Negócios

Com primeira mulher à frente, Amcham aposta na diversidade

Deborah Vieitas (Marco Miranda Filho/Agência Foto)

Deborah Vieitas (Marco Miranda Filho/Agência Foto)

Há 104 Americans Chambers of Commerce (ou, simplesmente, Amchams) espalhadas pelo mundo. Mas a maior delas é verde e amarela: a Amcham Brasil. Trata-se de uma veterana, fundada em 1919 pelas seguintes empresas e instituições: Indústrias Matarazzo, Brazaço-Mapri, Citibank, Esso, General Electric, Lion, Goodyear, Singer e Universidade Presbiteriana Mackenzie. O primeiro rascunho de seu estatuto foi escrito no tradicional Grand Hotel de la Rotisserie Sportsman, no centro paulistano. A entidade, portanto, tem história atrás de si — mas, agora, resolveu se renovar.”

RANKING: 25 melhores países no ranking da performance global

Um sintoma disso foi a posse, em 1º de outubro, de Deborah Vieitas como nova presidente da associação. Vinda do setor financeiro (ela é ex-dirigente da ABBI — Associação Brasileira dos Bancos Internacionais), Deborah é a primeira mulher à frente da Amcham Brasil desde seu surgimento. Ela garante que uma marca forte de sua gestão será o incentivo à abertura ao diferente no mundo dos negócios.

“Recebemos em setembro o CEO mundial da Microsoft, Satya Nadella, em uma reunião com líderes de várias empresas brasileiras e multinacionais. Ele destacou sua preocupação com a diversidade cultural e econômica, além da pluralidade de gênero na composição de sua equipe para aumentar a adequação de produtos e serviços”, lembra ela. “Acredito que a agenda da diversidade é ampla e global, e nós podemos aumentar as iniciativas nesse sentido.”


FOTOS: 10 melhores cidades do mundo para lançar uma startup

Os EUA são um parceiro importante para o Brasil, e não só pela quantidade de nossas vendas ao país, mas por sua qualidade. “A corrente comercial entre Brasil e Estados Unidos vem crescendo e chegou em 2014 a US$ 62 bilhões. Mais importante é a característica desse comércio: exportamos aos EUA, principalmente, produtos manufaturados ou industrializados. E mais de 6 mil empresas nacionais participam desse intercâmbio. Não mandamos só commodities para lá. Temos com os americanos trocas de maior valor agregado.

E nos últimos meses houve uma aproximação importante entre agências das duas nações para diminuir a burocracia alfandegária”, diz a executiva. A Amcham Brasil de Deborah, é claro, continua voltada aos negócios — porém, com diversidade.

Comentários
Topo