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“Viemos para investir a longo prazo”, diz executivo da Jaguar Land Rover

Frank Wittemann (Divulgação)

Frank Wittemann (Divulgação)

Às vésperas de inaugurar sua aguardada fábrica em Itatiaia, no sul do Rio de Janeiro, a Jaguar Land Rover não parece muito preocupada com o atual cenário econômico nacional. “Estamos aqui para investir a longo prazo. Sabemos que em um ou dois anos as coisas no Brasil não vão mudar tanto”, afirma Frank Wittemann, futuro presidente da marca para a América Latina e Caribe, que deve assumir em fevereiro.

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O executivo desembarca no país depois de passar oito anos na Rússia (entre Volkswagen e JLR) e quatro meses na China, onde foi responsável por reestruturar as vendas da montadora de luxo inglesa. Sua presença por aqui não é à toa: foram investidos cerca de R$ 750 milhões para a construção da fábrica carioca, com previsão para ser inaugurada ainda neste primeiro semestre, “depois de abril”. Dois modelos já foram confirmados para produção: Range Rover Evoque e o recém-lançado Discovery Sport.

Wittemann, que tem experiência com grandes e instáveis mercados em crescimento, diz acreditar no potencial do Brasil e da região no segmento de luxo, inclusive em tempos de crise. “O mercado premium é o menos afetado porque a possibilidade do comprador é maior, ele não é afetado diretamente.” Além disso, de acordo com o executivo, que admitiu precisar ler mais sobre os negócios internos do país, as projeções negativas para o continente podem mudar. “Não sei exatamente o que acontece na Argentina, por exemplo, mas há a possibilidade de mudança com este novo governo”, analisa.

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“Se você olhar para mercados mais maduros, o segmento de luxo representa uma fatia de 10%. Imagina quando o Brasil atingir este nível. É um mercado grande a ser explorado”, explica Dmitry Kolchanov, diretor de mercados internacionais da marca. Segundo ele, o mercado nacional tem entre 15.000 e 16.000 veículos premium. Witteman afirma, no entanto, que o Brasil ainda é um país caro para a fabricação, por seu tamanho comparado ao volume da demanda.

Outro objetivo da multinacional é reforçar o nome Jaguar, que, historicamente, não tem presença forte no Brasil. “Há alguns anos, eram só duas lojas, no Rio e em São Paulo. Agora, temos muitos pontos de vendas espalhados pelo país”, afirma Kolchanov. Não foi divulgado, no entanto, quando, ou se, a fábrica carioca começará a produzir veículos da marca.

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