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Donald Trump diz que mulçumanos nos EUA comemoraram os ataques de 11 de setembro, em 2001

Getty Images

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Em comício no Estado norte-americano de Ohio na última segunda-feira (23), Donald Trump, pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, disse ter testemunhado, da vista de seu apartamento, pessoas pularem do World Trade Center no atentado de 11 de setembro, em 2001. “Muitas pessoas pularam e eu testemunhei isso, assisti. Eu tive uma vista – uma vista do meu apartamento voltada especificamente para as Torres Gêmeas”, disse.

Estima-se que ao menos 200 pessoas pularam após os aviões terem atingido o edifício em um ataque que custou mais de 2.600 vidas. O candidato vive na Trump Tower, em Manhattan, a mais de 6,5 km de distância do local onde ficava o World Trade Center. A campanha de Trump não respondeu a uma solicitação de comentários sobre como ele pode ter testemunhado a cena a esta distância.

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Donald Trump disse, também, que muçulmanos em Nova Jersey celebraram os ataques terroristas de 11 de setembro, declaração que foi desmascarada por múltiplos revisores de fatos. Ben Carson, outro pré-candidato republicano à presidência, inicialmente apoiou a declaração sobre muçulmanos norte-americanos terem celebrado os ataques terroristas. Porém, sua campanha voltou atrás:

“Dr. Carson não apoia a declaração atribuída a ele hoje sobre os eventos que ocorreram em 11 de setembro. Ele não acredita que muçulmanos norte-americanos em Nova Jersey celebraram a queda das Torres Gêmeas”, disse o diretor de comunicação de Carson, Doug Watts, em declaração na segunda-feira.

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Trump cativou uma multidão de apoiadores ao falar de sua liderança nas últimas pesquisas, debochar dos números do Governador de Ohio, John Kasich, e criticar a imprensa por cobrir uma violenta discussão em seu comício anterior entre um protestante do movimento Black Lives Matter (“vidas negras importam”, em tradução livre) e muitos participantes brancos. Muitos dos participantes no evento de segunda-feira foram escoltados para fora pela polícia e vaias puderam ser escutadas no meio da multidão durante partes de seu discurso.

Porém, aplausos vieram quando ele falou sobre seu posicionamento no combate a terroristas. Após falar sobre seu alto índice de aprovação nas pesquisas recentes e sobre como ele conduziria a economia e lideraria o país, Trump declarou que eleitores também “o amariam no terrorismo” e ganhou aplausos da multidão.

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Mais tarde, falou de seu apoio à técnica de interrogatório de afogamento, prática considerada tortura pelas convenções internacionais. O ex-presidente George W. Bush autorizou a técnica de interrogatório durante sua administração, prática que Barack Obama condenou e oficialmente eliminou quando ele entrou no governo. Trump insistiu que os Estados Unidos deveriam voltar a adotar a prática porque ela não é nada quando comparada à violência do Estado Islâmico.

O bilionário também não voltou atrás em relação a seus comentários controversos de que ele iria considerar fechar mesquitas e casas de adoração islâmicas nos Estados Unidos para prevenir ataques terroristas futuros. “Nós temos pessoas ótimas na população muçulmana, mas algo está acontecendo. Algo está acontecendo. Eu sempre digo que não são os que estão vindo da Suécia, da Noruega e da Dinamarca que querem nos matar. Eles estão vindo de uma certa parte do mundo com uma certa filosofia”, disse Trump. “Nós precisamos ter uma vigilância forte.”

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