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AB InBev, de Lemann, pretende adquirir concorrente SABMiller

Reprodução/Forbes

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Há um acordo em fase de negociação que poderia trazer duas grandes rivais do mundo de cervejas, Bud Light e Coors Light, para o mesmo lado.

A Anheuser-Busch InBev, empresa que tem Jorge Paulo Lemann como um de seus principais acionistas, disse, nesta quarta-feira (16), que entrou em contato com a SABMiller sobre uma potencial compra, em um acordo que criaria uma poderosa empresa global de cervejas. A notícia fez com que as ações da SABMiller chegassem a um crescimento de 21% no meio do dia na Bolsa de Londres enquanto as da AB InBev subissem 6% em Bruxelas.

Em declaração, a SABMiller disse que a AB InBev informou que “pretende fazer uma proposta para adquiri-la.” Sua diretoria irá “revisar e responder adequadamente a qualquer proposta que possa ser feita”. A declaração reiterou que não era uma certeza que o acordo seria feito e não trouxe nenhuma informação sobre os termos do acordo. A empresa aconselhou os acionistas a manterem suas ações e “não tomar nenhuma atitude”.

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AB InBev disse, também em comunicado, que deve anunciar a decisão de fazer uma oferta para a SABMiller às 5h da tarde do dia 14 de outubro, caso contrário retirará a proposta, de acordo com as leis do Reino Unido. A declaração reforçou não existir certeza sobre nenhum acordo.

Ambas as companhias já são grandes empresas globais de cerveja e o acordo irá, provavelmente, enfrentar preocupações antimonopólio. A belga AB InBev, criada em 2008 através de uma fusão entre Anheuser-Busch e InBev, é a maior empresa de cervejas do mundo, com marcas como Corona, Stella Artois, Budweiser, Bud Light, entre outras brasileiras via Ambev.

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A SABMiller, com matriz em Londres, é a segunda maior do mundo e tem marcas como Coors Light, Miller Light, Blue Moon, Peroni, Nastro Azzurro e Grolsch. Foi criada em 2002, quando a South African Breweries adquiriu a Miller Brewing Company, a segunda maior empresa de cervejas dos Estados Unidos.

Uma fusão entre as duas gigantes tem sido tema de especulação há anos. O maior acionista da AB InBev é a empresa de ativos privados brasileira 3G Capital, conhecida por adquirir negócios, baixar custos e buscar expansão global. Ainda esse ano, a 3G Capital, do trio de bilionários brasileiros Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles estava por trás da fusão entre a Kraft e a Heinz.

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A média anual das margens operacionais ao longo dos últimos cinco anos são de 30% para a AB InBev e 22,2% para a SABMiller. Caso consigam aumentar a média da segunda após a fusão, muito dinheiro será ganho, pois a base de vendas é maior que US$ 10 bilhões.

Antes das notícias da quarta-feira, as ações da AB InBev estavam em crescimento de cerca de 1% ao ano, enquanto as ações da SABMiller estavam em queda de cerca de 9%.

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