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Jovem de 21 anos cria rede que revoluciona hotéis na Índia

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O jovem indiano Ritesh Agarwal, de 21 anos, recebeu, na semana passada, um investimento de US$ 100 milhões em seu site de reserva de quartos em hotéis baratos. Ele está criando uma das poucas startups da Índia que não são cópias de empresas renomadas, como o Uber e a Amazon. O OYO Rooms já oferece 14.000 quartos em 80 cidades. Sua competidora mais próxima é a rede indiana Taj Hotels, comandada pelo conglomerado Tata’s Indian Hotels.

A empresa de Agarwal só tem dois anos de existência e se parece mais com o sistema Uber do que do Airbnb. Na Índia, há um grande problema para se encontrar acomodações acessíveis. O desafio não é encontrar as acomodações, que é o que o Airbnb busca resolver, mas encontrar boas experiências em hotéis. Os viajantes estão bem familiarizados com hotéis dignos de um pesadelo na Índia: ao contrário do que é prometido, eles encontram prédios mal conservados, falta de sinalização, banheiros sujos, colchões furados, pisos sujos, aparelhos de ar-condicionado quebrados e falta de máquinas de cartão de crédito.

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“Nenhum indiano merece ficar nesse tipo de lugar, não importa o quanto ele pague”, disse Ritesh Agarwal. “É essa deficiência que a OYO pretende combater.” Ele afirma que a potência de hotéis de marca é enorme. Cerca de 415 milhões de indianos se hospedam em hotéis todos os dias, ele conta.

Os hotéis da OYO pretende oferecer padronização em 30 categorias em cada quarto, incluindo WiFi grátis e café da manhã, TVs de tela plana, roupa de cama branca e de boa qualidade, bons chuveiros e um frigobar. Os preços variam entre 999 rupias (R$ 54,61) e 1.500 rúpias (R$ 81,99) para os quartos mais baratos, enquanto os melhores estão entre 1.600 rúpias (R$ 87,46) e 4.000 rúpias (R$ 218,64). OYO oferece apoio aos donos de hotéis, como suplementos para atender aos padrões exigidos e treinamento dos funcionários.

A Índia é um grande mercado geográfico e diversificado. Enquanto os indianos gastam mais, a demanda por hotéis cresce como nunca antes. “Em cidades pequenas, pessoas fazem check in em hotéis OYO quando acaba a energia em suas casas – nossos hotéis garantem ar-condicionado nos quartos”, conta o Kavikrut, chefe de expansão da OYO. “Indianos jovens fazem check in em hotéis mais baratos para não irem para casa bêbado e encontrarem seus pais”.

A empresa cresceu rápido e OYO acrescentou 43 cidades em julho e vai adicionar outras 50 esse mês. A marca vai oferecer 50.000 quartos em 200 cidades até o fim do ano e crescer para 50.000 acomodações em três anos, de acordo com Kavikrut.

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