recursos tecnológicos responsável pelas contas das empresas Airbnb, Uber e Snapchat, divulgou, recentemente, que uma boa empresa capitalista não deve temer os riscos de novos investimentos.

Segundo Hemant Taneja, diretor administrativo da corporação, todas as especulações feitas nos últimos anos acerca de crises no setor tecnológico falharam por não enxergar que novos recursos dinâmicos estão sendo criados, o que atrai cada vez mais a atenção do público jovem. No entanto, o empresário reconhece que o Snapchat deve estar preparado para receber grandes pressões por parte dos novos investidores.

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O aplicativo Snapchat, que permite o envio de mensagens que se apagam automaticamente após visualizadas pelo destinatário, está sendo baixado cada vez mais pelos usuários, que consideram a plataforma mais ágil e segura do que as demais redes sociais do mercado.

“Eu enxergo o Snapchat como uma das próximas grandes empresas de mídias tecnológicas. O principal desafio agora é rentabilizar novos recursos, criar conteúdo útil para usuários do mundo inteiro e, assim, justificar o valor de mercado da marca”, afirma Taneja.

Ainda segundo o empresário, Uber e Airbnb também planejam fazer o IPO em um futuro próximo, mas ainda não há detalhes sobre as datas em que as ofertas serão feitas.

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