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Como a Apple pode mudar a indústria automotiva

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A Apple está determinada a criar um carro elétrico, de acordo com o “Wall Street Journal”. O jornal informou no começo da semana que a empresa está levando o “Projeto Titan” adiante e triplicou sua equipe automotiva com o objetivo de lançar um veículo até 2019.

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Pode parecer um salto muito grande para uma companhia especializada em computadores, tablets e smartphones. A indústria de carros é extremamente regulamentada e complexa. No entanto, é um setor aberto a reinvenções, motivo pelo qual companhias como Google e Tesla tentam entrar.

Para a Apple, não se trata apenas do carro – apesar de ser possível assumir que um veículo feito pela gigante da tecnologia teria um design bonito e seria fácil de operar. A empresa está mais focada em criar uma nova experiência de dirigir que atinja os consumidores da mesma forma que o iTunes mudou a maneira como ouvimos música.

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Sam Abuelsamid, um analista da empresa de pesquisas Navigant Research, acredita que o novo sistema de vendas de iPhones dá dicas para a forma com que a Apple vai tratar seu novo negócio. Agora, usuários do smartphone podem pagar uma taxa mensal e, em 12 meses, trocar seu aparelho por um novo. Os antigos são revisados e depois revendidos. O programa não é muito diferente do usado atualmente por montadoras de carros, que também estabelecem uma taxa de inscrição mensal. A cada dois ou três anos, clientes devolvem seus veículos usados – que serão vendidos -, em troca de um novo. Isso permite que as empresas façam suas previsões de vendas. Além disso, leva os clientes de volta às lojas com mais frequência para ver os novos modelos.

“Posso ver a Apple utilizando um sistema parecido com o da Netflix, com os pagamentos mensais”, disse Abuelsamid. “A frota teria apenas um tipo de veículo, o Apple Car, que seria oferecido em diversas cores como cinza, branco, ouro e ouro rosa. Quando você precisasse de um carro, bastava abrir o aplicativo em seu recém-comprado iPhone, reservar e o retirar na central mais próxima.”

A ideia de uma frota compartilhada tem apelo em várias cidades onde o trânsito é muito intenso e é difícil encontrar vagas. Ao aumentar a taxa de utilização dos veículos, a Apple poderia ter um melhor rendimento financeiro por carro do que se operasse apenas com a simples venda de carros individuais.

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