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Empresa brasileira aumenta capacidade de produção em 50% sem ampliar canaviais

Divulgação

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A GranBio nasceu em 2011, em uma conversa na cafeteria da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) entre Bernardo Gradin (presidente), Gonçalo Pereira (cientista-chefe) e Alan Hiltner (vice-presidente executivo). O trio sonhava em realizar um projeto de alto impacto para
o planeta, a partir da união da biotecnologia e da biomassa brasileira. “Seria uma nova revolução industrial, baseada em um novo paradigma de produção, com profundo impacto para a sociedade e o meio ambiente. A ideia transformou-se em um plano de negócios, resultando na fundação da GranBio cinco meses depois”, recorda Gradin.

Em 2013, a BNDESPar, braço de investimentos do banco, aportou R$ 600 milhões na GranBio para a aquisição de 15% de seu capital. Em setembro, a companhia deu início à produção do etanol celulósico (ou de segunda geração — 2G) na fábrica localizada em São Miguel dos Campos (AL). O projeto, considerado pioneiro no Hemisfério Sul, destaca-se por cuidar da matéria-prima à distribuição do produto final, integrando tecnologias próprias e de parceiros no que Gradin chama de “o ciclo industrial mais sustentável do mundo.”

Com capacidade de produção nominal de 82 milhões de litros de etanol por ano, a unidade utiliza palha de cana-de-açúcar (mas também pode ser o bagaço) como matéria-prima para a fabricação do combustível. “Assim, pode-se aumentar a capacidade de produção do biocombustível no país em até 50% por hectare, sem a necessidade de ampliação dos canaviais. No futuro, iremos utilizar a cana-energia, mais produtiva e resistente, que pode ser plantada em áreas degradadas de pasto. O que reduzirá ainda mais a pegada de carbono do processo produtivo”, promete Gradin.

Quando atingir a plena capacidade produtiva, a expectativa é alcançar um custo de produção 20% mais baixo que o etanol de primeira geração, o que torna os projetos de 2G financeiramente sustentáveis e atraentes. Hoje, o empresário garante que o etanol 2G da GranBio é o combustível produzido em escala comercial mais limpo do mundo em intensidade de carbono — índice comprovado pelo Air Resources Board (ARB), da Califórnia. Sua expectativa é tornar a empresa lucrativa a partir de 2017.

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