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E-commerce brasileiro tem receita de R$ 5,2 milhões só com cultura pop

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Foi em uma lan house no litoral de São Paulo que o tecnólogo Bruno de Marchi tirou do papel a bandUP! — startup de e-commerce especializada em música, entretenimento e cultura pop. Líder no segmento, com sede em Barra Bonita (SP), já criou mais de 12 mil produtos customizados em seus quase cinco anos de atividade. “Quando criamos a empresa, não sabíamos ainda como fazer, como controlar, as coisas foram acontecendo no susto. Em dois anos já estávamos com quase 50 artistas”, conta De Marchi.

São várias as frentes de negócios da bandUP! e sua operação é full commerce. Ela é responsável por todas as etapas do processo, que incluem a criação e operação de lojas virtuais para 140 artistas e marcas, como Ivete Sangalo, Mauricio de Sousa, DC Comics, Elis Regina, Aerosmith, Hello Kitty, TV Globo, Kiss, Warner Bros, Activision, Beatles, Madonna, Elvis Presley, Luan Santana, entre muitos outros. O trabalho inclui logística, desenvolvimento dos produtos oficiais, fabricação sob demanda, marketing digital e atendimento aos fãs. “Desenvolvemos 80% dos produtos que vendemos. Recebemos os guias de estilo das marcas e podemos trabalhar do nosso jeito em cima deles. Todos são aprovados pelos detentores e chancelados como oficiais.” Chegaram a aprovar mais de 400 produtos de uma vez e sua velocidade de criação e aprovação acabou tornando-se um modelo único e marca registrada.

Um ponto importante e vantajoso para a companhia é o engajamento dos artistas. Isso faz com que a band­UP! não precise investir em publicidade paga. “Temos uma relação muito próxima com os famosos. Eles vestem as nossas roupas, publicam em suas redes sociais e acabam divulgando o nosso nome”, afirma o fundador. Para criar uma coleção, a equipe reúne-se com o artista para entender a mensagem que ele quer passar. Depois disso, escolhem a característica gráfica, aplicam a imagem e enviam para aprovação. Nas primeiras vezes, há muitas alterações. Depois, o gosto e o desejo dele são identificados e os acertos passam a ser grandes e poucas mudanças são necessárias.

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As linhas de produtos são muitas. De camisetas a canecas, chaveiros, bonés, tênis, capas de notebook, CDs, relógios, lancheiras, blocos de anotação, a marca vende de quase tudo. No começo deste ano, criaram a band­UP! Store, com o intuito de reunir todos os produtos dos artistas e marcas que representam em único um site. “Além de vender esses artigos, agiremos como curadores de outras mercadorias. Temos os LPs dos Beatles, por exemplo, mas como na loja oficial deles não é possível vender vitrolas, faremos isso na nossa. Assim, produtos complementares estarão disponíveis no nosso site, escolhidos dos melhores fornecedores.”

Com uma projeção de crescimento de 75% em relação ao ano passado e uma receita bruta planejada de R$ 9,6 milhões para 2015 (em 2014 foi de R$ 5,2 milhões), a marca tem planos promissores para o futuro. Um deles, para este ano, é a “fan box”, um programa de assinaturas em parceria com a Warner. “O fã do DC Comics vai receber em casa todos os meses uma caixa com produtos e experiências exclusivas, como um HQ inédito e a possibilidade de assistir a um filme antes da estreia, por exemplo.”

Em 2017, será criada uma rede de franquias em formato de quiosques para a venda dos produtos bandUP!. Eles servirão também como uma rede de distribuição para o cliente que comprou via mobile. E, em quatro anos, a empresa pretende abrir uma megastore em São Paulo. Uma loja de experiência, com workshops de música e games e situações diferentes para os fãs. “Queremos ser a empresa de e-commerce que vem à mente das pessoas quando se pensa em entretenimento nas suas formas mais abrangentes — música, personagens, comics, games, séries de TV, filmes. Esse é o nosso desejo”, finaliza De Marchi, otimista.

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